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O que o Senhor pede de nós?

O que o Senhor pede de nós?

Atualizado: Quinta-feira, 31 Março de 2011 as 2:01

Ele te declarou, ó homem o que é bom; e o que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com teu Deus? (Mq 6: 8)

Temos a tendência de valorizar as coisas mais complexas em detrimento às mais simples. Talvez por considerarmos as primeiras mais importantes, e demandarem um certo grau de preparo da parte dos implicados. Quem consegue solucionar coisas complexas poderá ter sua imagem ligada a pessoas mais capazes intelectualmente.

Ao contrário das coisas complexas, as simples, por (aparentemente) não exigirem tanto esforço, poderá passar uma falsa impressão de menos preparo por parte dos implicados, já que não exige tanto esforço para encontrar-se solução. Mas isso poderá ser apenas uma falsa impressão...

O nosso relacionamento com o Pai Celestial também passa por esses mesmos dilemas. Achamos que por Deus ser tão magnífico e perfeito precisamos nos esforçar para conseguirmos ser ouvidos ou abençoados por Ele.  Queremos “fazer por onde” para conseguir o Seu olhar. E muitos ministérios reforçam esta idéia, imputando várias práticas de sacrifícios.

Por outro lado, há também aqueles que não querem fazer absolutamente nada para receber as bênçãos de Deus. Acham que pelo fato de Deus conhecer suas necessidades precisam apenas esperar pacientemente pelo agir Dele. Imaginam que quando Ele quiser, e ser for da vontade Dele, Ele os atenderá.

Não é isso que a Sua Palavra diz: “E tudo que pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14: 13). Em outro texto, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu: “Porque todas quantas promessas há de Deus são Nele sim; e por Ele o Amém, para glória de Deus, por nós” (2 Co 1: 20).

A Palavra é clara: TODAS QUANTAS PROMESSAS. Não esta se referindo a algumas. Precisamos apenas conhecer quais são essas promessas de Deus a nosso respeito, orar reivindicando-as em nossas vidas. Já possuímos Dele o sim e o Amém.  Para isto, é necessário que conheçamos a Palavra de Deus. Assim como na Lei do Direito há a máxima “direito não reclamado é direito inexistente”, da mesma forma promessa não conhecida e não reivindicada, deixa de ser conquistada.

O Senhor é fiel à Sua Palavra. E deixou claro quando afirmou:

E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha Palavra para a cumprir (Jm 1: 12).

A parte que nos cabe é crer e orarmos com fé baseados na Palavra de Deus, pois Ele vela, toma conta da Sua Palavra para a cumpri-la na vida dos seus filhos.

O primeiro requisito para ser ouvido por Deus é ser justo, isto é, ser justificado pelo sangue de Jesus, tendo seus pecados perdoados mediante arrependimento e confissão. “Deus não ouve a pecadores; mas aqueles que são tementes a Ele, e fazem a Sua vontade a esse  ouve” (Jo 9: 31).  

Não precisamos tentar “dar uma ajudinha” a Deus. Ele é Todo-Poderoso e pede de nós o simples e possível, pois o complicado e impossível Ele faz.

Jesus, porém, olhando para eles disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis (Mc 10: 27).

O segundo requisito para ser ouvido e abençoado por Deus é crer.

Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que se creres, verás a glória de Deus? (Jo 11: 40).

Os milagres de Jesus tiveram início em uma festa de casamento, em Caná da Galiléia.  O vinho havia acabado, e os noivos passariam por grande constrangimento diante dos convidados. E o que o Mestre fez? Fez do nada aparecer vários jarros de vinho? Não. Maria, sua mãe, pediu para que os empregados fizessem aquilo que Ele mandasse. Jesus deu a ordem para que fossem encher as talhas com água.  Eles poderiam ter questionado a ordem aparentemente simples e absurda, mas creram e obedeceram ao Mestre; e, como resultado, viram a glória de Deus. A água foi transformada em vinho por Jesus (Jo 2: 1- 11).

Crer e encher as talhas com água foi a parte simples que Jesus exigiu dos homens. O impossível Ele fez: transformá-la em vinho.

Por ocasião do êxodo do povo de Israel do Egito para a Terra Prometida, Moisés foi provado ao máximo em muitas situações. Uma delas foi quando o povo já havia saído do Egito, e viu-se perseguido pelos inimigos diante de um obstáculo intransponível aos olhos humanos: O grande Mar Vermelho.

Moisés bem que tentou fazer uma “cena” para Deus, clamando desesperado. Mas o Senhor o repreendeu pelo clamor e mandou-o tocar as águas com seu cajado, que já havia sido usado para operar maravilhas no Egito, diante de Faraó.  Como consequencia pela obediência de Moisés o mar se abriu para que o povo de Deus pudesse passar.  

A parte simples e possível Deus determinou a Moisés. A impossível coube a Deus realizar. Se Moisés questionasse, como muitos de nós questionamos quando nos é apresentado soluções simples ou pouco ortodoxas, o povo teria sido morto pelos egípcios ou retornado para o cativeiro.

Mesmo para alguns cristãos parece ser impossível que uma simples oração livre alguém da enfermidade ou da morte. Esquecem que a Palavra de Deus não muda; “que Jesus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente” (Hb 13: 8). Ele continua operando milagres através da sua Igreja, mediante a autoridade delegada a Ela em Seu Nome (Mc 16: 15- 18). Ele disse “que aquele que cresse Nele, faria as mesmas obras que Ele, porque Ele voltaria para o Pai” (Jo: 14: 12). Igreja que não está obedecendo a essa ordem de Jesus esta em desobediência! Não é opcional.

Precisamos desenvolver a nossa fé mediante a leitura e meditação da Bíblia. “A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rm 10: 17). Não há outra fórmula! Como poderemos crer no agir de Deus em nossas vidas se não conhecemos Suas promessas e vontade a nosso respeito?

O Senhor, através das Escrituras, já nos declarou o que é bom. E o que Ele pede de nós não é complicado: Que pratiquemos a justiça, ou seja, que ponhamos em prática a Sua Palavra; que amemos a beneficência, que é o amor em prática ao próximo, compartilhando com ele aquilo que Deus fez por nós, e que andemos humildemente diante Dele (Mq 6: 8), “sabendo que Ele é Deus, e que foi Ele que nos fez povo seu e ovelhas do Seu pasto” (Sl 100: 3).  

Porque para Deus nada é impossível [...] Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas (Lc 1: 37 e 45)

Mônica Valentim

Mônica Valentim   é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.  

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