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Teologia Prática para Crianças

Teologia Prática para Crianças

Atualizado: Quinta-feira, 30 Setembro de 2010 as 9:14

Talvez você ainda não tenha parado para pensar num fato bastante comum de nosso dia-a-dia, mas que, via de regra, acaba passando desapercebido diante de nossos olhares desatentos. E o fato é: desde cedo, sem que o saibam na maioria das vezes, os pais matriculam suas crianças num curso de teologia prática intensiva. Esta informação, a princípio, pode soar estranha, mas é a mais pura verdade. Senão, veja só. Quando um pai diz ao seu filho, por exemplo: "Filho, se você não comer toda a comida o Papai do céu vai ficar zangado com você", ou então: "Filha, se você não fizer a lição de casa, o Papai do céu irá te castigar", o pai está, em última análise, ensinando teologia para a criança. Ou melhor, está ensinando uma teologia onde a imagem de Deus é grandemente distorcida e desvirtuada. Em outras palavras, é como se o pai lhe dissesse: "Filho (a), Deus é um Pai chato, ranzinza, carrasco e severo, que vive sempre à nossa espreita procurando alguma falha, a fim de poder nos punir".

Por outro lado, sempre que a criança apronta algo e os seus pais lhe "repreendem" num tom paradoxalmente simpático de aprovação, dizendo: "Filho (a), vê se fica quieto (a)! Você parece um (a) capetinha!", tal frase pode representar na mentalidade ainda em formação da criança o seguinte: "Filho (a), o capeta (diabo) é arteiro, brincalhão e bagunceiro". Dito de outra maneira: "O capeta não é tão ruim como o pintam. Ele até que é um sujeito bem legal!". Além disso, de acordo com estudos psicológicos, sabe-se que a criança tende a ver o lado paterno de Deus (Deus como Pai) através da lente comportamental de seu pai biológico. Isto significa dizer, por exemplo, que se um pai vive maltratando o seu filho (por meio de xingamentos, falta de atenção, espancamentos e outros comportamentos reprováveis), a tendência da criança será transferir este aspecto relacional negativo experimentado com o seu pai biológico para a figura teológica de Deus como Pai. Tal fato poderá desencadear na criança um bloqueio na sua relação filial com Deus, fazendo-a sentir sérias dificuldades psicológicas em aceitar a Deus como Pai amoroso, compassivo e carinhoso. A partir dessas considerações, urge fazermos as seguintes perguntas: "Como é que nós, pais, nos relacionamos com os nossos filhos?". E ainda: "Que imagem paterna de Deus, estamos ajudando a formar em nossos (as) filhos (as), a partir da nossa relação cotidiana com eles?".

Ora, diante deste preocupante quadro que é desenhado, penso que caiba a cada pai reavaliar a sua postura comportamental para com o seu filho (a), bem como, se auto-questionar sobre a qualidade do papel paterno que ele tem desempenhado no contexto doméstico e fora dele. Que os pais continuarão a ensinar teologia aos seus infantes, isso está bem claro. Porém, a pergunta que se faz necessário responder é: "que tipo de teologia prática os pais continuarão a ensinar aos seus filhos?". Dependendo da resposta dada a esta questão, poderemos estar preparando para o futuro dois tipos de pessoas adultas: aqueles (as) que terão prazer em chamar a Deus de "Abba" (paizinho), pois se vêem a si mesmos (as) naturalmente como "filhos (as) de Deus", ou aqueles (as) que apenas O conhecerão como "Senhor", porque se enxergam unicamente como "servos (as) de Deus", e não como filhos (as).

Na paz de Cristo,

Carlos Augusto Vailatti

Carlos Augusto Vailatti   é Bacharel em Teologia pelo IBES - Instituto Betel de Ensino Superior (SP) e Mestre em Teologia (Th.M.), com especialização em Teologia Bíblica, pelo STSC - Seminário Teológico Servo de Cristo (SP). Além disso, é também professor de diversas disciplinas bíblico-teológicas. É casado com Noeli Guimarães Vailatti.

