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Senhor, que eu veja!

Senhor, que eu veja!

Atualizado: Quinta-feira, 2 Setembro de 2010 as 8:12

“O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos,  para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da Glória de Cristo,  que é a imagem de Deus” II Co. 4:4

A cegueira espiritual tem nos feito passar por uma grande crise que não atinge somente a nossa vida espiritual, mas também a social, moral e até mesmo física. O apóstolo Paulo já nos tinha nos alertado há muito tempo que o deus deste século cega o entendimento das pessoas para melhor dominá-las. Hoje, os poucos privilegiados que ainda tem vista podem ver bem de perto essa realidade. A cegueira tem se alastrado como uma epidemia, e alcançado até mesmo nossas igrejas. Estamos cegos, e nem isto conseguimos ver.

Pessoas comprometidas com o inferno lançam roupas, até mesmo infantis, que realçam a sensualidade e nós vestimos com elas as nossas crianças. E achamos que isto não tem nada a ver com o aumento dos casos de pedofilia.

Pessoas comprometidas com o inferno fazem músicas com apologia à violência e ao sexo e as direciona ao um público infanto-juvenil. Nossas crianças e nossos adolescentes cantam estas músicas, misturando-as com danças sensuais e nós aplaudimos. Achamos tudo muito bonitinho. Até levamos crianças para dançar estas mesmas músicas nos eventos sociais e na TV, para que elas mostrem como são talentosas. E achamos que isto também não tem nada a ver com o aumento da violência da prostituição infantil e da pedofilia. E, para não perdemos jovens e adolescentes para o mundo, nós copiamos esses ritmos e tocamos em nossas igrejas e achamos que estamos fazendo um bom trabalho para Deus.

Surgem, então, em nossas igrejas, os especialistas em atrair jovens, outros especialistas em atrair crianças, outros especialista em atrair idosos, especialistas em atrair empresários, especialistas em atrair dinheiro e muitos outros especialistas que carregam títulos pomposos e falam palavras bonitas. E nós engolimos tudo isto, sem ver o veneno camuflado no bonito prato que nos é apresentado.

Nossos governantes criam leis que restringem o exercício da autoridade dos pais sobre os filhos, mas se calam sobre a usurpação da inocência da criança, diante da propagando sexual veiculada pelas músicas e danças citadas acima e outras propagandas lançadas na mídia. E nossos irmãos, que nos pedem voto, e elevam o exercício do voto à condição de “ato profético”, também se calam, pois foram atingidos pela mesma cegueira que há muito tempo reina nas casas executivas e legislativas.

Nossos pastores deixaram de ser servos e, hoje, são senhores. Tornaram-se empresários, onde, a igreja é a empresa e o membro o produto. Se a empresa não está indo bem, vende-se. Se o produto não está dando lucro ao empresário, descarta-se. E não esqueçamos, “a propaganda é a alma do negócio”. Nessa área, vale tudo, desde a distribuição ou venda de todo tipo de objetos ungidos, até ameaças “bíblicas” e exposição pública do “produto” que não traz rendimento financeiro. Não há dúvida; a transformação da igreja em empresa foi uma grande “cartada” do diabo contra o povo cristão.

É hora de clamarmos aos céus: “Senhor, que eu veja!”. E que ao começarmos a enxergar, teremos também coragem para tomar uma atitude que venha mudar este terrível quadro. E, que comecemos a mudança a partir de nossas vidas.

Pr. Elias Soares

Elias Soares   é pastor, escreveu artigos literários para a revista "O Poder da Oração", e autor do livro "O espetáculo em Nome da Fé",  onde aborda a ética cristã e sua vivência.

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