Pastor deve ser acusado de ‘terrorismo’ pela morte de cristãos no Quênia

Ministério Público do Quênia diz que Paul Mackenzie Nthenge e outros suspeitos podem ter ‘cometido assassinato por promover crenças radicais’.

Fonte: Guiame, com informações da CNN e Fox NewsAtualizado: quinta-feira, 4 de maio de 2023 às 12:24
Paul Mackenzie Nthenge foi ouvido no tribunal de Shanzu, em Mombasa. (Captura de tela/África News)
Paul Mackenzie Nthenge foi ouvido no tribunal de Shanzu, em Mombasa. (Captura de tela/África News)

O líder religioso Paul Mackenzie Nthenge, ligado a dezenas de mortes no Quênia após fiéis participarem de um jejum coletivo, pode enfrentar “possíveis acusações de terrorismo”, informou seu advogado George Kariuki.

O pastor esteve diante do tribunal nesta terça-feira (02), onde “foi libertado incondicionalmente e depois preso novamente … sob possíveis acusações de terrorismo”, disse Kariuki à CNN. Em seguida, Mackenzie foi levado ao tribunal de Shanzu, em Mombasa.

O líder religioso compareceu diante das autoridades acompanhado de outros seis suspeitos, mostra em vídeo a África News.

Em abril, Mackenzie foi detido pela primeira vez, quando a polícia recebeu uma denúncia de que a sua extensa propriedade florestal em Shakahola, no Condado de Kilifi, no leste do Quênia, continha sepulturas coletivas. Na semana passada, o seu advogado informou à CNN que a fiança foi negada devido ao receio de interferência na investigação.

'Crenças radicias'

O Ministério do Interior do Quênia divulgou no Twitter na segunda-feira (01) que pelo menos 109 corpos foram encontrados na floresta de Shakahola. Acredita-se que a floresta esteja relacionada a um culto que supostamente incentivava seus seguidores a passar fome para alcançar a salvação. O Ministério também informou que as autópsias começaram “para determinar a causa” das mortes e oferecer encerramento às famílias das vítimas.

Pelo menos 109 corpos foram recuperados da floresta Shakahola, que se acredita estar ligada a um culto que supostamente encorajava seus seguidores a passar fome para obter a salvação, tuitou o Ministério do Interior do Quênia na segunda-feira, acrescentando que as autópsias começaram “para determinar a causa da morte e encerrar as famílias dos falecidos”.

Mais de 100 corpos foram achados na floresta Shakahola. (Captura de tela/YouTube/TRT World)

Em suas conclusões preliminares, o Ministério Público do Quênia havia declarado que Mackenzie e outros suspeitos “podem ter cometido assassinato”, bem como “aconselhar e ajudar pessoas a se matarem” ao “promover crenças radicais”.

O advogado de Mackenzie disse à CNN no fim de semana que seu cliente estava saudável e estava se alimentando enquanto permanecia sob custódia.

“Ele come e bebe. Ele está saudável. Eu o conheci pessoalmente. Houve rumores de que ele se recusou a comer, e isso não é verdade”, disse Kariuki à CNN.

Suposta associação ao crime

O pastor Ezekiel Odero, cuja igreja está localizada no mesmo condado que a propriedade de Mackenzie, também compareceu ao tribunal. Ele ficará sob custódia por mais dois dias enquanto as investigações prosseguem.

Na terça-feira, um grande número de seguidores de Odero se reuniu do lado de fora do tribunal, fazendo orações por sua libertação.

O pastor havia sido preso na semana anterior em conexão com a morte de dezenas de seus fiéis em sua megaigreja, que atrai multidões de todo o país.

Ele também está sendo investigado por suas ligações com o Mackenzie.

Após Mackenzie fechar sua igreja em 2019, Odero comprou dele um canal de televisão.

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