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Mais chegado que um irmão!

Mais chegado que um irmão!

Atualizado: Segunda-feira, 30 Janeiro de 2012 as 8:43

E, alguns dias depois, entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa. E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta eles cabiam; e anunciava-lhes a palavra. E vieram ter com ele, conduzindo um paralítico, trazido por quatro. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados (Mc 2: 1 a 5).

Num mundo onde infelizmente tem imperado o espírito do egoísmo, ter verdadeiros amigos é coisa rara. Podemos afirmar que, mais do que raro, é uma grande bênção de Deus.

Muitos apenas contam com um grupo de conhecidos, colegas de trabalho, curso, ou ainda a equipe com quem se costuma praticar esportes ou jogos. Longe de serem formados por afinidades, esses grupos são originados muitas vezes por imposição de um sistema maior. O que importa e cada qual desempenhar bem o seu papel para que todo o grupo seja favorecido.

A Bíblia nos diz em Provérbios 18: 24, “o homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado do que um irmão”. Os relacionamentos entre irmãos deveriam ser os mais próximos (resguardado, é claro, o relacionamento conjugal); mas o Espírito declara que há amigos que conseguem preencher uma lacuna na alma que muitos irmãos não preenchem. E é sobre isto que trataremos aqui.

Alguns exemplos bíblicos nos expõem diversos estilos de relacionamentos entre irmãos: Caim e Abel; Jacó e Esaú; Marta, Maria e Lázaro, o filho pródigo e seu irmão mais velho. Em alguns casos havia inveja, ciúmes, outros, sentimento de traição, rancor, e em outros um temperamento bem distinto entre os irmãos fazendo-os ser nada parecidos.

Há pessoas que amargaram algumas decepções com aqueles que consideravam amigos. Até Davi queixou-se daqueles que, a despeito de sua amizade sincera, tratou-o como se ele fosse um inimigo:

“Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar” (Sl 41: 9).

Quando tudo esta bem, gozamos de saúde e os que nos cercam nos têm por pessoas prósperas e de sucesso é muito fácil encontrarmos “amigos”. Infelizmente o homem caído possui a natureza do diabo, que é o pai da mentira (Jo 8: 44), e é fácil encontrar suas características naqueles que ainda não nasceram de novo. Até mesmo nas igrejas encontramos pessoas que não foram verdadeiramente restauradas por Deus (e que também não permitem ser), e que apresentam comportamentos doentios. A Palavra os chama de ímpios, ou seja, aqueles que não respeitam, nem obedecem à Palavra de Deus, e não vivem à altura dela; sempre causarão problemas.
Uma regra de ouro ensinada por Deus esta em Amós 3: 3, “andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” Uma boa amizade deve deverá começar com afinidades, e que, para nós cristãos, precisa estar incluída a mesma fé. Não basta o outro ser membro de uma igreja, mas sim se ele é nascido de novo, cheio do Espírito Santo e vive o que a Palavra ensina. Caso contrário, poderemos, assim como Davi, amargar grandes decepções. Eu mesma tive várias decepções com “irmãozinhos” de igreja, que só queriam aproveita-se de minha amizade para conseguir aquilo que queriam.

No texto de Marcos 2: 1 a 5, encontramos um episódio lindo, e até raro de acontecer, que nos mostra o valor da verdadeira amizade. Quatro homens que se dispuseram a colocar seu amigo paralítico frente-a-frente dAquele que tinha o poder para curá-lo; ainda que isso significasse fazer o impossível. Nada seria barreira para impedi-los de fazer chegar o amigo enfermo diante do Salvador.

Se analisarmos as circunstâncias que eles encontraram poderíamos entender caso desistissem. As barreiras eram as mais variadas. Mas, ao contrário, não deixaram que os obstáculos naturais (a casa lotada de pessoas) impedissem o sobrenatural de Deus na vida do amigo. Por isso lançaram mão de uma estratégia para colocá-lo dentro da casa, onde o Senhor Jesus estava: Puxaram-no com o leito até o telhado, e o baixaram por uma abertura que fizeram.

Jesus honrou a fé dos quatro amigos, e, não só curou o paralítico, mas também perdoou seus pecados. Todos tinham algo em comum, além da amizade: A fé nAquele que é Todo-poderoso.

Não é muito fácil encontrarmos amigos que se disponham a lutar junto conosco para vencermos as crises. Eu tive a bênção e o privilégio de contar com “amigos mais chegados que um irmão”, que oraram, jejuaram e me aconselharam quando passei por momentos dificílimos em minha vida, onde aos olhos humanos não haveria mais solução. Entre esses amigos está o meu pastor Jair Soares que nunca desistiu, até que Jesus trouxesse a solução completa. O verdadeiro amigo não descansa até ver a bênção na vida do outro.

Enquanto muitos pastores dispensam poucos minutos em seus gabinetes para atender suas ovelhas, o meu pastor se dispunha de a qualquer hora do dia (ou noite) orar comigo pelo telefone e me dar uma palavra de sabedoria. O resultado foi o mais maravilhoso possível: Toda a minha vida, família e ministério foram restaurados. Glórias a Deus!

Hoje, para glória do Senhor Jesus, posso testemunhar o que Ele fez na minha vida usando “amigos mais chegados que um irmão”. Jóias preciosas que enriquecem o Reino de Deus. Que também sejamos grandes amigos!
“Amigo se faz em tempos de paz, mas na angústia que se prova seu amor; amigo se é na glória e na dor, quem é amigo suporta e crê; quem é amigo é fiel até o fim” (Canção do Amigo-Ludmila Ferber).

 

Por Mônica Valentim

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