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O que valeu a pena e o que não valeu

O que valeu a pena e o que não valeu

Atualizado: Segunda-feira, 10 Junho de 2013 as 12:49

barroGl 3:3: “Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?”
 
Depois de ler este versículo, Jeovaldo incentivou seus amigos a preservar os valores cristãos recebidos.
 
Estavam acampados na floresta para um retiro e a noite estava fria. O grupo resolveu acender uma fogueira para se aquecer e conversar sobre a Fé.
 
Jeovaldo puxou o conversê e foi logo dizendo:
 
- Saudade do tempo quando a fé, a esperança e o amor eram assados em panelas de barro no fogão a lenha.
 
- Verdade cumpade, a gente conversava, petiscava, compartilhava, se olhava e se abraçava.
 
- É mermo! disse virgulino. A Igreja era longe, mas cabia todo mundo no lombo de boi, a gente sempre dava um jeito.
 
- Éééé!!!! Suspirou Maria da Penha. – Valeu a pena trocar isto por monitores que não dão liga na receita da comunhão?
 
- Verdade Penha, completou o Zé. – Evoluimu na tecnologia, mas atrasemu na comunhão e no comportamento.
 
- Maria, outra saudosista, também falou: - Naquela época a gente sabia onde morava o pastor e os filhos dele estudavam na merma escola que os nossos. Se ele gritasse com a muié, em casa, todo mundo da vila ficava sabendo. Os pastor de hoje nem conhece a gente e nem nós a eles. Como saberemos se veve o que diz?
 
- Francisca, a esposa do Zé, um pouco mais evoluída das idéias, disse: Gente, vamos tentar viver o cristianismo hoje e quem sabe amanhã também, pois o passado só existe na nossa memória. Será que dá?
 
- No final todos disseram a uma só voz: – Vamu fazê as conta pra mó de vê o que valeu a pena e o que não valeu.
 
E você, querido leitor, o que tem a acrescentar a esta conversa?
 
 
- Ubirajara Crespo
 

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