Um jovem cristão foi preso no Sudão após enfrentar uma falsa acusação de parentes muçulmanos. Ele é filho de um pastor apoiado pela missão brasileira “MAIS” (Missão em Apoio à Igreja Sofredora).
O ministério explicou que o jovem está sendo perseguido pela família da esposa, que é contra o casamento dela com um cristão.
“Ele está preso em Khartoum, na capital do Sudão. Seu crime foi uma falsa acusação levantada pela família da sua esposa, que é contrária a essa relação, uma família radicalmente muçulmana”, afirmou um líder da MAIS, em vídeo divulgado no Instagram na última quinta-feira (25).
Além disso, a esposa do cristão está sendo mantida em cárcere privado pela família islâmica, que está tentando forçá-la a se divorciar.
“Esse vídeo é um apelo urgente. Nós estamos trabalhando pontualmente para tirá-lo da prisão, para preservar a vida desse irmão”, informou a missão.
“E você pode participar de três formas. A primeira, orando por ele, para que Deus cuide dele nesse momento, para que a sua fé continue firme nesse momento tão difícil da sua vida. Segundo, ore pela esposa dele. Terceiro, ore por nós porque precisamos levantar um recurso muito alto. A fiança e a retirada dele do país custam 5 mil dólares nesse momento, mais de 25 mil reais”.
A MAIS iniciou uma campanha de arrecadação e pediu apoio em oração e em ajuda financeira. Doações podem ser realizadas através do PIX: financeiro@maisnomundo.org.
“Neste momento pare e ore por esse irmão. É parte da nossa família, nesse momento está encarcerado e precisa da nossa intercessão. Participe conosco, estamos juntos porque não são eles, somos nós”, ressaltou o líder.
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Perseguição no Sudão
O Sudão ocupa o 4° lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas de países mais difíceis para ser cristão.
Desde o golpe militar de 2021, o governo islâmico tem restringindo a liberdade religiosa dos cristãos no país.
O governo restabeleceu líderes opressores, retomou políticas cruéis de “moralidade” e tem utilizado leis islâmicas para justificar conversões forçadas e punições físicas.
Somado a isto, a guerra civil – entre o exército e as forças rebeldes – iniciada em 2023 deixou um vazio de poder, que tem sido aproveitado por milícias dos dois lados, que perseguem cristãos sem medo de punição.
Igrejas já foram bombardeadas, invadidas e até usadas como base por grupos armados. Cristãos também sofrem forte discriminação na Justiça, no trabalho e nas escolas.
Convertidos do islamismo vivem com medo o tempo todo, enfrentando isolamento, violência e até rejeição da própria família.
Igrejas também têm sido fechadas à força, impedidas de se registrar e até destruídas. Além disso, líderes religiosos e cristãos estrangeiros têm sido presos injustamente com cada vez mais frequência em meio ao conflito.
