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Quem é meu próximo? Uma análise do egoísmo nosso de cada dia

Quem é meu próximo? Uma análise do egoísmo nosso de cada dia

Atualizado: Sexta-feira, 9 Outubro de 2009 as 12

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide , não somente dos seus interesses, mas também do interesse dos outros" (Fl 2: 3,4).  

Vivemos em um mundo dominado pelo "ego". A cultura ao nosso redor no  ensina a priorizar nossa aparência, sentimentos e desejos pessoais. Busca-se um nível mais elevado possível de realização e felicidade.   

Para introduzirmos o tema em questão, egoísmo, abordaremos sobre sua origem semântica. Tem sua raiz na palavra EGO.  Em Psicologia o EGO (Eu) está relacionado com a percepção que cada um tem de si próprio, dos seus valores e atitudes como pessoa. É sinônimo de EU .  

Em Psicanálise, o termo foi descrito por Sigmund Freud como sendo uma das três instâncias da psique, juntamente com o ID (elemento instintivo e parte da mente que é sede da libido) e do SUPEREGO (elemento da consciência moral). O EGO para Freud é o elemento da mente que representa a lógica , a razão e a memória. O EGO exerce uma função moderadora e integradora entre as três instâncias da psique, atuando como agente defensor da personalidade.   

O egoísta é alguém que busca primeiramente satisfazer seus interesses, não se importando se o seu semelhante possui necessidades ou direitos. Quando torna-se parte predominante da sua personalidade, centralizando todas as questões ao próprio EU, denomina-se egocentrismo.     

O egoísmo é uma característica que odiamos nos outros, mas que justificamos em nós mesmos. O aspecto irônico do egoísmo é que mesmo "as ações generosas" podem ser egoístas, se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa.  

Durante seu ministério terreno, Jesus confrontou-se com pessoas de todas as classes e posições sociais, onde pode aproveitar a oportunidade de ensinar lições acerca do Reino de Deus. Em uma dessas oportunidades foi procurado por um certo doutor da lei, que desejando testá-lo, perguntou-lhe sobre como poderia herdar a vida eterna. O Senhor Jesus lhe respondeu com algo do qual ele, como doutor da lei, já tinha conhecimento, que se encontra em Lv 19: 18, ou seja, "amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração e ao teu próximo como a ti mesmo". Este, querendo justificar-se, perguntou: "E quem é o meu próximo?"(Lc 19: 29).     

Quantos de nós também não estamos qual esse doutor da lei, sabendo as respostas, mas fazendo-se de desentendidos? Jesus, então, pacientemente discorre sobre a parábola do bom samaritano, que se condoeu com o infortúnio sofrido por alguém que, segundo o costume da época, era seu inimigo, já que tanto o sacerdote quanto o levita se esquivaram de socorrê-lo quando este havia sido vítima de assalto, mesmo pertencendo à mesma nação judaica. Não havia platéia para aplaudi-los por um ato de "bondade".     

O orgulho e o egoísmo não permitiram que, tanto o sacerdote, quanto o levita, se identificassem com a dor do homem. Apenas o samaritano, que teve compaixão e fez algo de prático, tornou-se "o próximo" do homem ferido, pois usou de misericórdia para com ele, isto é, sentiu as misérias do outro em seu próprio coração.   

"Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir a violência intolerável e a dor própria. A dor só pode suportar-se  tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse" (Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’).    

O nosso maior exemplo é o do Senhor Jesus Cristo. Precisamos ter o mesmo sentimento altruísta (contrário de egoísta) que o moveu a sacrificar-se pela humanidade:"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2: 5-8). 

Quando amamos a Deus verdadeiramente (e isto consiste em ter seus mandamentos e os guardar, cumprir- Jo 14: 21) e ao próximo como a nós mesmos, não temos dificuldade de cumprir todos os outros mandamentos, pois o amor não faz mal ao próximo. Deixamos de pensar apenas em nós mesmos para pensarmos no que é do outro. 

"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12: 10).  

O apóstolo Paulo advertiu-nos que nos últimos dias, por causa do pecado e suas conseqüências, a humanidade experimentaria uma frieza de sentimentos.    

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios"(2 Tm 3: 1, 2).   

O egoísmo é a causa central dos problemas que há entre as pessoas. Os relacionamentos estão permeados de desconfiança porque muitos não valorizam o outro, e crê que o outro também não os valoriza. Instala-se um comportamento de independência anulando a necessidade de troca. Laços são enfraquecidos, sentimentos são anulados. Há um empobrecimento das relações, e o preço a pagar é a solidão. Tornamo-nos vítimas "do egoísmo nosso de cada dia". 

O egoísmo tem remédio. A Bíblia diz em Gálatas 2: 20 "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na  fé no filho de Deus, o qual me amou , e se entregou por mim".  

Precisamos crucificar a carne (natureza humana) e vivermos em Deus e para Deus. Deixar que Ele nos use, sem egoísmo, para o engrandecimento do seu Reino.   

"O egoísmo não é o amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós mesmos".    

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

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