“Fui encontrado em poça de sangue”, diz pastor espancado por pregar a muçulmanos no Quênia

Acusado de converter muçulmanos ao cristianismo, o pastor Abdul foi atacado violentamente com tacos de madeira.

fonte: Guiame, com informações do Morning Star

Atualizado: Quarta-feira, 13 Março de 2019 as 9:36

Ataques a cristãos no Quênia tem sido cada vez mais frequentes. (Foto: Reprodução/BAE)
Ataques a cristãos no Quênia tem sido cada vez mais frequentes. (Foto: Reprodução/BAE)

O pastor somali Abdul (sobrenome mantido por razões de segurança), que lidera uma igreja clandestina no Quênia perto da fronteira com a Somália, sofreu uma fratura no osso da coxa e outros ferimentos depois que extremistas muçulmanos o espancaram com tacos de madeira na noite de sexta-feira (08), segundo informações do Morning Star News.

Abdul, que tem 30 anos e é pai de três filhos, havia acabado de liderar uma reunião de oração às 9 da noite nos arredores de Garissa.

No leito do hospital e visivelmente com dor, ele contou que quando estava voltando para casa, diversos muçulmanos da etnia somali o atacaram violentamente.

O pastor Abdul disse que não conhecia os assaltantes. Ao se aproximarem dele, um deles disse: “Temos acompanhado seus movimentos e seus planos malignos de mudar os muçulmanos para o cristianismo”.

Líder de uma igreja clandestina de 30 ex-muçulmanos, ele disse que faz reuniões clandestinas com eles em grupos menores em dias variados para adoração, oração e estudo da Bíblia.

“Imediatamente vários assaltantes começaram a me bater com tacos de madeira e fiquei inconsciente”, disse o pastor Abdul. “Acordei e me vi cercado por vizinhos. Fui resgatado pelos vizinhos que me encontraram em uma poça de sangue”.

O pastor foi levado para um hospital em Garissa, onde os médicos descobriram que sua coxa estava quebrada e havia contusões em todo seu corpo.

“Além da dor nas coxas, agora sinto dor em todo o meu corpo, especialmente na cintura, nas costas e na perna esquerda perto do tornozelo”, disse o pastor Abdul, entre gemidos. “Eu sou quase incapaz de suportar a dor. Minha família está com muito medo e os cristãos nos localizaram em outro lugar. Nossa oração por enquanto é conseguir um lugar seguro para minha família. Minha vida e a da minha família estão em jogo”, disse Abdul, que tem filhos de 8, 5 e 3 anos de idade.

O pastor, que se tornou cristão há sete anos, disse que os extremistas muçulmanos descobriram suas atividades, apesar de ele ter tomado medidas de cautela para tentar manter seus movimentos em segredo.

Al Shabaab

A população de Garissa, a cerca de 160 quilômetros da fronteira somali, é predominantemente étnica somali. Em 2 de abril de 2015, 148 pessoas no Garissa University College perderam suas vidas em um ataque do extremista muçulmano Al Shabaab, um grupo rebelde na Somália filiado à Al Qaeda, e vários ataques contra igrejas e cristãos ocorreram em Garissa.

Os somalis geralmente acreditam que todos os somalis devem ser muçulmanos. A constituição da Somália estabelece o Islã como religião do Estado e proíbe a propagação de qualquer outra religião, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. Também exige que as leis cumpram os princípios da sharia (lei islâmica), sem exceções na aplicação para os não-muçulmanos.

A Somália ocupa a 3ª posição na lista de observação cristã da Portas Abertas 2019 entre os 50 países onde é mais difícil ser cristão; o Quênia está classificado em 40º lugar.

 

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