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Agradar a Deus: o segredo do abençoado

Agradar a Deus: o segredo do abençoado

Atualizado: Sexta-feira, 6 Julho de 2012 as 8:57

“Se o Senhor se agradar de nós, então, nos porá nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel” (Nm 14:8).

Não somos de nós mesmos. Fomos criados para o louvor da glória de Deus (Ef 1:12), e sermos representantes do Seu Reino glorioso aqui na terra, a fim de mostrarmos Seu amor ao mundo e este possa reconciliar-se com Ele, em Cristo Jesus (2 Co 5:20).

Servir a Deus não é obrigação enfadonha, como alguns possam imaginar, nem servir a uma determinada igreja ou denominação, mas algo que transcende e faz muito bem a alma, espírito e corpo. Precisamos agradar o Pai. Nosso relacionamento precisa ser direto com Ele, vertical. Servi-lo em amor traz recompensas (1 Co 15:58).

Surge a pergunta: Então como posso agradar a Deus? Sua Palavra nos responde em Salmos 147:11:

“O Senhor agrada-se dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia”

Temer a Deus não é ter medo Dele, como alguns pensam erradamente, mas, sim, respeitá-LO. Inclusive 1 João nos declara: “No amor não há temor[medo]; antes o perfeito amor lança fora o temor[medo]”.

Se quisermos ter um relacionamento estreito com Deus precisamos andar em temor a Ele e a Sua Palavra; não A tomando como preceitos religiosos, mas princípios de vida eterna. Aqueles que assim o fazem não apenas O agradam, mas gozam de livre acesso à Sua Santa presença, e tem suas orações atendidas. Jesus ensinou-nos este princípio em João 9:31:

“Ora, sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ouve”.

Muitos têm buscado respostas de Deus às suas orações, mas têm colhido pouco ou nada. É necessário fazer uma avaliação de como tem sido suas atitudes para com as coisas espirituais. Elas são invisíveis, mas são mais reais do que as visíveis. Alguns têm levado seus relacionamentos com Deus de qualquer maneira, ou pior, nem se relacionam mais. Dizem que não têm forças ou tempo. Logicamente que colhem o que semeiam:

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Quando andamos em temor, e buscamos agradar a Deus gozamos de livre acesso a Ele, e muito mais: “Agrada-te do Senhor e Ele concederá o desejo do teu coração” (Sl 37:4). Que grande privilégio os filhos amados de Deus têm! Jesus Cristo nos ensinou que “aquele que tem os meus mandamentos e os guarda [pratica], este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14:21).

Deus se manifesta com Seu poder na vida de Seus filhos quando estes demonstram amá-LO, praticando Sua Palavra. Muitos não entendem esse princípio espiritual, e preferem trilhar o caminho do sacrifício para obter algum favor de Deus. Mero engano! Deus não é mercenário e nem vende bênçãos. Em Miquéias 6:7, 8 lê-se:

“Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus”?

O sacrifício não traz a benção, mas sim a obediência à Palavra de Deus. Se Deus toca no coração de Seus filhos para que estes jejuem, com certeza não será para dar em troca algum favor, mas sim para que este esteja mais intimamente ligado a Ele. Jesus respondeu aos discípulos de João Batista, quando inquirido sobre a razão dos Seus discípulos não jejuarem:

“E disse-lhes Jesus: Podem, porventura, andar tristes os filhos das bodas enquanto o esposo está com eles? Dias, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão” (Mt 9:15).

O Senhor Jesus queria dizer que só deveríamos jejuar quando “o esposo nos fosse tirado”, ou seja, quando não estivéssemos mais sentindo a presença Dele em nossa vida, o que nos tornaria infrutíferos para realizarmos a Sua obra. Assim Ele nos declara em João 15:5: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu Nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer”.

Tentar ser abençoado dando altas somas em ofertas também é algo inútil. Deus não age como age o homem do mundo capitalista. Tudo deve ser feito com um coração sincero e com espírito de adoração. Disso Ele se agrada.

Precisamos lançar fora de nossas vidas tudo o que nos afasta de Deus, e que nos impede de sermos abençoados e úteis ao Seu Reino. O pecado nos afasta Dele. O profeta Isaías afirma: “Eis que a mão do Senhor não está
encolhida, para que não possa salvar; nem seu ouvido agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Is 59: 1,2).

Quão terrível é clamar por socorro e não ser ouvido. Estender as mãos para pedir o favor de Deus, mas não obter resposta! Deus não é mau, mas Ele não ouve, nem responde a pecadores (Jo 9:31). Antes, precisamos entrar diante Dele para clamarmos misericórdia e perdão dos pecados, e também voltarmos ao Caminho, pois, com certeza, acabamos entrando em algum atalho que nos tirou do Caminho perfeito. Ele, em Seu infinito amor, nos ouvirá, nos perdoará e nos purificará de toda injustiça (1 Jo 1:9).

Se tropeçarmos na caminhada cristã precisamos analisar nossas atitudes, e moldá-las aos princípios de Deus. Para isto, precisamos ter fome pela Palavra de Deus, que, antes de ser um mero livro, constitui-se na Palavra Viva de Deus, onde encontramos Sua vontade para nós.

Temer e agradar a Deus esta intimamente ligado a andar na Verdade, isto é, em Sua Palavra. Foi isso que escreveu o apóstolo João, inspirado pelo Espírito Santo:
“Muito me alegro por achar que alguns de teus filhos andam na verdade, assim como temos recebido o mandamento do Pai” (2 Jo 4).

Andar na Verdade agrada o coração de Deus. Este é o segredo dos abençoados!

 

por Mônica Valentim

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