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A teologia da letra F

A teologia da letra F

Atualizado: Segunda-feira, 12 Setembro de 2011 as 9:16

Falando francamente, o firme fundamento tem faltado na fé dos fiéis.

Faço frisar que a fé falaciosa tem funcionado como fé falsificada, fincada nas finanças, nas farsas, na fama, nas fortunas, na fanfarronice, no finito, no físico, no folclórico e no fantasioso. Fuja desta fé feia, fosca e furada.

Essa forma de fé falha, fé de fachada, fé fora-da-Lei, fé fútil e, falando sem falsidade, fé fratricida, é uma fé funesta e frouxa, fé fantasiosa, fé que fulmina. Fé que faz ferimentos. Fé fraca. Fé fundada na ficção, sem fatos. Fé que funciona como flagelo na face dos fiéis fidedignos.

Faz falta a fé fidedigna ou a fidelidade do fiel à fé! Não a fé do faraó, não a fé do filisteu, não a fé de Fileto e nem a fé que funciona como fermento dos fariseus. Mas a fé da feminina Febe, a fé de Filipe e a fé de Filemom.

Faz falta fundir a fé e o fazer. Essa fusão faz falta fundamental. A fé sem o fazer é falecida. Foi-se. Fugiu.

Os facínoras que fluem na fé fácil, fantasmagórica e feiticeira, fabricam uma fé que se faz fel. Uma fé falsificada, fúnebre e, finalmente, forjada na fundição das falcatruas que fenecem. Freemos tal fé.

A fé que funciona é a fé no Fiel e na feição da Sua formosura. É a fé que flutua até a Fonte. É fé forasteira de forasteiros. É a fé flagrante, a fé firme, a fé que foca no fim futuro frente à face do Formidável. O fiel não fabrica, não faz a fé. A fé é o favor do Fidedigno fornecido aos filhos e filhas.

Faça-se a fé fidedigna. Na favela, nas florestas, nos fins-de-semana, nas festas. Que falhem a fé fingida, os fuxicos, a fobia e o fanatismo. Que se fixe a fé fervorosa como farpas, como fogo feroz faminto pela face do Fidedigno. A falsa fé se faz facção nos fiéis. A fé fidedigna se faz fertilidade.  

Finalizando a fraseologia filosófica, a fé é uma ferramenta fascinante, quer se faça em frágil fagulha, quer force como feroz furacão. A fé fidedigna é um fenômeno fantástico, que faz falta ao fraco, ao frágil, e que funciona fartamente no forte. Essa fé não fingida, fascinante e franca freia a frieza e fortalece a família da fé, fazendo-a feliz de fato. Fim.

Fraternalmente,

Carlos Augusto Vailatti

Carlos Augusto Vailatti   é Bacharel em Teologia pelo IBES - Instituto Betel de Ensino Superior (SP) e Mestre em Teologia (Th.M.), com especialização em Teologia Bíblica, pelo STSC - Seminário Teológico Servo de Cristo (SP). Além disso, é também professor de diversas disciplinas bíblico-teológicas. É casado com Noeli Guimarães Vailatti. Contato: Blog:   www.blogdovailatti.blogspot.com Email:   [email protected]

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