A religiosidade é a arma mais eficiente de Satanás

Mas em todos os seus planos e ataques, nada tem sido tão efetivo como o medo e a religiosidade.

Fonte: Guiame, Melina BotteghinAtualizado: terça-feira, 3 de novembro de 2020 17:33
(Foto: Stock Photo/Jens Tandler)
(Foto: Stock Photo/Jens Tandler)

O mundo das trevas é real e estratégico e atua de forma inteligente contra a humanidade. Engana-se quem pensa que os ataques do inferno sejam sempre claros. Eles não são. A maior parte do plano acontece debaixo dos panos, dentro do coração humano.

O diabo tentou parar o plano de salvação matando todos os meninos da época de Jesus. Não conseguiu. Ele também tentou destruí-lo no deserto, não deu certo. Pensou que o tinha vencido na cruz, afinal quem pensaria que a cruz era parte do plano de resgate dos pecadores, não é mesmo? Todos os planos frustrados, então como parar o propósito? Como sabotar o que Deus está fazendo?

Tenho percebido que Satanás age de várias maneiras, e até acho que ele seja mais individualista do que a Igreja. Costumo dizer que ele sabe aonde o calo aperta. E que ele sabe o potencial que temos e por isso tenta evitar que as sementes que foram plantadas em nós germinem.

Mas em todos os seus planos e ataques, nada tem sido tão efetivo como o medo e a religiosidade.

Ele endurece o coração dos líderes e os faz pensar serem melhores e mais honrados do que os outros por estarem trabalhando para a obra e para Deus. Isso cria juízes ao invés de pastores. 80% dos evangélicos que deixaram de frequentar a igreja, tiveram problemas com a liderança.

Se decepcionaram com a Igreja... E acabaram saindo do caminho.

Tão triste escutar isso! Sermos as pedras de tropeço que fazem o que estão tentando buscar Jesus saírem do caminho.

O problema piora quando a liderança não enxerga o erro, e ao invés de buscar a Deus a respeito do que há de errado neles, eles olham para os outros e justificam a saída na falta de compromisso do membro. Nunca neles! Nunca eles, sempre o outro. Desde o Éden, sempre o outro...

Ouvi uma vez que Jesus faz a limpa na Igreja. Já que Ele faz isso, poderia começar pelo coração dos pastores, não? Tirar o egoísmo, a falta de amor...

A limpa que Jesus faz não é em pessoas e nas pessoas. Ele limpa os corações, o pecado. Ele não arranca gente no meio do evangelho.

Por isso que gosto tanto de Josué. Quando o povo perdeu a batalha contra Ai, ele se vestiu de saco, juntamente com as autoridades da época, colocou o rosto no pó e foi perguntar o que estava acontecendo.

(Josué 7:6)

Que plano astuto não? Já que não podemos acabar com a cruz, vamos encobri-la. Vamos fazer o que os judeus na época fizeram. Vamos matar Jesus dentro da Igreja. Rejeitar seu ensino e impor regras e indulgências para o povo acessar a Deus. Vamos enfiar o dedo na cara deles, enquanto vestimos uma capa de santidade encobrindo os nossos pecados. Vamos tirá-los da Igreja como os judeus tiravam as pessoas do templo.

Vamos colocar os paralíticos, cegos, surdos e os que sangram para fora dos muros de Jerusalém e justificar que eles não podem entrar na cidade porque não são dignos de estar lá.

E está dando certo, tão certo que virou um padrão a ser repetido.

Acorda Igreja! Acorda Noiva! O Noivo vem! E se a candeia estiver apagada, Ele não a encontrará. Se o Espírito não iluminar a sua face, não passará de um templo vazio. Acorda!

Vamos lutar contra o plano do inferno! Vamos ser o que o Senhor planejou que fôssemos.

Discípulos do mestre.

Por Melina Botteghin, estudante de teologia, esposa, mãe, missionária por vocação e publicitária de formação.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Não existe problema maior do que o seu Deus

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