Mais de 700 templos religiosos foram destruídos por forças russas na Ucrânia

Um novo relatório da Missão Eurásia mostrou que igrejas que não se submetem às autoridades russas enfrentam assédio, fechamento ou expulsão.

Fonte: Guiame, com informações de International Christian ConcernAtualizado: segunda-feira, 9 de março de 2026 às 20:10
Igrejas foram destruídas por forças russas na Ucrânia. (Foto: Imagem ilustrativa/Reprodução/YouTube/PBS NewsHour).
Igrejas foram destruídas por forças russas na Ucrânia. (Foto: Imagem ilustrativa/Reprodução/YouTube/PBS NewsHour).

Um novo relatório revelou que mais de 700 templos religiosos na Ucrânia foram destruídos pelas forças russas desde o início da guerra.

O estudo “Guerra Contínua contra a Fé: Genocídio religioso nos territórios ocupados da Ucrânia”, publicado pela Missão Eurásia, relatou que pelo menos 737 locais de cultos foram atacados, incluindo igrejas, sinagogas, mesquitas e outros locais, de 2022 a 2025.

Entre os templos destruídos estão cerca de 450 igrejas batistas. A maioria dos evangélicos ucranianos são batistas e as forças russas parecem estar mirando a denominação durante o conflito.

Conforme o International Christian Concern (ICC), que monitora a perseguição no mundo, muitas igrejas evangélicas em regiões ocupadas pela Rússia se recusaram a se submeter ao monitoramento do governo russo e, por isso, se tornaram alvos.

Líderes perseguidos

Um dos casos foi o do pastor batista Sergey Ivanov, que liderava uma congregação no sul da Ucrânia. Ele foi preso por militares russos após ser acusado de cooperar com as autoridades ucranianas e de se recusar a registrar sua igreja sob as regras da Rússia.

Os cultos de sua congregação foram cancelados e o templo foi fechado enquanto o pastor Sergey passava por interrogação.

Congregações ortodoxas que não se alinharam à Igreja Ortodoxa Russa também se tornaram alvos.

Na Crimeia, o líder Serhii Mykhalchuk, da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, sofreu assédio, pressão e processos legais das autoridades russas depois da anexação da península.

Após a igreja recusar a se registrar sob as leis religiosas russas, a Justiça determinou o despejo da catedral em Simferopol e as autoridades confiscaram suas propriedades.

Casos em que as forças russas invadiram cultos para intimidar os líderes cristãos também foram registrados.

Um líder ortodoxo foi despido, espancado e obrigado a desfilar pelas ruas. Na ocasião, os militares russos zombaram dele perguntando: "Onde está o seu Deus agora?".

Nas regiões ocupadas, igrejas que não cooperam com as autoridades russas enfrentam assédio, fechamento ou expulsão, de acordo com observadores de direitos humanos.

O relatório da Missão Eurásia ainda observou que templos também foram destruídos acidentalmente em meio aos combates. 

Líderes religiosos avaliam que o ataque às igrejas faz parte de uma tentativa da Rússia de modificar a sociedade ucraniana.

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