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Satisfação Conjugal

Satisfação Conjugal

Atualizado: Segunda-feira, 8 Novembro de 2010 as 12:07

Comparando-se casais satisfeitos e insatisfeitos é possível identificar que a satisfação aumenta quando há proximidade, estratégias adequadas de resolução de problemas, coesão, boa habilidade de comunicação, se os cônjuges estiverem satisfeitos com seu status econômico e forem praticantes de sua crença religiosa.

Os relacionamentos íntimos são aspecto central da vida adulta e a qualidade dos mesmos tem implicações não só na saúde mental, mas também na saúde física e vida profissional de homens e mulheres.

Satisfação conjugal é, sem dúvida, um conceito subjetivo, implicando em ter  necessidades e desejos satisfeitos, assim como corresponder, em maior ou menor escala, ao que o outro espera, definindo um dar e receber recíproco e espontâneo. Relaciona-se com sensações e sentimentos de bem-estar, contentamento, companheirismo, afeição e segurança, fatores que propiciam intimidade no relacionamento.

A totalidade dos casais satisfeitos mencionou existir na sua relação os seguintes itens: confiança, abertura, honestidade e integridade; gostar um do outro, concordância sobre comportamento sexual, tomar as principais decisões juntos, interesses compartilhados a respeito dos filhos, atratividade do cônjuge, humor e alegria juntos, bem como orientação espiritual semelhante.

Mas, para um relacionamento ser bom, agradável, é preciso aceitar que um relacionamento ideal não existe. Isso não existe. É fantasia.

Existe o real que se baseia em muito diálogo, em harmonia, aceitação e flexibilidade para esse encaixe. Quando as pessoas são muito rígidas quanto à aceitação, querem moldar a pessoa de todo jeito, então se cria um relacionamento neurótico.

É  lícito a prática de sexo que não seja a natural entre um casal casado?

Antes de mais nada, é preciso entender que sexo "natural" significa coisas distintas, para pessoas diferentes. O que para um casal pode ser natural, para outro pode ser errado e até abominável. Por essa razão, a sexualidade no âmbito do casamento ou as formas de expressão dessa sexualidade devem ser, antes de tudo, de foro íntimo do casal em questão. Entretanto, como neste campo específico, muitas igrejas ainda não tratam do assunto de forma objetiva e clara, mesmo em suas reuniões de casais,  tenho a impressão de que um sclarecimento se faz necessário. Em se tratando do instinto sexual, se me sinto inclinado a praticar algo que a minha "consciência" reprova (ou não aprova totalmente), vou, fatalmente, ser vítima da ansiedade, que me "avisa" da culpa que essa mesma consciência me fará sentir, se eu insistir na prática daquilo que estou desejando e tenho dúvidas sobre se é certo ou se é errado.Para não sentir essa ansiedade e quiser ficar em paz e aliviado, preciso encontrar uma saída. Essa saída acaba sendo a repressãode meu desejo. Reprimo ou recalco esse desejo e, em contrapartida, volto a sentir paz. E isto não é bom?? Isso poderia até ser bom, se o recalque tivesse sido completo.Mas, na maioria dos casos, não é isso o que acontece. O que ocorre é, então, um recalque incompleto, que será parcialmente eficaz.O resultado concreto disso é que, dentro da situação sexual, o meu desempenho e o meu prazer ficarão comprometidos. Isso porque a porção de ansiedade que restou trabalhará contra mim. É como se eu estivesse me dizendo: "Sei que não deveria estar fazendo isso. Mas, se eu não o fizer bem ou se não for muito prazerozo, talvez  não me sinta culpado".

Ora, a consequência imediata da ansiedade sobre o sistema nervoso será, infelizmente, a interrupção do desempenho e o bloqueio do prazer sexual, o que levará o casal (principalmente o homem) a uma situação frustrante e profundamente constrangedora.

À vista do que aqui foi exposto, está claro que, se um casal não tiver completa certeza de que a forma de sexualidade que vai praticar não é legítima; para o seu bem, definivamente, não deve praticá-la.

"Bem aventurado aquele que não se condena naquilo que aprova"(Rm 14:22)

A nossa consciência é nos dada por Deus e serve de auxilio para discernimos o que é certo, do que é errado. O Espírito Santo usa a nossa consciência para nos convencer de pecado, nos fazer pensar e raciocinar.

Arlindo Barreto   é pastor, teólogo, presidente do Ministério dos Artistas de Cristo, missionário, doutor Honoris Causis em Ciências da Religião e ator. Na década de oitenta, foi conhecido por interpretar o palhaço Bozo. Atualmente, tem um novo personagem: Mr. CLOWN - o Embaixador do Reino de Deus.

Contatos:   www.arlindobarreto.com.br

                       [email protected]  

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