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O poder de uma pergunta

O poder de uma pergunta

Atualizado: Quarta-feira, 28 Julho de 2010 as 5:49

Você é do tipo de pessoa que gosta de perguntar principalmente quando está diante de alguém que tem muito para acrescentar em sua vida? Você já parou para pensar no poder de uma pergunta? Hoje a tarde, eu estava estudando sobre esse assunto e li um texto do Marco Fabossi que achei muito bom e resolvi compartilhar com vocês.

Existem dois ambientes principais onde somos, desde crianças, influenciados a não perguntar. O primeiro é a nossa própria casa, quando nossos pais, tios e irmãos mais velhos só conseguem suportar e responder até o segundo ou terceiro “Por quê?”, e depois resumem suas respostas a um simples e vazio “porque sim”. O segundo ambiente que nos influencia em relação ao medo de perguntar é a própria escola, em função do modelo de ensino que adota. Com o passar do tempo, nós vamos crescendo e percebemos que deixar de perguntar nos ajuda a manter a imagem de alguém inteligente. Descobrimos também que o mundo valoriza mais aqueles que não perguntam e, por fim, apesar das muitas dúvidas que vivem rondando nossa cabeça, preferimos nos calar.

A verdade é que, ao contrário do que muitos pensam, a capacidade de fazer as melhores perguntas é um dos principais fatores que distinguem as pessoas bem-sucedidas das demais, porque sem perguntas não há respostas, e sem respostas não se cria conhecimento.

Precisamos criar consciência de que as perguntas é que abrem as portas para o diálogo e para novas descobertas. Elas são um convite à criatividade e à inovação, constroem possibilidades e são delas que se originam as principais mudanças e inovações que impactam o mundo. É por isso que a utilidade de nosso conhecimento e a eficácia de nossas ações estão diretamente relacionadas às perguntas que fazemos.Todas as conquistas e descobertas que nos trouxeram à era do conhecimento só foram possíveis porque existiram e existem pessoas que não se conformaram com respostas como “Porque sim”, ou “Não é possível mudar isso, ou Todo mundo sempre fez desse jeito”; pessoas que decidiram questionar.Em uma organização em que a liderança está preocupada e interessada em promover a criatividade, perguntas nunca podem ser consideradas como ofensivas, principalmente quando são dirigidas a pessoas que ocupam posições hierárquicas mais altas, porque, se isso acontecer, o medo e a falta de confiança se instalam e a possibilidade de haver conversas abertas e reflexivas desaparece por completo. O Líder sabe que dar respostas é menos importante que perguntar, pois se fizermos a pergunta certa, as pessoas precisarão aprender a resposta e colocarão sua energia e foco na essência do problema e não em questões superficiais.

Pr. Josué Gonçalves   é terapeuta familiar, escritor e conferencista internacional. Bacharel em Teologia pelo IBAD - Instituto Bíblico das Assembléias de Deus, com especialização em aconselhamento pastoral e terapia de casais. Acesse   www.familiaegraca.com.br  .  

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