Tá quente? Não, tá frio!

“Cabeças quentes e corações frios nunca resolveram nada”, sintetizou o evangelista Billy Graham.

Fonte: Guiame, Edmilson Ferreira MendesAtualizado: quarta-feira, 15 de junho de 2022 16:03
(Myriams-Fotos / Pixabay)
(Myriams-Fotos / Pixabay)

Você já deve ter escondido pela casa surpresas para os filhos. As crianças amam, vibram, ficam ansiosas para achar o presente, o prêmio, a surpresa. À medida que procuram, vão perguntando: Tá quente? Caso estejam longe do local no qual a surpresa foi escondida, a resposta é: Não, tá frio!

O frio, aqui pelo Sudeste, chegou. Tá muuuuito frio. Muitos que vivem reclamando do calor já estão reclamando do frio. O ser humano geralmente é assim, tudo que é demais, que ultrapassa limites, reclama. Como se diz, vivemos numa gangorra na qual nunca estamos satisfeitos.

Brincar de esconder surpresas, ok. Viver reclamando de determinadas coisas e situações, até compreendemos. Mas existem situações mais complexas, profundas, difíceis, que têm abalado e machucado muitos relacionamentos.

O pastor trabalha, se esmera no preparo de seus sermões, procura manter a dinâmica da igreja que lidera com total excelência – pelo menos os bons pastores tentam fazer isso -, mas quando pergunta ao rebanho se este está quente, a única resposta que ouve é: Não, estamos frios. O cônjuge sonhava com o calor do afeto, das palavras, do amor, da fidelidade, do respeito, da vida a dois, mas tudo que experimenta é o frio do olhar, da ausência de diálogo, da inexistência de um sorriso, da incapacidade de um abraço. Ou seja, nas mais diversas relações a pergunta surge: Tá quente? E a única resposta que se encaixa são as tristes palavras: Não, tá frio.

“Cabeças quentes e corações frios nunca resolveram nada”, esta frase do evangelista Billy Graham sintetiza de forma certeira o contexto no qual vivemos, no qual falta calor e sobra frieza. A inversão poderia representar a cura para a maioria dos relacionamentos, pois corações quentes poderiam mudar os pensamentos de cabeças frias.

Que o frio fique lá fora. Que o frio suba e desça montanhas. Que o frio faça seu trabalho nas florestas, nas geleiras, nos oceanos. Que o frio cumpra com seus propósitos. Mas que ele fique lá fora. Em nossa casa precisa prevalecer o fogo da comunhão, o calor do coração, o aquecimento dos afetos, o aconchego de um chocolate quente, o carinho de uma xícara de chá, o crepitar de orações que não toleram friezas destruidoras.

Sim, deixe o frio sempre lá fora. Deus é o exemplo máximo de um Pai que sabe amar e aquecer os corações de cada um de seus filhos. Como Pai, também espalha surpresas pela casa. Surpresas como perdão, alegria, paz, contentamento, esperança. Como um Pai perfeito, Ele também vibra com as nossas perguntas e quer que a gente encontre o calor que vem dEle. “Tá quente, Pai?”, perguntamos ao Soberano Deus. Então, quando enfim estamos em total sintonia com Sua vontade, Ele responde: “Sim, filho, tá quente! Finalmente você está em comunhão com meu amor por você e planos pra você!”

Edmilson Ferreira Mendes é escritor, pastor, teólogo, observador da vida.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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