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Os ídolos do mundo têm os pés de barro

Nesses dias em que as nações estão sendo assoladas pela pandemia do COVID-19, concluímos que os grandes ídolos deste mundo têm os pés de barro.

fonte: Guiame, Hernandes Dias Lopes

Atualizado: Quinta-feira, 14 Maio de 2020 as 3:48

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O título desta pastoral foi extraído do livro de Daniel, capítulo 2. Nabucodonosor sonhou com uma imagem cuja cabeça era de ouro, o peito e os braços eram de prata. O ventre e os quadris de bronze e as pernas e os pés de ferro e barro. Uma pedra não lavrada por mãos, tocou nos pés dessa estátua e ela toda virou pó. Essa estátua representava os quatro grandes impérios mundiais: o império Babilônico (a cabeça de ouro); o império Medo-Persa (peito e braços de prata); o império Greco-Macedônio (o ventre os quadris de bronze); e o império Romano (as pernas de ferro e os pés em parte de ferro e em parte de barro). A pedra não lavrada por mãos que transforma a estátua em pó representa o Reino de Cristo.

A descrição feita por Daniel aponta para a verdade solene de que os poderes e os ídolos do mundo têm os pés de barro e eles não podem prevalecer. Os reinos do mundo vão cair e todos os reinos do mundo serão do Senhor e do seu Cristo. Nesses dias em que as nações estão sendo assoladas pela pandemia do COVID-19, concluímos que os grandes ídolos deste mundo têm os pés de barro. Quais são esses ídolos?

Em primeiro lugar, o poder econômico. O dinheiro é o grande ídolo de nossa geração. É o ídolo mais adorado no mundo. Os homens confiam em seu dinheiro. Matam e morrem por ele. Sacrificam a vida, a família e a alma no altar de Mamom. O amor do dinheiro é a raiz de todos os males. Nessa pandemia, o dinheiro demonstrou ser um ídolo com os pés de barro. Ele não pode evitar a pandemia nem debelá-la.

Em segundo lugar, o poder científico. A ciência tem alcançado o pináculo de suas conquistas neste século. Vivemos no reino milagroso do avanço da ciência. Porém, apesar de suas vitórias extraordinárias, ela também não pôde trazer uma solução rápida e eficaz para esse mal que assola as nações, ceifando milhares de vidas e provocando uma das maiores recessões econômicas dos últimos tempos. A ciência não é a luz que vinda ao mundo ilumina a todo o homem. Ela não tem todas as respostas. Seus pés são também pés de barro.

Em terceiro lugar, o poder político. Os homens, cheios de empáfia, e com muito poder nas mãos, jactam-se de sua influência e de seu poder político. Reis, presidentes, ministros, governadores, prefeitos, sentem-se onipotentes com a caneta nas mãos. Porém, aqueles que se assentam nos tronos da terra são vulneráveis, dependentes e mortais. Todos têm os pés de barro. Os palácios, os parlamentos e as cortes, no exercício de seu poder, demonstraram-se absolutamente impotentes para lidar com este vírus, que ao espalhar-se pelos rincões do mundo, botou as nações, inclusive as mais poderosas, de cócoras, completamente fragilizadas. O poder político não é autossuficiente nem eficazmente suficiente para socorrer o povo aflito.

Em quarto lugar, o poder tecnológico. A tecnologia alcançou as alturas excelsas, de esplêndidas conquistas. Somos a geração das viagens interplanetárias, da cibernética, da celeridade nos deslocamentos, da comunicação virtual, do mundo sem fronteiras. Temos janelas abertas para o mundo e todo o cosmos parece que está ao alcance do nosso toque. Porém, a tecnologia com todo o seu avanço revelou-se incapaz de trazer uma solução rápida e eficaz para erradicar esse mal que ceifa a vida de uns e transtorna a vida de outros.

A conclusão inevitável é que o homem, com todo o seu saber, com todo o seu poder científico, econômico e tecnológico é incapaz, frágil e dependente. O homem tem os pés de barro. Seus ídolos mais estimados têm os pés de barro. Seus ícones prediletos têm os pés de barro. Eles são pequenos demais e impotentes demais para nos socorrer. Precisamos de um socorro que vem do alto, do Redentor que vem do alto, do seu reino eterno que jamais se abalará!

Por Hernandes Dias Lopes - pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, escritor, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e diretor executivo da Editora Luz para o Caminho.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: O retorno do Rei

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