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Líder palestino pede que Hamas assine proposta egípcia de reconciliação

Líder palestino pede que Hamas assine proposta egípcia de reconciliação

Atualizado: Segunda-feira, 4 Janeiro de 2010 as 12

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu nesta segunda-feira (4) que o grupo militante Hamas assine a proposta egípcia para o fim das divergências entre os movimentos palestinos.

Abbas fez o apelo durante uma entrevista coletiva concedida após sua reunião com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh:

''Assinamos o documento egípcio e, antes de assiná-lo, o Hamas revisou-o, manifestou sua disposição em assiná-lo e depois se recusou a fazer isso. Quando o Hamas assiná-lo, começará imediatamente sua aplicação. E o mais importante disso é realizar eleições legítimas''.

Os nacionalistas do Fatah, partido de Abbas, anunciaram em 14 de outubro a assinatura de uma iniciativa de reconciliação apresentada pelo Egito. No entanto, os islâmicos do Hamas denunciaram que os mediadores egípcios introduziram no texto novas questões que não tinham sido discutidas e pediram mudanças na proposta para poderem assiná-la.

Sobre o retorno à mesa de negociações com os israelenses, Abbas disse que isso acontecerá quando "não haver nenhuma oposição ao reatamento dos contatos nem aos encontros:

''Não impusemos condições, mas dissemos que, no momento em que os assentamentos forem interrompidos e em que haja um reconhecimento da legitimidade internacional (da Palestina), as negociações serão retomadas''.

Segundo a agência oficial de notícias egípcia Mena, o presidente Mubarak conversou com Abbas sobre os esforços que seu país desempenha para que Israel suspenda a construção de assentamentos nos territórios palestinos que ocupa.

Mubarak também falou dos contatos que o Egito mantém com a administração americana para promover o processo de paz árabe-israelense e da próxima visita do ministro de Assuntos Exteriores, Ahmed Aboul Gheit, e do chefe do serviço secreto egípcio, Omar Suleiman, no dia 8 de janeiro.

Segundo a agência oficial jordaniana Petra, o rei Abdullah 2º abandonou nesta manhã seu país para ir a Sharm el-Sheikh, onde está previsto um encontro com Mubarak para falar dos esforços necessários para impulsionar o processo de paz entre palestinos israelenses, entre outros assuntos.

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