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As aparências que enganam, roubam o tempo e nos desviam do alvo

As aparências que enganam, roubam o tempo e nos desviam do alvo

Atualizado: Sexta-feira, 3 Setembro de 2010 as 7:27

E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome. E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela e não achou nele senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente (Mt 21: 18, 19)

Em meio à jornada de nossas vidas podemos nos defrontar com situações que, aparentemente são naturais, ou até mesmo vindas da parte de Deus, tratando-se de cristãos. São oportunidades, amizades, propostas ou qualquer outra situação que nos faça mudar da direção certa e nos coloca diante de uma nova escolha. Duvidosa, na maioria das vezes.

Quantos desistem de projetos, estudos, desejos acalentados por anos porque surgiu de repente uma novidade “da hora”, que tem a aparência de imperdível, e àqueles que não a abraçarem poderão perder a maior chance de suas vidas.

Há alguns homens casados que se deixam levar por uma nova amizade feminina no local de trabalho, mulheres que lhes massageia o Ego, por se tratar de pessoa mais jovem, cheia de energia, fazendo-os esquecer de que os anos se passaram para eles. Algumas delas se dizem até crentes; e o pior de tudo é que esses homens pensam que são tão especiais que Deus resolveu dá-las de presente a eles!

Muitos  desistem  de seus casamentos por esse “canto da sereia” infernal. Iludem-se com a aparência, perdem tempo precioso de suas vidas que jamais será recuperado, causam dores profundas na esposa e filhos e desviam –se do alvo maior de suas vidas: A salvação de suas almas.

Ainda hoje encontramos inúmeras figueiras robustas, cheias de folhas; mas sem nenhum fruto para abençoar ao faminto. São árvores de ilusão, muito diferente daquilo que Deus planejou para fossemos, conforme diz Isaías 61: 3:

“A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de alegria por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, afim de que se chamem ÁRVORES DE JUSTIÇA, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado ”.

Deus nos vê como árvores de justiça; através de nossas vidas o  Reino de Deus e o Nome de Jesus deverão ser glorificados. Vidas precisam ser transformadas e edificadas por nosso testemunho. Quando saímos da vontade de Deus e caímos em pecado, nos tornamos pedra de tropeço e escândalo para o Evangelho do Reino. Muitos poderão deixar de ser salvos por nossas atitudes.

Jesus Cristo estava caminhando, seguindo um alvo, mas desviou seu itinerário porque teve fome. Nós também, em algum período de nossas vidas poderemos apresentar alguma necessidade, e esse desvio poderá nos custar muitas frustrações e dores. Muitos deles serão irreversíveis.

Jesus decepcionou-se com aquela figueira frondosa. Ela o fez  perder tempo e sair do seu trajeto inicial, pois Ele tinha coisas muito importantes que precisavam ser feitas, e eram inadiáveis. Ninguém  tinha o direito de roubar-lhe o tempo precioso e desviá-lo de Sua missão.

Todas as propostas que surgirem diante de nós (até aquelas que aparentam ser lícitas) precisam ser apresentadas a Deus para que Ele possa nos dar Seu aval. A Palavra diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm” (1 Co 6: 12).  Tudo que contraria aos preceitos da Palavra de Deus deve ser descartado. Tentar dar um “jeitinho brasileiro” na situação só aumentará o tamanho do tombo. Nada poderá nos desviar do alvo que Deus planejou para cada justo.  Sua vontade é boa, agradável  e perfeita (Rm 12: 2).

“Corríeis bem; quem vos impediu, para que obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou ” (Gl 5: 7, 8).

Quem te fez desprezar a Verdade, que é a Palavra de Deus, foi o adversário, o diabo, que fará tudo para que você pense que tem o direito de fazer suas escolhas, e que Deus quer apenas te manipular. Não caia nesta bobeira!

Jesus Cristo disse em João 14: 6 “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”; se tentarmos criar atalhos para satisfazer nossa vontade pessoal e chegar a lugares que pensamos ser aprazíveis, estaremos indo por um caminho totalmente oposto a Jesus. E, fora do caminho, quem reina e o diabo e seus demônios.

Precisamos ser ÁRVORES DE JUSTIÇA, plantação do Senhor onde poderão ser encontrados frutos que vão engrandecer o Reino de Deus, pois a FIGUEIRA ESTÉRIL se secará e será lançada no fogo.

Mônica Valentim

Mônica Valentim   é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.

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