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Arquitetas que Deus usa - Parte 2

Arquitetas que Deus usa - Parte 2

Atualizado: Quarta-feira, 27 Janeiro de 2010 as 12

No estudo anterior vimos a importância de termos uma língua saudável, pois dela advém tanto as boas coisas, quanto as más. A morte e a vida estão em seu poder (Pv 18: 21).     

Temos a capacidade, dada pelo próprio Deus, de edificarmos vidas ao nosso redor através das confissões que fazemos em conformidade com Sua Palavra: "Do fruto da boca cada um comerá o bem, mas a alma dos prevaricadores comerá a violência"  (Pv 13: 2). Prevaricar é fazer acordos não autorizados por Deus. Concordar, falar algo contrário ao que a Palavra de Deus diz.   

Hoje veremos que, além de edificarmos vidas através daquilo que dizemos, devemos, como "mulheres arquitetas" que Deus usa, edificar nossa família, para que ela seja saudável e abençoada, e, assim, influenciarmos positivamente a sociedade, semeando valores do Reino de Deus.   

Quando estudamos a Palavra de Deus, mais especificamente o livro de Gênesis, descobrimos o quão organizado e perfeito foi o nosso Pai Celestial. Tudo foi maravilhosamente criado de maneira gradativa e pontual.   

Assim como alguns pais terrenos fazem, preparando o quartinho do seu  filho, Deus preparou todo o ambiente, o futuro lar do homem. Providenciou tudo que ele pudesse precisar para viver da melhor forma possível.  

Tudo o que foi criado, na sua máxima perfeição, foi com o propósito de glorificá-lo. Assim, Deus coroou sua criação instituindo a primeira família. Após criar o homem e a mulher, os abençoou, e disse-lhes para que crescessem e se multiplicassem, para que enchessem a terra e esta fosse sujeita a  eles. O jardim do Éden não foi criado apenas como um lar paradisíaco,  mas um lugar a ser administrado com zelo.   

Vemos, nos dias atuais, valores distorcidos invadindo os lares. Conceitos, sob influência da Filosofia Humanista, influenciando até mesmo famílias cristãs, tornando-as doentes, bem longe daquilo que Deus planejou originalmente. 

Para Deus, a família é a principal instituição da sociedade. Através dela o Senhor realiza os seus planos e propósitos perfeitos, que, a partir do individual, refletirá no coletivo, em toda a humanidade, cooperando para que o Seu Reino seja estabelecido e o mal combatido.    

A saúde familiar pode ser medida, não apenas pela prosperidade material ou a aparente paz reinante. Muitas famílias não cristãs também desfrutam dessas benesses.  O Senhor deseja que os lares sejam formados por pessoas que vivam de acordo com  Sua Palavra, que deverá ser "a lâmpada para os pés e luz para os caminhos" (Sl 119: 105).   

Muitos planejam seus casamentos apenas em torno das aquisições que desejam fazer. Pensam na mobília, no plano de saúde, no carro, na viagem de lua-de-mel, entre outras coisas. Deus, da mesma maneira que proveu ao primeiro casal todo o necessário para viverem de maneira confortável, também deseja que seus filhos possuam o melhor. Mas a estabilidade do casamento e da futura família não pode ser baseada em coisas adquiridas. Os valores espirituais precisam ser priorizados.  

"E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui".  (Lucas 12: 15). 

O Salmo 127: 1 diz: "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalha os que a edificam". Nosso objetivo de vida não poderá se resumir a adquirir bens, "trabalhar pela comida que perece" (Jo 6: 27 a). Precisamos convidar o Pai Celeste a fazer morada em nossas vidas, e, através do conhecimento da Sua Palavra, termos os Seus princípios edificando nosso lar. Muitos lares são destruídos por faltar o conhecimento da vontade de Deus. 

"O meu povo foi destruído, porque lhes faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei para que não seja sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da Lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos".  (Oséias 4: 6).  