Contato:

Blog:   www.blogdovailatti.blogspot.com

Email:   [email protected]

Talvez você ainda não tenha parado para pensar num fato bastante comum de nosso dia-a-dia, mas que, via de regra, acaba passando desapercebido diante de nossos olhares desatentos. E o fato é: desde cedo, sem que o saibam na maioria das vezes, os pais matriculam suas crianças num curso de teologia prática intensiva. Esta informação, a princípio, pode soar estranha, mas é a mais pura verdade. Senão, veja só. Quando um pai diz ao seu filho, por exemplo: "Filho, se você não comer toda a comida o Papai do céu vai ficar zangado com você", ou então: "Filha, se você não fizer a lição de casa, o Papai do céu irá te castigar", o pai está, em última análise, ensinando teologia para a criança. Ou melhor, está ensinando uma teologia onde a imagem de Deus é grandemente distorcida e desvirtuada. Em outras palavras, é como se o pai lhe dissesse: "Filho (a), Deus é um Pai chato, ranzinza, carrasco e severo, que vive sempre à nossa espreita procurando alguma falha, a fim de poder nos punir".

Por outro lado, sempre que a criança apronta algo e os seus pais lhe "repreendem" num tom paradoxalmente simpático de aprovação, dizendo: "Filho (a), vê se fica quieto (a)! Você parece um (a) capetinha!", tal frase pode representar na mentalidade ainda em formação da criança o seguinte: "Filho (a), o capeta (diabo) é arteiro, brincalhão e bagunceiro". Dito de outra maneira: "O capeta não é tão ruim como o pintam. Ele até que é um sujeito bem legal!". Além disso, de acordo com estudos psicológicos, sabe-se que a criança tende a ver o lado paterno de Deus (Deus como Pai) através da lente comportamental de seu pai biológico. Isto significa dizer, por exemplo, que se um pai vive maltratando o seu filho (por meio de xingamentos, falta de atenção, espancamentos e outros comportamentos reprováveis), a tendência da criança será transferir este aspecto relacional negativo experimentado com o seu pai biológico para a figura teológica de Deus como Pai. Tal fato poderá desencadear na criança um bloqueio na sua relação filial com Deus, fazendo-a sentir sérias dificuldades psicológicas em aceitar a Deus como Pai amoroso, compassivo e carinhoso. A partir dessas considerações, urge fazermos as seguintes perguntas: "Como é que nós, pais, nos relacionamos com os nossos filhos?". E ainda: "Que imagem paterna de Deus, estamos ajudando a formar em nossos (as) filhos (as), a partir da nossa relação cotidiana com eles?".

Ora, diante deste preocupante quadro que é desenhado, penso que caiba a cada pai reavaliar a sua postura comportamental para com o seu filho (a), bem como, se auto-questionar sobre a qualidade do papel paterno que ele tem desempenhado no contexto doméstico e fora dele. Que os pais continuarão a ensinar teologia aos seus infantes, isso está bem claro. Porém, a pergunta que se faz necessário responder é: "que tipo de teologia prática os pais continuarão a ensinar aos seus filhos?". Dependendo da resposta dada a esta questão, poderemos estar preparando para o futuro dois tipos de pessoas adultas: aqueles (as) que terão prazer em chamar a Deus de "Abba" (paizinho), pois se vêem a si mesmos (as) naturalmente como "filhos (as) de Deus", ou aqueles (as) que apenas O conhecerão como "Senhor", porque se enxergam unicamente como "servos (as) de Deus", e não como filhos (as).

Na paz de Cristo,

Carlos Augusto Vailatti

Carlos Augusto Vailatti   é Bacharel em Teologia pelo IBES - Instituto Betel de Ensino Superior (SP) e Mestre em Teologia (Th.M.), com especialização em Teologia Bíblica, pelo STSC - Seminário Teológico Servo de Cristo (SP). Além disso, é também professor de diversas disciplinas bíblico-teológicas. É casado com Noeli Guimarães Vailatti.

