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Quando Deus não pode cumprir suas promessas

Quando Deus não pode cumprir suas promessas

Atualizado: Quarta-feira, 28 Abril de 2010 as 12

''Ora, os filhos de Eli eram homens ímpios; que não conheciam ao Senhor [...] Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade eu tinha dito que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente. Mas, agora o Senhor diz: Longe de mim tal coisa, porque honrarei aos que me honram, mas o que me desprezam serão desprezados ''. (1 Sm 2: 12, 30)

Aqueles que tiveram o privilégio de nascer de novo na família de Deus, sabem que, através do conhecimento da Sua Palavra, possuem direitos e deveres. Deus faz promessas ao Seu povo mediante a Nova Aliança no sangue de Jesus Cristo.     

As Escrituras nos ensinam como e para quê fomos chamados por Deus:

''Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei; para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda''. (Jo 15: 16)

Fomos escolhidos por Ele para darmos frutos para o Seu Reino. Recebemos autoridade por meio dessa nomeação, para que, através do Nome de Jesus, pudéssemos dar continuidade à Sua obra na Terra e o servíssemos como reis e sacerdotes  (Ap 1: 6).

Deus havia escolhido, dentre todas as tribos de Israel que estiveram no Egito durante o cativeiro, a tribo de Levi, da qual a família de Eli descendia, para que servissem ao Senhor como sacerdotes, e oferecessem sacrifícios sobre o altar. O Senhor havia-lhes feito uma promessa:      

''Veio um homem de Deus a Eli, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Não me revelei, na verdade à casa de teu pai, estando eles ainda no Egito, sujeitos à casa de Faraó? E eu o escolhi dentre todas as tribos  de Israel para ser meu sacerdote, para subir ao meu altar, para queimar o incenso, e para trazer o éfode perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel''. (1 Sm 2: 27, 28)

O privilégio de poder servir a Deus como sacerdote era muito grande, mas implicava também em responsabilidades, tanto no serviço do templo, quanto no exemplo de santidade e integridade pessoal e familiar.

Os filhos de Eli, que também serviam no templo como sacerdotes, cometiam todo o tipo de torpeza. Desprezavam as ofertas que eram dedicadas ao Senhor, retirando aquilo que não lhes dizia respeito, e se prostituíam com as mulheres que ministravam à porta da revelação.  

Eli deixou claro que havia negligenciado o ensino aos seus filhos no temor do Senhor; e honrava mais a eles do que a Deus.  Seus filhos se tornaram obreiros degenerados na casa de Deus, que se aproveitavam para obter ganho ilícito e praticar imoralidade sexual.   

O pecado da família de Eli afrontou a santidade de Deus. E, como resultado, foram cortados definitivamente do ofício sacerdotal, apesar de ter-lhes sido prometido por Deus.

A Palavra de Deus diz em Números 23: 19: ''Deus não é homem para que minta; nem filho do homem para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?''. Podemos, então, concluir que, não é Deus que se arrepende de ter feito uma promessa ao homem, mas é o próprio homem, com suas atitudes, que desiste da promessa de Deus.

Deus, quanto a sua natureza, não muda (Tg 1: 17). Ele poderá mudar seu propósito original para a vida de alguém devido à rebelião desta para com Ele.   

Outro exemplo que encontramos nas Escrituras, sobre a mudança dos planos originais de Deus devido às próprias atitudes do homem, é a desobediência e incredulidade do povo de Israel no deserto, depois do êxodo do Egito. Devido à dureza de seus corações e as recorrentes infidelidades a Deus, foram impedidos de entrar na Terra Prometida. Até mesmo Moisés, líder levantado por Deus para a nobre missão de conduzi-los, foi impedido por Deus de entrar.    

Todos os israelitas que estavam cativos no Egito foram destinados por Deus a irem para Canaã, mas, assim como disse Jesus: ''Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos'' (Mt 22:14), apenas alguns puderam entrar. Aqueles que não ''agiram segundo a voz do povo'', mas se submeteram à obediência a Deus, estes puderam chegar ao destino final.

''Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação; pois quais os que, tendo-a ouvido, o provocaram? Não foram, porventura, todos os que saíram do Egito por meio de Moisés?[...] E a quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão aos que foram desobedientes? E vemos que não puderam entrar por causa da incredulidade''. (Hb 3: 15, 16, 18 e 19) 

Assim como os israelitas, que tiveram o privilégio de presenciar os milagres de Deus no Egito e no deserto, experimentado seu poder redentor, visto  suas obras grandiosas, mas não herdaram a promessa, nós, também, poderemos deixar de ter as promessas de Deus cumpridas em nossa vida. Hoje estamos de baixo da Graça, mas não da ''Graça barata''. Para que pudéssemos usufruí-la foi pago um preço muito alto. O Senhor espera de todos nós um compromisso com Ele e Sua Palavra. Obediência é o amor na prática.  

Deus tem prazer em cumprir suas promessas na vida de seus filhos. Cabe a cada um de nós respondermos à altura do Seu chamado. Para cada filho Ele tem um plano, um propósito específico. Cabe a Ele nos capacitar e a nós nos submetermos em amor.

''Pois eu bem sei planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança''. (Jm 29: 11)

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.

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