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Rejeitar o temor e a dúvida - o segredo para agradar o coração de Deus

Rejeitar o temor e a dúvida - o segredo para agradar o coração de Deus

Atualizado: Terça-feira, 20 Dezembro de 2011 as 8:31

E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e tornem ao Egito. Mas Deus fez rodear o povo pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e subiram os filhos de Israel da terra do Egito armados. (Ex 13: 17, 18).

Em certas ocasiões de nossas vidas poderemos ser tentados a questionar se realmente estamos sendo dirigidos por Deus, ou se estamos tomando caminhos próprios. O caminho para a bênção nos parece mais longo e demorado que o normal. Deixamos o temor tomar conta da nossa alma e duvidamos se Deus está conosco no negócio.

Somos imediatistas por natureza. Aliás, a nova geração tecnológica desconhece o verbo esperar. Tudo é tão rápido que mal se tem a noção de como se dá todo o processo. O que importa é conseguir alcançar rápido aquilo que se espera.

A Bíblia nos diz que "Deus tem planos de paz para nós, para nos dar o fim que esperamos" (Jm 29: 11), mas, às vezes, esses planos parecem demorar tanto para se concretizar em nossas vidas, que pensamos que Ele se esqueceu de nós, que estamos em pecado, ou ainda que aquela bênção não é da Sua vontade.

Quando paramos para analisar a saída do povo de Israel do Egito, podemos interpretar erroneamente que Deus se equivocou, fazendo-os passar por um caminho muito mais longo para alcançar a bênção. Aos olhos naturais seria mais inteligente e rápido fazê-los caminhar em linha reta pelo deserto, atravessá-los pela atual Faixa de Gaza e finalmente chegariam a Canaã, a Terra Prometida. Não teria sido gasto quarenta anos para a conclusão da viagem. Será?

Durante os quatrocentos e trinta anos em que os israelitas viveram como escravos no Egito, não foram treinados para a guerra; apenas cuidavam do gado, faziam tijolos e edificavam casas e palácios. Um escravo nunca poderia portar uma espada ou qualquer outra arma.

Os filisteus eram um povo de guerra e muito perversos. Qualquer povo estranho que ousasse passar por seu território seria atacado e dizimado. O Deus Todo-Poderoso sabia disso, e Ele queria poupá-los de uma guerra para a qual eles não estavam preparados. Deus também age assim conosco. Ele enxerga o todo, e às vezes nos faz dar uma volta maior para poupar-nos de derrotas certas. Se confiarmos Nele, não seremos decepcionados.

O texto básico nos esclarece que Deus sabia que os israelitas poderiam se arrepender de terem dado ouvidos a Moisés quando vissem a guerra, e fariam de tudo para retornar ao Egito, coisa que eles disseram muitas vezes durante toda a peregrinação, quando se defrontavam com as dificuldades, sede e fome. Agiam como quem não cresse no Deus que os tirara com mão forte da terra da opressão. Imediatamente se esqueciam das maravilhas que Deus fizera e começavam murmurar:

E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto. E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera que morrêssemos por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até nos fartar! Porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome toda esta multidão (Ex 16: 2, 3).

Nunca devemos agir como néscios, esquecendo-nos do que Deus já fez por nós. E em nenhum momento lamentarmos de termos saído do “Egito” espiritual, quando fazíamos o que bem quiséssemos, ou melhor, o que o diabo quisesse. Toda e qualquer coisa que considerávamos boa quando éramos do mundo não passa de ilusão. A momentânea tribulação não poderá nos afastar dos cuidados do Senhor, mesmo que pensemos que estamos sós. Ele nos garante em Hebreus 13: 5, "nunca te deixarei, jamais te abandonarei".

Ainda que a bênção que precisamos pareça não chegar nunca, ou que estamos tomando um caminho longo demais para alcançá-la, não podemos deixar de crer Naquele que é fiel, e que nos fez a promessa.

A Palavra de Deus nos diz que "o Senhor conhece a nossa estrutura, e lembra-se de que somos pó" (Sl 103: 14); ninguém nos conhece como Ele nos conhece, nem nós mesmos. Se não estivermos preparados para receber algo de suas mãos poderemos desperdiçá-lo mais adiante. Devemos pedir a Deus em oração que Ele nos capacite espiritualmente pra discernirmos o Seu Tempo em nossas vidas, a fim de vivermos a vida com abundância que Jesus nos prometeu (Jo 10: 10b) sem desperdício.

Sua Palavra nos garante que "se crermos veremos a glória de Deus" (Jo 11: 40). Os israelitas não creram, antes temeram e duvidaram; por isso não entraram em Canaã. Precisamos buscar conhecer a vontade de Deus para nós em Sua Palavra. "A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus" (Rm 10: 17). Com um coração cheio de fé não será difícil aguardar o que quer que seja.

Atentemos para a lição da peregrinação dos israelitas no deserto. Todos estavam destinados a chegar a Canaã, mas por causa do temor, rebeldia, dúvida e murmuração não alcançaram a promessa. Nem Moisés chegou lá. “É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é recompensador daqueles que o buscam” (Hb 11: 6). O que Ele promete, Ele cumpre. Viver pela fé pode não ser fácil aos olhos humanos, mas não é impossível. Uma vez começada a caminhada não podemos olhar para trás. Quando menos esperarmos, estaremos vivendo os sonhos que Deus sonhou para nós.

"Porque deveras há um fim bom; não será malograda a tua esperança" (Pv 23:18).

Mônica Valentim   é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.  

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