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Hábito e vício

A diferença entre o que deve ser adquirido e aquilo que destrói.

fonte: Guiame, Darci Lourenção

Atualizado: Quinta-feira, 27 Junho de 2019 as 10:54

(Foto: iStock)
(Foto: iStock)

Podemos chamar de hábito aquele comportamento repetitivo, que aprendemos ou copiamos de alguém ao longo da vida, mas que não gera, necessariamente, nenhum efeito nocivo. Aliás, existem muitos hábitos virtuosos, os quais nos esforçamos para adquirir, como, por exemplo, o hábito da leitura ou o hábito de fazer exercícios. Isso porque eles são bons para a mente e para o corpo, respectivamente. 

Bons hábitos, ademais, podem nos ajudar em relacionamentos, inclusive com pessoas que tenham os mesmos hábitos. Você sai para fazer sua caminhada diária sempre no mesmo lugar e horário, e lá está aquela pessoa que também pratica igual atividade. Com certeza, a depender da desenvoltura e facilidade de comunicação de cada um, desses encontros pode nascer uma boa amizade com muitos assuntos em comum, que poderão gerar aprendizados para ambos. Viu como os hábitos podem nos fazer crescer? 

Os hábitos são incentivados; os vícios não. 

É muito fácil você pesquisar sobre hábitos na internet e encontrar inúmeros conselhos para que você os adquira. Centenas de dicas e técnicas, além de incentivos, para que você se anime a ter hábitos saudáveis ou que te proporcionem bem-estar. 

Mas será que os hábitos podem descambar para algum vício? 

A resposta é “sim, é possível”. Um exemplo é quando exageramos em algo que deve ter um tempo ideal para ser realizado, como uma atividade física. Já viu aquela pessoa que não sai da academia e nunca acha que seu corpo está bom e não admite que está extrapolando no tempo dos treinos? Se ela não for alertada, com certeza se tornará uma viciada em exercícios que poderão, até mesmo, machucar seu corpo, seus músculos, tendões etc. O excesso de atividade física, aliás, é uma doença psicológica denominada Transtorno Dismórfico Muscular ou Vigorexia, que é uma obsessão pelo corpo perfeito. 

Veja, estamos falando de algo que existe para nos trazer bem-estar e colaborar com nossa saúde, mas que se não for dominado, será nosso algoz!

Muitas pessoas se enganam ao pensar que têm hábitos, mas o que elas têm, na verdade, são vícios. Algumas chegam a falar que têm o hábito de fumar antes de dormir, por exemplo. Não. Elas têm é um vício! E um vício que pode matá-la!

O dramaturgo irlandês George Bernard Shaw foi no ponto quando disse que “Vícios são desperdícios de vida”. Ah, sim. De fato, eles são uma terrível fonte de desperdícios. Muitos gastam seu tempo, seus dias, seu dinheiro com os vícios. Outros destroem sua saúde e reputação por causa de vícios. Quantas perdas os vícios não levam para indivíduos e famílias...

Mas, felizmente, existem aqueles que têm consciência de seus vícios e querem se ver livres dessa perversidade. Essas pessoas, que desejam ser ajudadas, são propensas a ouvir conselhos que as ajudem a livrar-se o mais rápido possível dessas práticas destrutivas. 

Um bom começo para alguém que deseja se ver livre do vício é ouvir e seguir esse conselho bíblico: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gálatas 5.1).

Por Darci Lourenção, psicóloga, pastora, coaching, escritora e conferencista. Foi Deã e Professora de Aconselhamento Cristão. Autora dos livros “Na intimidade há cura”, “A equação do amor” e “Viva sem compulsão”.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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