Em Apocalipse 1:6, lemos: "e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai..." O sacerdote, na Antiga Aliança, tinha a missão de interceder a Deus pelo povo. Quando observamos o texto de Oséias, percebemos que Deus está  retirando esse privilégio de pleitearmos diante Dele, de buscarmos o seu socorro, devido ao ato de rejeição e rebelião contra a Sua Palavra. Resultado: Vidas fadadas ao fracasso e destruição!    

Quando deliberadamente optamos por seguir um caminho escolhido por nós mesmos, já não contamos mais com a ajuda de Deus.  Precisamos ser para  Ele como meninos que confiam plenamente no Seu Pai; que sempre "fará muito mais abundante além daquilo que pedimos ou pensamos" (Ef 3: 20). O Senhor é Pai para aqueles que são seus filhos. Nunca foi da vontade de Deus que casamentos terminassem em divórcio, filhos se tornassem drogados ou filhas fossem mães solteiras. Mas quando entregamos os cuidados do nosso lar ao Senhor, buscamos crescer no conhecimento da Sua Palavra e observamos seus mandamentos e preceitos, temos uma grande promessa de Deus:   

"Quem guardar [praticar] o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o modo".  (Eclesiastes 8: 5).

A mulher foi dado por Deus um grande privilégio de cooperar junto com Ele na edificação do lar (Pv 14: 1). Talvez por ser a mulher mais sensível à necessidade do próximo e possuir o dom da intuição, dado pelo próprio Deus, coube a elas contribuir ativamente para o bem estar físico e espiritual dos membros da família. 

Uma família em que pelo menos a esposa é temente a Deus, já possui grande vantagem sobre outra que não possui nenhum membro cristão.  Paulo cita isso em I Co 7: 14, quando diz que o marido descrente é santificado pela mulher crente. Logo, concluímos que Deus tem compromisso com essa esposa que teme a Ele. O Senhor atenderá as orações que esta fizer em prol de sua família.   

O nosso Deus sempre valorizou as mulheres, considerando até ser um ato de Sua benevolência um homem conquistar uma para si: 

"O que acha uma mulher acha uma coisa boa e alcançou a benevolência do Senhor" (Pv 18: 22).        

Notemos que Deus vê a mulher como bênção; uma coisa boa. Nunca um peso para o marido. Quando ele a fez pensou em alguém idôneo, capaz; apta a cooperar com seu marido na administração do lar e dos filhos.     

Quando a mulher decide lutar por sua família, não há nada que a faça desistir. Ela vê nascer de si uma fortaleza que até então desconhecia.  

Quando os lares são saudáveis, a tendência é estes influenciarem outros. Quem passa por problemas familiares  tende a buscar ajuda em quem apresenta sucesso nessa área. Por isso, é de suma importância que nossos lares sejam estabelecidos pelos preceitos de Deus, não pelo que dita a novela da hora ou pela Filosofia Humanista. Precisamos ser "o sal da terra e a luz do mundo" (Mt 5: 13, 14). Modismos vêm e passam "...mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente" (Is 40: 8). 

Muitas famílias a nossa volta poderão ser edificadas através da saúde da nossa família. Já disseram em algum lugar que um exemplo, uma imagem, vale mais do que mil palavras. Nosso discurso precisa ser compatível com a prática da nossa vida. E aqueles que estão a nossa volta são os que mais emitem esse julgamento.  

A prioridade deverá ser sempre pautar nossas atitudes e decisões pela Palavra de Deus. Esse é o segredo do sucesso em todos os níveis da nossa vida. Mesmo que alguns membros da família não sejam tementes a Deus, mas o nosso exemplo falará mais alto que qualquer discurso de fora do lar; todos desprovidos de conteúdo. Quando o incrédulo vê na vida do crente o agir de Deus, não tem como ficar alheio  ao "Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação  de todo aquele que crê" (Rm 1: 16).   

Quando a mulher decidir-se por ocupar o lugar de honra que Deus determinou para ela, haverá uma grande revolução nas famílias, na sociedade e no mundo. Não será mais preciso militar por direito de igualdade com o homem. O Senhor  os fez diferentes para que se completassem; não para se rivalizar. E viva a diferença!

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

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