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Tempos de Guerra

Tempos de Guerra

Atualizado: Quarta-feira, 6 Julho de 2011 as 4:49

"E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem para a guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo Israel, para que destruíssem os filhos de Amon e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém" (2 Sm 11: 1).  

Em nossa trajetória humana teremos a oportunidade de vivenciarmos bons e maus momentos. Jesus Cristo mesmo nos advertiu que nem sempre haveria paz e sossego: "Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (Jo 16: 33). As aflições, problemas a serem solucionados passarão por nossa vida, mas Jesus, ao vencer o mundo, abriu o precedente para que nós também vencêssemos com as armas certas.  

Precisamos estar sempre sintonizados com o Espírito de Deus para identificarmos em quais momentos devemos intensificar nossa luta, até para que não sejamos pegos de surpresa com um contra-ataque do mal. Ser sóbrio, vigiar e orar embasados no que a Palavra de Deus diz a respeito é primordial, para que não sejamos derrotados.

Nos tempos dos Reis de Israel e Judá as lutas eram travadas homem a homem. Havia embates sangrentos, onde as armas e as táticas de guerra decidiam quem seria o vencedor.

Davi foi um grande rei; ele enfrentou muitas batalhas durante o seu reinado, e logrou muitas vitórias, pois buscava sempre a direção de Deus para saber como melhor agir para vencer. Havia chegado o tempo em que os reis deveriam sair para guerrear, junto com seus soldados, mas Davi preferiu ficar em Jerusalém, contrariando a ordem normal das coisas. Jerusalém significa "casa de paz". Não era tempo de paz; era tempo de guerra, e a sua atitude irresponsável trouxe o mal sobre si.

O apóstolo Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, nos adverte: "Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pd 5: 8). Davi não agiu com sobriedade; muito pelo contrário; usou das prerrogativas de rei para não ir com seu exército para a guerra. Não vigiou; não percebeu a armadilha que o diabo pôs diante dele, em decorrência da sua negligência: Fê-lo enxergar a bela mulher de um guerreiro seu e vizinho tomando banho com a janela aberta; caiu em adultério com ela; a engravidou; inventou um estratagema para sair da enrascada; não tendo êxito, decidiu mandar matar o marido traído, tornando-se assassino.

Em tempos de guerra não é tempo de ficar em Jerusalém (casa de paz). É tempo de se fortalecer, buscar a direção do Espírito Santo, vigiar, prestando atenção nos passos do nosso inimigo invisível, o diabo, que está por trás de tudo que "mata, rouba e destrói" (Jo 10: 10). Muitas vezes, em tempos de guerra, o diabo coloca alguém para tentar e desviar os filhos de Deus do Seu propósito; e o filho, na maioria das vezes, está desatento, confiado em suas próprias justiças, acaba caindo na cilada.  

A maravilhosa pastora e cantora Ludmila Ferber, inspirada por Deus, compôs o que chamo de "hino dos guerreiros que vencem":

"Em tempos de guerra nunca pare de lutar;

Não baixe a guarda, nunca pare de lutar;

Em tempos de guerra nunca pare de adorar;

Libera a Palavra, profetiza sem parar;

O escape, o descanso, a cura e a recompensa vêm sem demora! "

Em tempos de guerra não podemos agir como se tudo ao redor estivesse em paz, "enterrando a cabeça na terra", como os avestruzes. Não podemos "baixar a guarda". Devemos lutar. Como? Com as armas que Deus dispôs para que seus filhos usem e vençam as circunstâncias. Com certeza Deus dará o escape, o descanso, a cura da alma e do corpo e a recompensa que Ele tem para os que ficam firme na fé.  

"Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus..." (2 Co 10:3-5).

Jesus Cristo nos deu Seu Nome e Sua Palavra como armas poderosíssimas nas lutas espirituais. Precisamos ousar e sair da acomodação que toma conta de muitos cristãos, que preferem terceirizar a responsabilidade de batalhar em oração aos seus pastores e líderes. Cria-se um grupo de crentes imaturos e incapacitados para o Reino de Deus. Infelizmente hoje há muitos ministérios que não priorizam o preparo de suas ovelhas para lutarem e vencerem, preferindo manter um rebanho dependente e de fácil manipulação.

Se o nosso desejo for agradar ao Pai precisamos observar e obedecer aos seus ensinos. Se o que recebemos dos homens discordar do que a Palavra de Deus diz, devemos ignorar. A Palavra nos diz: "... Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à Palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar..." (1 Sm 15: 22).  Não precisamos barganhar nossa vitória por nenhum sacrifício ou voto.

O Senhor está buscando uma geração de guerreiros aptos para saquear a "casa do valente" e trazer os despojos. Enquanto estivermos neste mundo temos as promessas da Palavra, que nos assegura que reinaremos em vida sobre as circunstâncias: "Porque, se, pela ofensa de um só a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, Jesus Cristo" (Rm 5: 17).

Em tempos de guerra devemos trazer à memória as promessas de Deus, e lutarmos em oração com elas, em Nome de Jesus. As armas da nossa milícia, batalha, são poderosas, suficientes para vencermos e glorificarmos ao Nome de Senhor.

Mônica Valentim   é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.  

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