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Medo: Feche essa porta

Medo: Feche essa porta

Atualizado: Sexta-feira, 6 Novembro de 2009 as 12

"Porque aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece"(Jó 3:25)   

O medo é uma emoção natural do ser humano. Em algumas situações ele atua como aliado, protegendo-nos e funcionando como sinalizador para precaução contra perigos reais. Se procurarmos em livros de Psicologia encontraremos inúmeras conceituações sobre essa emoção, entre elas, a de que o medo é resultante de uma ameaça à rotina da existência.  

Quando o medo deixa de ser algo que, de certa forma nos protege, e passa a ser excessivo é denominada fobia. Ela é caracterizada por medo acentuado, desmedido, na presença ou previsão com o objeto, ou  situação que causa ansiedade em grau elevadíssimo. Como exemplos de medos mais comuns  têm: medo de sair à noite (devido à violência), de dirigir, de falar em público (devido à timidez), de multidão, de lugares fechados etc. 

Ao experimentarmos o medo percebemos algumas manifestações físicas que o acompanham: aumento do ritmo cardíaco e respiratório, palidez cutânea, tremores musculares, hiperatividade, baixa capacidade de concentração, entre outras.    

Vivemos dias turbulentos, onde a violência e a insegurança têm sido constantes. Os noticiários diariamente despejam o resultado do caos em que nossa sociedade está imersa. E pouco tem sido feito para mudar esse quadro. Com isso, percebemos uma mudança no comportamento das pessoas. Elas têm se tornado cada vez mais reclusas e reféns do medo.  

Muitos vivem angustiados, temerosos quanto ao seu futuro. Temem perder seus empregos, saúde, seus bens ou filhos, por causa de uma bala perdida. Ficam em verdadeiro pânico quando pensam nessa hipótese.   

A Bíblia nos relata a história de Jó; homem justo e temente a Deus. Possuidor de muitos bens, mas que, inesperadamente, perdeu tudo. Não apenas seus bens materiais, mas também seus filhos e sua saúde.        

Quando Jó analisa sua situação, tentando encontrar uma explicação para tamanho infortúnio, conclui que "aquilo que mais temia lhe sobreveio", ou seja, ele tinha receio de que a bênção de  Deus não fosse constante em sua vida, podendo um dia vir a perder tudo, como lhe aconteceu.  Mas por quê?   

"O receio do homem lhe arma laços; mas o que confia no Senhor está seguro"(Pv 29: 25).  

Podemos perceber que há uma consequência quando permitimos que o medo tome conta de nossas vidas; pois , principalmente para os cristãos, caracteriza uma falta de confiança em Deus e em suas promessas para seus filhos. Contrariamente, a Palavra declara que "aqueles que confiam no Senhor estarão seguros". Ele próprio se compromete em responder a altura de nossa fé, pois Ele mesmo declara: "Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para te guardarem em todos os caminhos" (Sl 91: 11).  

O apóstolo  Paulo escreve em 2 Tm 1:7, "Porque Deus não nos deu espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor e de moderação". O medo pode ter origem espiritual, e não apenas uma resposta emocional devido a perigos iminentes. É necessário que se busque as reais causas e que, independente de qual  a origem, seja levado em oração a presença de Deus.  

Precisamos buscar a unção do Espírito Santo, nosso Consolador, que está sempre pronto a nos instruir e capacitar a viver de forma abundante (não me refiro aqui a bens materiais, mas a vida plena) restaurando nossa alma de todas as amarras do medo, renovando nossa mente, nos fazendo viver com esperança, pois aqueles que não têm esperança temem até o desconhecido.    

Sua unção nos  reveste do perfeito amor de Deus, para que possamos viver conforme Sua Palavra determina, e assim, podermos viver confiantes, independente se o mundo está adverso ou violento. 

"No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor" (1 Jo 4: 18).  

Mesmo que haja violência em nossas ruas, insegurança, doenças que a própria medicina ainda não encontrou a cura, instabilidade econômica, há uma declaração de Deus para os seus filhos, aqueles que são guiados por Seu Espírito (Rm 8: 14):   

"Eu me deito e durmo; acordo, pois o Senhor me sustenta. Não tenho medo dos dez milhares de pessoas que se puseram contra mim ao meu redor" (Sl 3: 5,6).    

O Senhor é quem nos sustenta. Sustentar é firmar, dar suporte, amparar, proporcionar uma base para que se possa  edificar algo, aqui no caso, a nossa própria vida. É Ele quem nos dá força para andarmos com confiança. Ele é a nossa salvação tanto na esfera física, quanto espiritual.  

"Eis que Deus é a minha salvação; eu confiarei e não temerei; porque o Senhor, sim o Senhor, é a minha força e o meu cântico; e se tornou a minha salvação" (Is 12: 2). 

Andemos em confiança e em amor, porque Deus é amor (1 Jo 4: 8)! 

Mônica Valentim 

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

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