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Tragada foi a morte pela vitória

Jesus entrou nas entranhas da morte, arrancou seu aguilhão, matou-a e triunfou sobre ela.

fonte: Guiame, Hernandes Dias Lopes

Atualizado: Terça-feira, 12 Novembro de 2019 as 4:44

(Foto: Getty)
(Foto: Getty)

"Tragada foi a morte pela vitória. Onde está ó morte, a tua vitória?…” (1Co 15.54,55)

A morte é descrita, na Bíblia, como o rei dos terrores e o último inimigo a ser vencido. Ela traz dor e sofrimento a todos. Suas mãos álgidas apanham a todos. Por causa do pecado, ela entrou no mundo e passou a todos os homens, porque todos pecaram. A morte é o sinal de igualdade na equação da vida. Ela bate à porta de grandes e pequenos, ricos e pobres, intelectuais e indoutos, velhos e crianças. Ninguém escapa à sua caçada implacável. Os mais ricos palácios não conseguem esconder o homem de sua visita perturbadora.

A grande notícia que ecoou do túmulo de Cristo é que a morte foi tragada pela vitória. Jesus entrou nas entranhas da morte, arrancou seu aguilhão, matou-a e triunfou sobre ela. Se a morte é o rei dos terrores, Jesus é o Rei dos reis. Se pelo primeiro Adão a morte arvorou sua bandeira para todos os homens, pelo segundo Adão, Jesus Cristo, nosso Senhor, a imortalidade desfralda seu estandarte. Jesus é a ressurreição e a vida. Aquele que nele crê nunca morrerá eternamente, mas passou da morte para a vida. A morte não tem mais a última palavra. A morte não assusta mais aqueles que estão em Cristo. Por isso, para aquele que está em Cristo, morrer é deixar o corpo e habitar com o Senhor (2Co 5.8). Morrer é lucro (Fp 1.21). Morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor (Fp 1.23). A Palavra de Deus chega a dizer que preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos (Sl 116.15). A Palavra de Deus chama de bem-aventurados aqueles que desde agora morrem no Senhor, para que descansem de suas fadigas (Ap 14.13). No dia final, quando Jesus vier em glória, os mortos em Cristo sairão do túmulo e ressuscitarão primeiro e, só então, os vivos serão transformados. Oh, quão glorioso será esse dia!

Como será o corpo da ressurreição?

Em primeiro lugar, será um corpo incorruptível (1Co 15.42a). O corpo da ressurreição não ficará cansado nem doente. Não sofrerá o esbarro dos anos nem envelhecerá. Será um corpo perfeito e sem qualquer defeito físico.

Em segundo lugar, será um corpo glorioso (1Co 15.42b). O corpo da ressurreição vai brilhar como o fulgor do firmamento e como as estrelas, sempre e eternamente (Dn 12.3). Será um corpo semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus (Fp 3.21).

Em terceiro lugar, será um corpo poderoso (1Co 15.43). O corpo da humilhação, timbrado por muitas fraquezas, será, na ressurreição, ornado de força e poder. Assim como Jesus entrava numa casa com a porta frechada sem precisar abrir a porta; assim como ele saia da Judeia e aparecia na Galileia; assim como Jesus foi assunto ao céu, entre nuvens, em seu corpo de glória, assim será, também, o nosso corpo glorificado.

Em quarto lugar, será um corpo espiritual (1Co 15.44). No corpo da humilhação temos um permanente conflito. Somos uma espécie de guerra civil ambulante. A carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne. Porém, em nosso corpo ressurreto, não haverá mais essa tensão. Teremos um corpo completamente governado pelo Espírito, em plena santidade. Oh, como será belo o corpo da ressurreição!

Diante dessa quadrupla realidade, podemos dar um brado de vitória, como o veterano apóstolo Paulo e dizer: “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 5.14-57).

Por Hernandes Dias Lopes - pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, escritor, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e diretor executivo da Editora Luz para o Caminho.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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