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Quer um ano novo feliz? Pratique a Palavra de Deus

Quer um ano novo feliz? Pratique a Palavra de Deus

Atualizado: Quarta-feira, 9 Janeiro de 2013 as 9:20

 

“E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos [...] Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado (feliz) no seu feito” (Tg 1.22,25).
 
Um novo ano se inicia. Há inúmeras pessoas que estão buscando alcançar vários objetivos; novos e antigos também. Alguns desses objetivos são profissionais, e o indivíduo buscará ampliar ao máximo seus conhecimentos dentro da sua área de trabalho. Para isso, serão feitos cursos, especializações, entre outros, que possibilitarão a esse profissional um diferencial entre os demais em sua área de atuação.
 
Estudar é muito bom e louvável, mas de nada adiantarão os esforços se na hora da prática o indivíduo deixar de lado toda a bagagem de conhecimento adquirido ao longo de anos e fizermos o que achamos que dará certo. Teoria e prática são inseparáveis, até porque a teoria é que nos dará a base necessária para que desempenhemos nosso trabalho com qualidade. Ela é quem norteará as nossas decisões e atitudes.
 
Outros objetivos a serem alcançados serão pessoais. Emagrecer alguns quilos faz parte da maioria das listas de metas para 2013. Encontrar a pessoa amada para outros será fundamental, afinal, o Senhor disse “que não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). Encontrar o equilíbrio emocional também poderá ser um objetivo, visto que o sucesso nas diversas áreas do viver dependerá dele.
 
Na vida cristã não é diferente. O crente em Jesus Cristo tem oportunidade de ler, ouvir e estudar a Palavra de Deus durante todo o seu viver, mas se não buscar praticá-la no seu dia-a-dia, tê-la como objetivo de vida, não será bem sucedido. Poderá chegar até um determinado ponto, espiritualmente falando, mas daí não poderá avançar mais. Irá iludir-se achando que basta conhecer os textos bíblicos para usar na “hora do aperto”, ou pior, que hoje as palavras que estão na Bíblia são apenas um registro histórico.
 
A Bíblia chama a Palavra de Deus de “A Lei Perfeita da Liberdade” (Tg 1.25). Antes da Nova Aliança, instituída por Deus através do sacrifício de Jesus Cristo (o qual nos resgatou do pecado por Sua Graça), havia a Antiga Aliança ou Concerto. Estávamos todos debaixo da Lei. O livro de Hebreus, se referindo ao Senhor Jesus Cristo como o perfeito Sumo Sacerdote que ofereceu um único sacrifício suficiente para apagar todos os nossos pecados, assim descreveu:
 
“Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas” (Hb 8.6).
 
Hoje estamos sob um melhor Concerto, que está confirmado em melhores promessas, como nos esclarece o texto supracitado. A Lei Perfeita da Liberdade está firmada nessas “melhores promessas”. Nela temos liberdade, não para vivermos pecando e fazendo o que bem entendermos, mas para verdadeiramente termos um relacionamento estreito com o Pai Celestial, gozando de Sua presença e contando com o “Seu agir” em nossas necessidades.
 
Quem pensa que goza de liberdade para fazer o que quer, por não estar mais debaixo da Lei está vivendo no engano do diabo. Paulo, escrevendo aos Romanos, nos instrui como vivermos livres do poder do pecado e obedecer à justiça:
 
“Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum! Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça”? (Rm 6.15,16).
 
A Lei Perfeita da Liberdade é o próprio Senhor Jesus Cristo. Ele é a Palavra de Deus encarnada (Jo 1.14). Nele podemos ser verdadeiramente livres das amarras de Satanás: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). O conhecimento da Palavra de Deus capacita Seus filhos viverem com excelência, livres do pecado e das consequências dele.
 
Quando o pecado entrou no mundo através do ato de desobediência de Adão (Rm 5.17), as consequências desse pecado também foram imputadas a todos os homens. A morte, ou seja, a natureza de Satanás trouxe a separação espiritual do homem do seu Criador. Jesus Cristo, através da Sua obra completa de Justiça, deu a todos que O receberam (como Senhor e Salvador) o direito de gozar plena liberdade, e se tornarem filhos de Deus (Jo 1.12). É preciso conhecer quais promessas recebemos por herança para poder orar reivindicando-as.
 
