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Cuidando do Coração

Cuidando do Coração

Atualizado: Quarta-feira, 13 Abril de 2011 as 2:11

Todos os dias vivenciamos inúmeras emoções, nem sempre muito boas, mas que diretamente interferem em nossa qualidade de vida. O equilíbrio entre as emoções saudáveis e as prejudiciais é fundamental para a nossa saúde emocional e espiritual.

A intensidade das boas emoções se dá à proporção exata da nossa disposição interior para acreditarmos nelas e permitirmos que o fluxo das boas lembranças, dos bons sentimentos e das boas pessoas não encontre barreira em nosso coração, a porta de entrada da alma.

O coração é o depósito de todas as energias que afetam a nossa existência, sejam elas boas ou ruins. Por isso, ele tanto pode ser um jardim, como uma lixeira; depende do que colocamos e preservamos dentro dele. Quanto mais o coração for cheio do que é bom, mais saudável a vida será. O coração tem de ser limpo para ser forte e livre. Tudo que adoece a alma e prejudica a vida deve ser jogado fora, e não guardado no coração.

Como o coração é a porta de entrada da alma, cuidar dela é, pois, proteger o coração de ser invadido por sentimentos maus e emoções negativas. É resguardá-lo de tudo o que adoece a alma e contamina a vida.

Todas as emoções transitam em forma de lembranças entre o nosso passado e o nosso presente. Algumas pessoas, infelizmente, alimentam-se de lixo emocional, dos resíduos apodrecidos do que restou do passado. Acontece que estes resíduos são doentios. Possuem veneno, o que lentamente asfixia o ser humano roubando-lhe a alegria, a paz e os sonhos. Quando isso acontece, a vida torna-se um fardo pesado, quase insuportável. Nestas condições, a pessoa adoece, padecendo da “síndrome do passado opressor”. Este mal é altamente contagioso, pois libera somente energia negativa ao nosso redor.

Ninguém pode viver preso ao passado — até pode, mas não deve —, sobretudo, quando o passado evoca lembranças traumáticas. Quero trazer à memória o que me pode dar esperança foi a decisão do profeta Jeremias.

A vida é um constante olhar para frente, para o amanhã. Por isso que o combustível dela é a esperança. Quando se esgota, a existência perde forças, agoniza e sepulta os sonhos.

A alegria não coabita com a opressão. A celebração da vida está condicionada à libertação do passado sombrio e escravizador. Quanto mais formos livres do passado, mais consciência teremos do presente, e mais entusiastas seremos em relação ao futuro. Deus é o poder que opera a nossa liberdade. Como conhece os segredos da nossa alma, Ele é também a condição da nossa saúde emocional.

Pastor Estevam Fernandes

Estevam Fernandes   ingressou no Seminário Teológico de Recife (PE) ainda jovem, em 1976, influenciado pelo seu irmão, Eli Fernandes (atualmente também pastor). Em1980, ainda seminarista assumiu o cargo de pastor auxiliar temporariamente na Igreja de Ilhéus (BA). Atualmente pastoreia a Primeira Igreja Batista de João Pessoa (PB).  

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