Halloween: O que a Bíblia diz sobre essa celebração

Conheça a história do Halloween e saiba como essa festividade é condenada por Deus.

Fonte: Guiame, Joel EngelAtualizado: quarta-feira, 31 de outubro de 2018 15:34
Abóboras são usadas como parte de decoração das festas de Halloween. (Foto: The Impact)
Abóboras são usadas como parte de decoração das festas de Halloween. (Foto: The Impact)

A cada ano que passa, avança em nossa cultura a celebração do “Halloween”, nome que deriva de "All Hallows' Eve", um termo que remete a véspera do “Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. "Hallow" é um termo antigo para "santo", e "eve" é o mesmo que "véspera".

Mais do que uma festa pagã, o Halloween, ou “Dia das Bruxas”, esconde uma raiz de significados que remetem a idolatria, rituais macabros e feitiçaria. Não é apenas uma maneira de entreter e brincar com fantasias de bruxas, fantasmas e duendes, com abóboras e morangas, mas uma festa satânica.

Neste sentido, ao analisarmos o Halloween, confrontando suas práticas à aquilo que a Palavra de Deus ensina, só podemos concluir que é impossível para o cristão sincero ver com bons olhos as tradições que envolvem essa festividade secular. Principalmente considerando o simbolismo macabro que há por trás desta celebração.

Tomemos por base o que diz a Bíblia: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6.12).

História

A origem do Halloween remete há mais de 3 mil anos, quando a Irlanda celebrava o chamado Samhain, uma homehagem ao “Rei dos mortos” e o início da festa que marcava o festival da colheita. Durante essa festividade os Druidas (magos celtas) acreditavam que nessa noite um portal espiritual era aberto e a janela que separava mortos dos vivos desaparecia.

Eles acreditavam que com este portal aberto as almas dos mortos regressavam numa visita aos lares, sendo recepcionados com comidas e doces que ficavam na parte de fora de suas casas, afastando assim os espíritos maus. Também eram realizados rituais com sacrifícios de animais e sacrifícios humanos.

Em meados do século 8, com a popularidade desta festividade, o papa Gregório 3º teria mudado a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio, data que remetia ao festival romano em celebração aos mortos, para 1º de novembro, data do Samhain. Esse ritual pagão acabou se popularizando a partir daí.

No entanto, esta festividade também é vista por movimentos de bruxaria e satanismo (como os adeptos da Igreja Mundial de Satanás) como sendo a data de celebração do aniversário de Satanás. Os feiticeiros enxergam a data como sendo a mais importante do ano, quando são feitos rituais macabros, invocação de espíritos, comunicação com os mortos e evocação de demônios.

Essa tem sido uma época atípica, pois cresce em grande número o desaparecimento de crianças, certamente oferecidas em rituais de magia negra. Não faltam relatos de pessoas que participaram deste tipo de culto demoníaco, oferecendo animais, pessoas e até mesmo se automutilando.

Bíblia

É evidente que a Bíblia condena qualquer prática de bruxaria, feitiçaria ou idolatria, e qualquer cristão que leia essa frase vai pensar que essa afirmação é tão óbvia quanto à condenação ao sacrifício humano. Mas ainda assim, existem pessoas que não veem maldade em participar do Halloween.

Ao contrário do que muitos pensam, essa festa não é apenas uma celebração cultural norte-americana, mas remete a rituais condenáveis pela Palavra de Deus, o que faz com que aqueles que seguem as orientações do Santo Livro sejam obrigados a refletir sobre suas práticas e costumes.

Portanto, não devemos andar em conformidade com o mundo, pois isso desagradaria ao Senhor. A Bíblia diz: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Romanos 12.2).

Quem celebra o Halloween, enquanto se apresenta como cristão, está servindo a dois senhores. Sendo que um destes senhores é Satanás. Vejamos: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mateus 6.24).

Além disso, temos nas Santas Escrituras versículos que condenam alguns pontos que essa celebração traz consigo, como a banalização da maldade e dos símbolos religiosos satânicos. Vestir-se com roupas de bruxas, feiticeiros, duendes, magos, fantasiar-se de morto, caveira ou figuras que simbolizam o mal, não é agradável a Deus.

Como está escrito: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5.20).

Essa celebração também tem como base a cultura de que os mortos podem voltar ao mundo dos vivos, mas a Palavra de Deus diz: “[...] aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo, depois disso o Juízo” (Hebreus 9.27).

A Bíblia também condena à celebração a morte, quando afirma que todos os que aborrecem a Deus amam a morte (Provérbios 8.36). Assim como aponta a bruxaria e feitiçaria como algo condenável. Está escrito: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria [...]” (Deuteronômio 18.10).

Deus também não se agrada de quem tenta se comunicar com os mortos. Ele diz em Sua Palavra: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18.11-12).

Por fim, devemos lembrar que a Bíblia diz: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe” (Efésios 5.11-12).

Por Joel Engel, pastor, líder do Ministério Engel, em Santa Maria (RS) e fundador do Projeto Daniel, que ajuda crianças órfãs em países da África.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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