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Você tem fome de quê?

Você tem fome de quê?

Atualizado: Segunda-feira, 19 Outubro de 2009 as 12

"Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos" (Mt 5:6).

Quantos são? Não sabemos. Mas existem, certamente que existem aqueles que têm fome e sede de justiça. E estes serão fartos. Há uma promessa intrínseca. 

Há um clamor dentro de cada filho de Deus, que não se conforma com esse século, nem consegue se adaptar aos padrões do mundo. E mesmo em silêncio, em suas almas clamam dia e noite, pela justiça de Deus.  

Conforme as leis do Direito, justiça consiste em atribuir a cada um aquilo que de direito lhe pertence; eqüidade.   

A sociedade clama por uma justiça que, por vezes, tem beneficiado aqueles que podem mais. Ouvimos o lema: "A justiça é cega". Os menos favorecidos o sabem muito bem.   

Como esta justiça se faz presente na vida de quem conhece a Jesus? Pela fé, e tão somente por ela.  

Quando Jesus Cristo proferiu suas últimas palavras "Está Consumado" (Jo 19: 30) , esse brado significa o fim dos seus sofrimentos e a consumação da obra da redenção. Foi paga a dívida que pesava sobre nós e o plano de salvação cumprido. A OBRA DE JUSTIÇA estava completa. Fomos justificados  pelo Seu sangue.     

Não existem "obras da lei" que possam trazer justiça ao coração de alguém. Nada pode substituir o que por Deus já foi feito.    

"Porque todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo de imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como o vento que nos arrebatam" (Is 64: 6).     

A justiça de Deus foi e está cumprida em Jesus Cristo. Ele é a nossa justiça .  

Justiça não é o clamor de vingança própria. Justiça não satisfaz o que quero. Justiça é o castigo que deveria cair sobre nós, mas Deus fez cair sobre Jesus. Ele é o "Castigo que nos trouxe a paz" (Is 53: 5b).    

Arrependimento é o primeiro passo para que o homem seja abraçado pela justiça de Deus. Arrependimento desta natureza da serpente que nos prende no pecado, na incredulidade, na rejeição do poder de Deus. Só o sangue do Cordeiro neutraliza o veneno da serpente. 

"Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela Lei e pelos Profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há diferença" (Rm 3: 21, 22).   

Na parábola do juiz iníquo, em Lucas 18, em primeiro plano está o dever de orar sempre e nunca esmorecer. Isso se aplica àqueles que não buscam primeiramente a justiça de Deus, por meio da oração, e buscam outros recursos que muitas vezes não trazem segurança nem a devida proteção.  

É bom ressaltar que a oração, ou seja, o exercício da fé, está intimamente ligado ao clamor por justiça.    

"Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? (Lc 18: 7)".

Um dos maiores problemas que encontramos na vida daquele que foi abraçado pela graça, é a falta de consciência da justiça de Deus sobre a sua vida.  Estão salvos, lavados no sangue do Cordeiro, professam isso, testemunham essa salvação. Mas não foi alcançado pela verdade da manifestação da justiça de Deus sobre sua vida, que vai além da salvação da alma.    

O  Senhor providenciou, juntamente com o perdão dos pecados, a cura das enfermidades.   

"Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça ; e pelas suas feridas fostes sarados". ( 1 Pd 2: 24).

Por não compreendermos a justiça de D? Ele em nossa vida, procuramos estabelecer a nossa própria justiça. Caímos no engano religioso, e nos norteamos pelas nossas próprias razões. As vezes tentamos forçar a Deus fazendo longos jejuns, "obrigando-O" a nos responder como queremos. Ou então caímos para "a graça barata", onde, independente do que eu faça ou deixe de fazer, já estou salvo mesmo.   

Precisamos estar atentos pois a Palavra nos garante que, "justificados pela fé temos paz com Deus em Cristo Jesus" (Rm 5: 1) . Precisamos não somente crer, mas viver isto . 

Se continuarmos a ler a Parábola do Juiz Iníquo, veremos em Lucas 18: 8: "...Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará porventura fé na terra?" Aqui está um ponto chave. A fé não é gerada na alma, na mente. Ela é gerada em primeiro lugar no espírito do homem interior. Os que militam no campo dos sentimentos, nos enganos do seu coração, costumam colher desilusões.   

O crer é "no" e "com" o espírito (do homem). Quando não é assim buscamos as coisas que se manifestam nos nossos sentimentos, ou seja, buscamos exatamente as "outras coisas que nos serão acrescentadas" que atuam no campo da alma, e nos tornamos nulos em buscarmos "o reino de Deus e sua justiça". 

O Reino de Deus é a Igreja (Corpo de Cristo) do lado de dentro, e este reino não é para qualquer um. Alguns apenas o vislumbram de fora, mas poucos são os que entram. Muitos falam a respeito do reino, mas não tem nada deste reino dentro de si. 

Buscar o  reino não é o bastante, pois este reino tem fundamentos e meios que o sustentam. Buscar a sua justiça implica em aceitar o que o Rei disse: "O meu Reino funciona assim...[parábolas] e o seu fundamento é justiça, juízo, misericórdia, santidade, alegria no Espírito". É disso que você tem fome? Então o Reino de Deus é para você.   

O Reino de Deus não é propriamente um lugar - pelo menos por enquanto - Mas sim um estado de "ser", em que homens e mulheres rendem toda a soberania ao único e verdadeiro soberano, o Deus Todo-Poderoso. É o conhecimento do Rei dos reis. É o governo de Deus no coração, na mente e na vontade das pessoas, o estado em que se vive o poder e as bênçãos sem limite do Senhor ilimitado. Deus que opera através do Espírito Santo, trazendo vida e transformando aquilo que era deserto e infrutífero em campo fértil, moradia da sua justiça.  

"Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto, e o deserto se transforme em campo fértil, e o campo fértil seja reputado por um bosque. Então o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil .E a obra da justiça será paz; e o efeito da justiça será sossego e segurança para sempre" (Is 32: 15- 17). 

Mônica Valentim

Mônica Valentim é pedagoga, com expecialização em Orientação Educacional e Profissional; pós- graduada em Psicomotricidade. Possui especialização em Modificabilidade Cognitiva PEI- Nível I, Jerusalém, Israel. Bacharelanda em Teologia.    

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