
Cristã desde adolescente, Membro da Igreja Metodista Wesleyana, Diretora Geral de Ministérios, Adm de Empresas, Professora Universitária, Empresária, Mentora de Líderes e Equipes e CEO da Cyclos Consultoria.

Fevereiro chega como um convite à maturidade espiritual.
Se janeiro foi o tempo de acordar, aliviar, agir e alinhar o caminho, agora entramos em uma etapa igualmente decisiva da caminhada cristã: sustentar o que Deus começou.
Porque começar bem é essencial.
Mas permanecer bem é espiritual.
Ao longo da Série de Janeiro, fomos conduzidos a um processo interior profundo. Acordamos para o agora de Deus, aprendemos a deixar pesos, fomos chamados a agir com coragem e alinhamos o caminho para que o começo não fosse apenas entusiasmo, mas direção.
Agora, a pergunta muda de tom:
O que sustenta uma vida alinhada quando o entusiasmo passa?
O que mantém o coração sensível quando a rotina volta?
O que preserva o discernimento quando os desafios se intensificam?
A resposta bíblica é clara: disciplinas espirituais.
Antes de Seguirmos Adiante, uma breve Revisão Espiritual do Mês de Janeiro
Antes de avançarmos, precisamos honrar o que Deus já falou.
A maturidade espiritual cresce quando paramos para examinar os processos, e não apenas acumular experiências.
A Palavra nos orienta:
“Examinemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor.”
(Lamentações 3:40 – ARA)
Diante disso, reflita:
Senhor, ajuda-me a não perder o que o Senhor começou em mim.
Guarda meu coração, ajusta meus passos e ensina-me a permanecer. Amém.
É a partir desse lugar de consciência espiritual que entramos no tema deste mês.
O Que São Disciplinas Espirituais?
Fundamento Bíblico e Teológico
As disciplinas espirituais são práticas intencionais, bíblicas e contínuas que nos colocam, de forma consciente e recorrente, na presença de Deus, para que Ele nos forme, nos alinhe e nos transforme.
Elas não são um fim em si mesmas. São meios de graça.
O apóstolo Paulo escreve:
“Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade.”
(1 Timóteo 4:7 – ARA)
A palavra grega traduzida por exercitar (gymnázō) comunica a ideia de treinamento contínuo, intencional e disciplinado. Isso nos ensina que maturidade espiritual não nasce do impulso emocional, mas de uma vida treinada no Espírito.
O teólogo Richard Foster, em Celebração da Disciplina, define com precisão:
“As disciplinas espirituais são práticas que nos colocam diante de Deus para que Ele nos transforme.”
Ou seja, não nos transformamos a nós mesmos; nos posicionamos para sermos transformados.
Pense nisso: Disciplinas espirituais não produzem santidade por esforço humano; elas criam espaço para a ação do Espírito Santo.
Por Que as Disciplinas Espirituais São Essenciais?
Sem disciplinas espirituais, a fé se torna reativa, a espiritualidade fica dependente de ambientes, a constância se perde e o discernimento enfraquece.
Jesus deixa isso claro ao dizer:
“Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.”
(João 15:4 – ARA)
Na caminhada cristã, começos costumam ser marcados por entusiasmo; a permanência, porém, é sustentada pela disciplina.
Principais Disciplinas Espirituais à Luz da Escritura
Disciplinas de interioridade
Disciplinas de comunhão
Disciplinas de expressão espiritual
As disciplinas espirituais não engessam a fé; elas a sustentam quando a emoção oscila.
O Jejum Entre as Disciplinas Espirituais
Entre todas as disciplinas, o jejum ocupa um lugar especial. Ele confronta desejos, silencia a carne, aguça a escuta espiritual e reposiciona prioridades.
Jesus afirma:
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas…”
(Mateus 6:16 – ARA)
O jejum não é exceção para momentos extremos. É uma disciplina que sustenta decisões, prepara viradas, fortalece a obediência e aprofunda a vida com Deus.
O livro de Ester ilustra essa verdade:
“Vai, ajunta todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim…”
(Ester 4:16 – ARA)
Antes da ação pública, vem o alinhamento interior.
Antes da estratégia, vem a disciplina.
Antes da virada, vem o jejum.
O jejum não enfraquece o corpo para convencer Deus; ele fortalece o espírito para obedecer a Deus.
Disciplina que Sustenta o Que Deus Começa
A igreja de Atos compreendia essa dinâmica:
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo…”
(Atos 13:2–3 – ARA)
Disciplina cria espaço para direção. Consagração sustenta propósito.
Deus libera promessas em momentos, mas as sustenta em processos.
Para Pensar, Digerir e Agir
Vamos Orar, Juntos?
Senhor, ensina-me a sustentar, com maturidade, aquilo que o Senhor começou em mim.
Alinha meu coração, organiza meus desejos e fortalece meu espírito.
Que eu viva disciplinas espirituais não por obrigação, mas por amor e obediência.
Prepara-me para sustentar o que o Senhor deseja liberar nesta nova estação.
Em nome de Jesus, amém.
Nos encontraremos no próximo episódio:
QUANDO JEJUAMOS, DEUS NÃO MUDA — NÓS MUDAMOS.
Rosana Sá (@rosanasa_oficial) é Mentora Executiva, Professora Universitária e CEO da Cyclos Consultoria. Especialista em comportamento, neurociência e liderança. Palestrante e conferencista, serve ao Senhor na IMW como Diretora Geral de Ministérios, conduzindo líderes e equipes com propósito.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
Leia o artigo anterior: Alinhar o caminho: O começo que permanece
O Guiame utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência acordo com a nossa Politica de privacidade e, ao continuar navegando você concorda com essas condições