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Quando vejo, já fiz!

Quando vejo, já fiz!

Atualizado: Quinta-feira, 8 Setembro de 2011 as 9:26

E, estando Ele ainda a falar, surgiu uma multidão; e um dos doze, que se chamava Judas, ia adiante dela e chegou-se a Jesus para o beijar. E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem? E, vendo os que estavam com Ele o que ia suceder, disseram-lhe: Senhor, feriremos à espada? E um deles feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita

(Lc 22: 47-50).

Quantos de nós já não nos arrependemos de ter tomado alguma decisão impensada, ou falado palavras duras num momento de raiva, e que depois, após refletir sobre tal atitude, ficamos com raiva de nós mesmos. Daí nos perguntamos: Por que agi de forma tão imatura e impulsiva? Por que não me controlei?

Pessoas que agem sem refletir, obedecendo ao impulso do momento e sem levar em consideração todas as informações disponíveis, podem ser classificadas como impulsivas.

Para essas pessoas, pequenas coisas podem despertar grandes emoções, como compras sem necessidade num shopping; mesmo quando se percebe que ultrapassou o limite do cheque especial. Compra-se pelo puro prazer do consumo. A força dessas emoções gera o combustível aditivado de suas ações. Não há reflexão. Pode-se dizer que alguns vivem numa fantasia.

Os impulsivos também apresentam incapacidade de esperar sua vez, interrompendo outras pessoas durante uma conversa; e também pelo impulso de dar respostas antes mesmo que as perguntas sejam terminadas. Sua impulsividade verbal pode, ainda, criar sérios problemas de relacionamento interpessoal.

Não são poucas as pessoas que têm dificuldade de controlar o comportamento impulsivo. Quando se dão conta, já fizeram algo do qual se arrependem depois. Alguns atribuem tal atitude ao temperamento sanguíneo, e se identificam com Pedro; discípulo que durante o ministério de Jesus apresentava, em diversas ocasiões, comportamento "esquentado" e impulsivo.

Por ocasião da prisão de Jesus (fato que precedeu sua crucificação), os discípulos enfrentaram momentos de grande tensão emocional. Mas nem todos apresentaram o mesmo comportamento intempestivo e impulsivo de Pedro, que, independente do Mestre ter respondido sua pergunta ou não, decidiu-se por cortar a orelha do servo do sumo sacerdote. O mesmo episódio da prisão de Jesus, relatado pelo evangelista João deixa claro que foi dele a autoria desta ação impulsiva:

Então, Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco.

(Jo 18: 10).

Jesus não tinha respondido absolutamente nada, mas para Pedro o que bastava era a sua própria motivação. Ele agiu como se a pergunta fosse apenas um desencargo de consciência, pois sua decisão já estava tomada.

Da mesma forma que Pedro agiu no impulso da emoção, quantos de nós também não paramos para analisar as situações que se apresentam em nossas vidas. Muitas pessoas depois de tomar atitudes sem reflexão, se deparam com situações complicadas e difíceis de corrigir. Depois do mal feito tentam consertar a situação, mas, na maioria das vezes não conseguem, e precisam conviver com um grande remorso.

Quando vemos uma pessoa não salva agir nesciamente em seus negócios, sem um planejamento adequado, até desculpamos. Mas, quanto àqueles que dizem ser filhos de Deus, e não pautam suas vidas pelos preceitos da Sua Palavra, e que não esperam a resposta de Deus às suas orações?

O livro de Provérbios é um grande manual de princípios sábios. Nele vemos inúmeros conselhos, que se praticados, nos levarão a ter êxito em todos os setores da nossa vida. Um deles nos orienta sobre refletirmos bastante antes de fazermos acordos:

Laço é para o homem dizer precipitadamente: É santo; e feitos os votos, então, inquirir (Pv 20: 25).

Quantas vezes entramos em negócios, decidimos compras, escolhemos com quem nos casar, aceitamos amizades, e só depois de alguma decepção é que paramos para analisar a má escolha? Não "inquirimos" antes da decisão final. Se refletíssemos poderíamos perceber alguns "sinais", que nos indicariam que algo não está certo.

Antes de qualquer tomada de decisão devemos nos cercar de todas as informações possíveis sobre o assunto em pauta. Na maioria dos casos quando temos oportunidade de um segundo olhar, aquela coisa, que a princípio parecia perfeita, já não se mostrará tão maravilhosa assim.

Os filhos de Deus também dispõem de uma ferramenta imprescindível na tomada de decisão: A oração feita em Nome de Jesus. Mas, de nada valerá orar se não há paciência para esperar pela resposta e ação de Deus. Em Hebreus 10: 36 lemos: "Porque necessitais de paciência para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa".

Paciência é a capacidade de esperar. Deus tem prazer de responder aos Seus filhos que crêem em Suas promessas. Se valorizássemos os conselhos da Palavra, ao invés dos conselhos humanos influenciados pelo mal, teríamos mais sucesso na vida. Em Provérbios 15: 22 lemos: Onde não há conselho os projetos saem vãos, mas na multidão de conselheiros, se confirmarão. O Espírito Santo, nosso Fiel Conselheiro, é quem nos capacita a controlar nossos impulsos e a fazer escolhas sábias mediante Seus conselhos.

Mônica Valentim   é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.  

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