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Religiosidade Institucional

Religiosidade Institucional

Atualizado: Quinta-feira, 17 Junho de 2010 as 3:35

João 16.1-3:Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis. Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim.

Antes de entrar mais profundamente no texto é preciso entender que os princípios nele colocados são de aplicação universal. Entre os atributos alistados o Espírito Santo é mostrado como consolador, como o que convence do pecado, da justiça e do juízo e como aquele que nos guia a toda a verdade. Vantagens que não estão restritas aos primeiros discípulos. Somos igualmente beneficiados com estas atividades. Dentro do mesmo contexto Jesus fala que seriam expulsos das sinagogas, o que também se aplica aos que são consolados, convencidos e guiados pelo Consolador.

A sinagoga era a cara com a qual a estrutura religiosa da época se apresentava, que hoje se apresenta com outras caras. A mensagem de Cristo não combinava com rostos fabricados com maquiagem religiosa tão óbvia. Sabemos, no entanto, que apesar do descaramento com que os disfarces eram apresentados, a maioria das pessoas acreditavam que era assim mesmo. Um jeito para o exterior do copo e outro para o interior.

Não faltavam rituais, sacrifícios, orações, leituras da Torá, cânticos e indumentárias religiosas. Um palco armado para atrair novos mantenedores.

Você já ouviu esta história antes? Ou melhor, depois e agora? Uma instituição que sobrevive das aparências só consegue ibope cultivando auditórios lotados por pessoas com pouco conhecimento bíblico.

Sem conhecimento não há discernimento.

Talvez seja por isto que as suas pregações sejam tão ralas e girem sempre ao redor dos mesmos temas. O que podemos constatar hoje é que as expressões de religiosidade estão cada vez mais corporativas. São, todas elas, enfeitadas por características exclusivas de suas denominações. Idiomas, gestos, posturas, modo de se cumprimentar, etc.

Eu já fui expulso de algumas comunidades do Orkut por falar coisas deste tipo. Isto equivaleria a dizer que a denominação que me sustenta exige que eu me expresse dentro de suas cartilhas, costumes e credos que a caracterizam. Todos querem ter uma marca, um procedimento padrão, uma forma de visibilidade característica, um franshaiser.

Isto me faz lembrar daquela brincadeira de criança onde todos seguiam um líder, e só permanecia no grupo aqueles que conseguiam imitá-lo. ''Tudo o que o mestre mandar, faremos todos''.

Posso ver na Bíblia profetas sendo ameaçados, desprezados, expulsos, castigados e até mesmo assassinados só porque não gostavam desta brincadeira. Se você não quiser vestir esta camisa de força, pode esperar o mesmo tipo de rejeição que Jesus teve da parte dos religiosos da época. Este tipo de cristão é uma ameaça para as grandes corporações religiosas contemporâneas.

Quem não está dentro do sistema não é apoiado por ele. Portanto, não se espante, se alguém se sentir ofendido com a sua santidade não corporativa.

Ubirajara Crespo   é pastor, escritor, conferencista, editor e diretor da Editora Naós.

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