Contato:

Blog:   www.blogdovailatti.blogspot.com

Email:   [email protected]

Talvez você ainda não tenha parado para pensar num fato bastante comum de nosso dia-a-dia, mas que, via de regra, acaba passando desapercebido diante de nossos olhares desatentos. E o fato é: desde cedo, sem que o saibam na maioria das vezes, os pais matriculam suas crianças num curso de teologia prática intensiva. Esta informação, a princípio, pode soar estranha, mas é a mais pura verdade. Senão, veja só. Quando um pai diz ao seu filho, por exemplo: "Filho, se você não comer toda a comida o Papai do céu vai ficar zangado com você", ou então: "Filha, se você não fizer a lição de casa, o Papai do céu irá te castigar", o pai está, em última análise, ensinando teologia para a criança. Ou melhor, está ensinando uma teologia onde a imagem de Deus é grandemente distorcida e desvirtuada. Em outras palavras, é como se o pai lhe dissesse: "Filho (a), Deus é um Pai chato, ranzinza, carrasco e severo, que vive sempre à nossa espreita procurando alguma falha, a fim de poder nos punir".

Por outro lado, sempre que a criança apronta algo e os seus pais lhe "repreendem" num tom paradoxalmente simpático de aprovação, dizendo: "Filho (a), vê se fica quieto (a)! Você parece um (a) capetinha!", tal frase pode representar na mentalidade ainda em formação da criança o seguinte: "Filho (a), o capeta (diabo) é arteiro, brincalhão e bagunceiro". Dito de outra maneira: "O capeta não é tão ruim como o pintam. Ele até que é um sujeito bem legal!". Além disso, de acordo com estudos psicológicos, sabe-se que a criança tende a ver o lado paterno de Deus (Deus como Pai) através da lente comportamental de seu pai biológico. Isto significa dizer, por exemplo, que se um pai vive maltratando o seu filho (por meio de xingamentos, falta de atenção, espancamentos e outros comportamentos reprováveis), a tendência da criança será transferir este aspecto relacional negativo experimentado com o seu pai biológico para a figura teológica de Deus como Pai. Tal fato poderá desencadear na criança um bloqueio na sua relação filial com Deus, fazendo-a sentir sérias dificuldades psicológicas em aceitar a Deus como Pai amoroso, compassivo e carinhoso. A partir dessas considerações, urge fazermos as seguintes perguntas: "Como é que nós, pais, nos relacionamos com os nossos filhos?". E ainda: "Que imagem paterna de Deus, estamos ajudando a formar em nossos (as) filhos (as), a partir da nossa relação cotidiana com eles?".

Ora, diante deste preocupante quadro que é desenhado, penso que caiba a cada pai reavaliar a sua postura comportamental para com o seu filho (a), bem como, se auto-questionar sobre a qualidade do papel paterno que ele tem desempenhado no contexto doméstico e fora dele. Que os pais continuarão a ensinar teologia aos seus infantes, isso está bem claro. Porém, a pergunta que se faz necessário responder é: "que tipo de teologia prática os pais continuarão a ensinar aos seus filhos?". Dependendo da resposta dada a esta questão, poderemos estar preparando para o futuro dois tipos de pessoas adultas: aqueles (as) que terão prazer em chamar a Deus de "Abba" (paizinho), pois se vêem a si mesmos (as) naturalmente como "filhos (as) de Deus", ou aqueles (as) que apenas O conhecerão como "Senhor", porque se enxergam unicamente como "servos (as) de Deus", e não como filhos (as).

Na paz de Cristo,

Carlos Augusto Vailatti

Carlos Augusto Vailatti   é Bacharel em Teologia pelo IBES - Instituto Betel de Ensino Superior (SP) e Mestre em Teologia (Th.M.), com especialização em Teologia Bíblica, pelo STSC - Seminário Teológico Servo de Cristo (SP). Além disso, é também professor de diversas disciplinas bíblico-teológicas. É casado com Noeli Guimarães Vailatti.

