Quatro pessoas, entre elas um jovem, foram presas por envolvimento no roubo e no assassinato de um missionário, durante um encontro marcado pelo Facebook Marketplace para a venda de um aparelho celular.
Michael Ryan Burke, um veterano da Marinha dos EUA de 42 anos, foi morto a tiros em sua residência em 18 de janeiro, conforme informou a polícia de Columbia, Missouri, em um comunicado de imprensa.
Sua morte brutal causou comoção e mensagens em sua memória.
Uma jovem missionário escreveu sobre ele:
“Meu coração ainda está em choque com a morte e o assassinato do meu amigo Michael Ryan Burke. Tivemos poucos encontros presenciais, mas nos conhecíamos há anos, pois tínhamos amigos em comum servindo em várias partes do mundo e trocávamos mensagens de vez em quando para ver se estávamos na mesma região ao mesmo tempo”.
“Em certo momento, um de seus colegas dos Fuzileiros Navais me disse que eu o lembrava de uma versão feminina de Burke, porque ambos nos importávamos profundamente em compartilhar o Evangelho e não havia lugar aonde não iríamos para fazer isso”.
Um amigo escreveu indignado:
“Michael Ryan Burke – 42 anos, fuzileiro naval condecorado da Força de Reconhecimento Anfíbio, missionário que combateu o tráfico humano em Uganda, contratado como segurança em Bagdá – morre no hospital uma hora depois. Assassinato por um celular que valia US$ 585.”
Em suas redes sociais, Burke costumava compartilhar publicações sobre sua fé em Jesus Cristo e sobre seu trabalho missionário em países como Uganda, Argentina e outras nações.
Em um post feito em 15 de janeiro, ele mencionou sua parceria com a igreja C3 na África Ocidental e escreveu:
“Grato por caminhar nesta jornada e testemunhar o que Deus está fazendo. Para Deus seja a glória.”
Ação criminosa
O crime ocorreu durante um encontro marcado pelo Facebook Marketplace, no qual os suspeitos teriam conseguido comprar o iPhone 15 Pro de Burke sob falsos pretextos.
Segundo documentos judiciais, a ação fazia parte de uma série maior de roubos direcionados a vendedores de celulares.
Burke aceitou se encontrar com os compradores, identificados pela polícia como os suspeitos Alexis Baumann, Kobe Aust e Joseph Crane, os três de 18 anos, além de um quarto suspeito, um menor de idade cuja identidade não foi divulgada.
Armados com pistolas
A jovem Alexis Baumann teria conduzido o grupo até a casa de Burke, onde Joseph Crane e o adolescente entraram armados com pistolas.
Ela afirmou ter ouvido três disparos; em seguida, os dois ladrões correram de volta para o veículo, dizendo que haviam atirado em Burke e roubado seu telefone – aparelho que, segundo o depoimento, eles venderam posteriormente em um Walmart.
Segundo a declaração de causa provável, o grupo já havia praticado pelo menos outros dois roubos nos dias anteriores, tomando telefones durante encontros de venda semelhantes e os revendendo em um quiosque local.
O documento relata que o suspeito adolescente não identificado disse a uma das vítimas: “Se você encostar em mim, eu atiro em você”, depois de tomar o celular dela.
Missionário ativo
Burke era veterano da Marinha dos EUA e formado pela Universidade do Missouri. Ex‑bombeiro e humanitário, realizou trabalho missionário em países como Uganda, Haiti e Iraque, incluindo ações junto a comunidades cristãs e crianças iraquianas.
Após ser baleado, ele ainda conseguiu ligar para o 911, relatando o ataque e descrevendo os agressores, segundo informou a Fox News.
Ele também teria enviado uma última mensagem para a mãe e a irmã dizendo: “Ei, estou morrendo e amo vocês”, segundo a afiliada da CBS KRCG.
Os três suspeitos foram acusados de homicídio em segundo grau e de dois crimes de roubo em primeiro grau. Além disso, Crane também respondeu por ação criminosa armada e uso ilegal de arma de fogo, segundo a polícia.