Apenas conhecer a letra da Palavra não traz o agir de Deus em nossa vida. Paulo diz “a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Co 3.6b). A letra sem a revelação do Espírito de Deus é apenas letra. A leitura da Palavra com o propósito de conhecer a vontade de Deus para nossa vida traz fé; fé esta necessária para agradarmos a Deus (Hb 11.6), e que só é conseguida através de ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). Não existe oração para adquirir mais fé. Essa atitude não tem respaldo bíblico.
 
Nada valerá se dissermos que cremos em Deus e não confiarmos na Sua Palavra que diz: “levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (1 Pd 2.24). E quando a enfermidade bate à nossa porta afetando os nossos entes queridos, ou a nós mesmos, não oramos repreendendo a enfermidade e reivindicamos a obra que Jesus realizou por nós! Pensamos:_ “Bem, não sou pastor; Deus não responderá a minha oração”. Ou ainda afirmamos:_ “Deus não cura mais nos dias de hoje; Isso foi só nos tempos de Jesus”!
 
Jesus Cristo nunca disse que as obras, curas e libertações só seriam feitas quando um pastor ou alguém da liderança orasse. Também não disse que somente os “cheios de unção” fariam sua obra. Eis alguns exemplos da palavra do Mestre:
 
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as mesmas obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para o meu Pai” (Jo 14.12).
 
“E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas [...] e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Mc 16.17,16b).
 
“Eis que eu vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e todo o poder do inimigo; e nada vos fará dano algum” (Lc 10.19).
 
Jesus deixou claro que a única condição para realizar Suas obras na terra é CRER. Ele também nos deu autoridade para repreendermos o diabo e seus demônios (simbolizados por serpentes e escorpiões), e os expulsarmos de nosso derredor. Autoridade é o PODER DELEGADO. Não precisamos da força física para combater as ações do mal, mas sim, do Nome de Jesus. Ele disse “em meu Nome...” Toda autoridade está revestida nesse Nome bendito.
 
O Pai Celestial não se agrada daqueles que agem como meros religiosos, aos quais Tiago diz que “se enganam com falsos discursos” (Tg 1.22b). E infelizmente temos encontrado no “arraial do Senhor” pessoas que insistem em viver um falso Evangelho, sem a manifestação do poder de Deus; crentes cheios de orgulho teológico. Muita teoria e nenhuma prática. Deus não pode contar com essas pessoas para exercer a cura e libertação efetiva dos perdidos, no Nome de Jesus. Apenas pregam a salvação da alma (que é muito bom e louvável, mas não é tudo), enquanto as pessoas continuam enfermas física e emocionalmente, e algumas também oprimidas pelo diabo.
 
Quem é ouvinte da Palavra, mas não cumpridor dela é comparado à pessoa que contempla o seu rosto natural no espelho. Quando sai da frente do espelho logo se esquece do que viu (Tg 23,24). Ser cumpridor da Palavra é ser
 
praticante dela. É examinar atentamente Suas orientações sobre os vários assuntos da vida física e espiritual, e orar baseado nas promessas. Nosso Deus nos deu seu aval. Ele afirma:
 
“Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim; e por ele o Amém, para glória de Deus, por nós” (2 Co 1.20).
 
É preciso acordar para realizarmos as obras do Senhor enquanto é dia. Assim Ele nos diz:
 
"Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (João 9. 4).
 
O “Dia”, ao qual o Senhor apontava, é o tempo da revelação da Palavra. É o Espírito vivificando. O “Dia” é a luz para caminharmos. A “noite” simboliza o contrário, ou seja, a falta de revelação e entendimento. Sem a luz da Palavra é impossível fazer a vontade de Deus. Será mero ativismo religioso. Tal qual o profissional que precisa aliar teoria à prática, temos que por em prática aquilo que temos tido oportunidade de ouvir da Palavra para agradá-LO.
 
O Senhor espera de nós, Seus filhos, atitudes à altura da obra maravilhosa e completa que Seu Filho Jesus Cristo realizou, ao entregar-se como sacrifício vivo por nossos pecados. Ele nos escolheu e nomeou para darmos frutos permanentes para o Seu Reino (Jo 15.16). Para isso, precisamos seguir Suas orientações. Meditemos e pratiquemos Sua Palavra. A obediência traz a benção de Deus, tanto para este Ano Novo, quanto para os anos futuros.
 
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15).
 
Um feliz e abençoado Ano Novo a todos!
 
 
Mônica Valentim

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