Contato:

Blog:   www.blogdovailatti.blogspot.com

Email:   [email protected]

Talvez você ainda não tenha parado para pensar num fato bastante comum de nosso dia-a-dia, mas que, via de regra, acaba passando desapercebido diante de nossos olhares desatentos. E o fato é: desde cedo, sem que o saibam na maioria das vezes, os pais matriculam suas crianças num curso de teologia prática intensiva. Esta informação, a princípio, pode soar estranha, mas é a mais pura verdade. Senão, veja só. Quando um pai diz ao seu filho, por exemplo: "Filho, se você não comer toda a comida o Papai do céu vai ficar zangado com você", ou então: "Filha, se você não fizer a lição de casa, o Papai do céu irá te castigar", o pai está, em última análise, ensinando teologia para a criança. Ou melhor, está ensinando uma teologia onde a imagem de Deus é grandemente distorcida e desvirtuada. Em outras palavras, é como se o pai lhe dissesse: "Filho (a), Deus é um Pai chato, ranzinza, carrasco e severo, que vive sempre à nossa espreita procurando alguma falha, a fim de poder nos punir".

Por outro lado, sempre que a criança apronta algo e os seus pais lhe "repreendem" num tom paradoxalmente simpático de aprovação, dizendo: "Filho (a), vê se fica quieto (a)! Você parece um (a) capetinha!", tal frase pode representar na mentalidade ainda em formação da criança o seguinte: "Filho (a), o capeta (diabo) é arteiro, brincalhão e bagunceiro". Dito de outra maneira: "O capeta não é tão ruim como o pintam. Ele até que é um sujeito bem legal!". Além disso, de acordo com estudos psicológicos, sabe-se que a criança tende a ver o lado paterno de Deus (Deus como Pai) através da lente comportamental de seu pai biológico. Isto significa dizer, por exemplo, que se um pai vive maltratando o seu filho (por meio de xingamentos, falta de atenção, espancamentos e outros comportamentos reprováveis), a tendência da criança será transferir este aspecto relacional negativo experimentado com o seu pai biológico para a figura teológica de Deus como Pai. Tal fato poderá desencadear na criança um bloqueio na sua relação filial com Deus, fazendo-a sentir sérias dificuldades psicológicas em aceitar a Deus como Pai amoroso, compassivo e carinhoso. A partir dessas considerações, urge fazermos as seguintes perguntas: "Como é que nós, pais, nos relacionamos com os nossos filhos?". E ainda: "Que imagem paterna de Deus, estamos ajudando a formar em nossos (as) filhos (as), a partir da nossa relação cotidiana com eles?".

Ora, diante deste preocupante quadro que é desenhado, penso que caiba a cada pai reavaliar a sua postura comportamental para com o seu filho (a), bem como, se auto-questionar sobre a qualidade do papel paterno que ele tem desempenhado no contexto doméstico e fora dele. Que os pais continuarão a ensinar teologia aos seus infantes, isso está bem claro. Porém, a pergunta que se faz necessário responder é: "que tipo de teologia prática os pais continuarão a ensinar aos seus filhos?". Dependendo da resposta dada a esta questão, poderemos estar preparando para o futuro dois tipos de pessoas adultas: aqueles (as) que terão prazer em chamar a Deus de "Abba" (paizinho), pois se vêem a si mesmos (as) naturalmente como "filhos (as) de Deus", ou aqueles (as) que apenas O conhecerão como "Senhor", porque se enxergam unicamente como "servos (as) de Deus", e não como filhos (as).

Na paz de Cristo,

Carlos Augusto Vailatti

Carlos Augusto Vailatti   é Bacharel em Teologia pelo IBES - Instituto Betel de Ensino Superior (SP) e Mestre em Teologia (Th.M.), com especialização em Teologia Bíblica, pelo STSC - Seminário Teológico Servo de Cristo (SP). Além disso, é também professor de diversas disciplinas bíblico-teológicas. É casado com Noeli Guimarães Vailatti.

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Blog:   www.blogdovailatti.blogspot.com

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