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Nossa linda juventude e a sociedade enferma

Nossa linda juventude e a sociedade enferma

Atualizado: Sexta-feira, 25 Novembro de 2011 as 10:09

E sucedeu que, tendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel. E era o nome do primogênito Joel, e o nome do segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e tomaram presentes, e perverteram o juízo (1 Sm 8: 1- 3).

Aqueles que receberam a grande bênção de se tornarem pais e mães desejam o melhor para seus filhos. Nenhum genitor teria prazer em ver seus filhos vivendo de modo contrário aos padrões éticos e morais ditados pela sociedade; e aqueles que são pais cristãos, ainda têm a missão de “instruir seu filho no caminho em que devem andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22: 6).

Temos visto, com recorrência, os veículos de comunicação noticiar jovens desorientados reivindicando um direito que consideram 'lícito': Fumar maconha sem serem importunados pela polícia no campus de uma universidade. Não satisfeitos em fazer greve e tentarem por para fora o reitor da universidade, resolveram fechar uma das avenidas mais importantes do país: A Avenida Paulista. Podemos identificar nisso um comportamento de criança mimada, que bate o pé quando é contrariada, mesmo quando não está com a razão.

É sabido que nenhuma droga é inócua ao organismo humano; mas esses jovens acham que têm o direito de “curtirem um barato” em paz, ainda que para isso ponha a segurança dos demais alunos em xeque, já que a presença da polícia no campus é devido a incidentes de furto e roubo seguido de morte (latrocínio). O lugar que deveria servir para o preparo acadêmico, formação profissional de alto nível, agora precisa se adaptar a desejos egoístas de uma minoria contrariada. Para eles não interessa se a violência da sociedade chegou ao território acadêmico; o que importa é não se sentir cerceados na falsa 'liberdade' que estão pleiteando.

Sabemos que a clientela ali matriculada pertence, na sua maioria, à classe média e média alta. Esses tiveram dos seus pais as melhores escolas, os melhores cursinhos, viagem de férias, aparelhos eletrônicos de última geração, entre outras benesses. Outros universitários, os oriundos da classe D e E, gostariam muito de estudar no mesmo lugar que eles, só que seus pais não puderam pagar escolas particulares tradicionais, que os preparariam para a aprovação naquele que é um dos mais difíceis e concorridos vestibulares do país. Esses últimos, após cursarem o ensino médio em escolas públicas sucateadas, só conseguiram estudar em universidades particulares à noite e trabalhar durante o dia para custeá-las, ou 'chorar' para conseguirem um financiamento do governo.

Quando tomei conhecimento de todos esses episódios lembrei-me de uma música que tocava muito nas rádios no início dos anos 80, de autoria de Flávio Venturini e cantada pela banda 14 BIS:

"Nossa linda juventude, página de um livro bom Canta que te quero cais e calor, claro como o sol raiou Claro como o sol raiou”

'Diante dos versos dessa música podemos perguntar: Para onde foi essa 'linda juventude, página de um livro bom'? Como podemos 'ler', interpretar essa mesma história que está deixando de ser linda? Talvez respondamos como o próprio poeta, que completa os versos: "Maravilha, juventude, pobre de mim, pobre de nós"! Temos visto uma sociedade enferma formada por famílias enfermas, consequentemente indivíduos enfermos. Nunca, desde a Idade Média, viu-se tanta falta do Deus Verdadeiro na humanidade. Homens estão conquistando muito conhecimento humano, preparo intelectual, mas zero de conhecimento da Palavra de Deus. Não me refiro à religião, esta inventada pelo homem, mas relacionamento íntimo com Deus. E a Palavra nos adverte:

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos (Os 4: 6).

Percebemos que há uma responsabilidade dos pais buscarem o conhecimento das coisas espirituais, os preceitos da Palavra de Deus para que sejam transmitidos aos seus filhos. O resultado por não educar os filhos NO CAMINHO (junto com ele, não apenas apontar) em que deve andar é: "TAMBÉM ME ESQUECEREI DOS SEUS FILHOS". Assim diz o Senhor no texto supracitado.

Precisamos como pais, estar sempre submetidos ao Senhorio de Jesus, pois podemos enfrentar resistências por parte do maligno, que tentará de todas as formas contaminar nossos filhos com as ideologias mundanas da sociedade. O próprio Profeta Samuel amargou dissabores com seus dois filhos. Ainda que ele tenha sido um homem totalmente obediente a Deus não conseguiu transmitir-lhes o temor do Senhor. Mas isso não poderá servir de desculpa para os pais hoje relaxarem na transmissão dos preceitos divinos. Hoje temos o Espírito Santo, nosso Ajudador, que nos capacita com a Sabedoria do Pai para agirmos bem em todas as circunstâncias.

Provérbios 29: 15 nos ensinam: 'o jovem entregue a si mesmo envergonha sua mã'. Será que os pais e as mães daqueles jovens rebeldes, entregues a si mesmos, que insistem em fumar sua 'maconhazinha' no campus universitário sentem vergonha da atitude de seus filhos? Creio que os mentalmente sãos sentem. Apesar de sermos mães e pais, Deus nos trata como um pai trata seu filho. Ele zela por nós e deseja que tenhamos êxito em todo o nosso viver, incluindo no preparo e educação de nossos filhos. O Senhor de forma amorosa nos ensina: "Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio. E exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas" (Pv 23: 15, 16). Que legado deixaremos aos nossos filhos?

Mônica Valentim   é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.  

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