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Cadê a graça da graça?

Cadê a graça da graça?

Atualizado: Quarta-feira, 16 Janeiro de 2013 as 8:46

 

Era para ser apenas mais um almoço entre colegas de trabalho, mas o Anderson me disse: "Cara, eu admiro sua postura. Você tem a sua fé, mas não fica nos julgando, nem condenando. Não suporto esses caras que querem me converter à força. Que ficam dizendo que eu vou pro inferno..."

Infelizmente, meu amigo teve contato com o pior evangelismo que pode existir: aquele que julga, condena e convida para uma religião que "dá certo".

Não! Esse não é o evangelho da graça. Esse é um outro evangelho. Esse é o que te motiva a fugir do inferno, e não a caminhar para o Céu. Esse é o que te explica como o diabo trabalha, e não como Jesus nos ama. Esse é o que não suporta as diferenças, não o que abraça o esquisito. Quer saber? Esse é o evangelho chato!

Imaginar 12 meninos reunidos dia e noite sem a "zueira" peculiar dos acampamentos de verão é coisa de gente ingênua. Olhar para alguém que se comparou ao noivo (o cara mais risonho da festa) e imaginá-lo sisudo e isolado é coisa de quem realmente não conhece Jesus. Afinal, alguém que diz pra gente tirar a trave do olho antes de reparar no cisco do outro, só pode ter um senso de humor sensacional.

Jesus foi amigo de gente como a gente. Mentirosos, trapaceiros, enrolados, ladrões, "primas"... Se alguém tinha a capacidade de atrair gente complicada, esse alguém era Jesus. A essa atração irresistível chamamos de graça.

Sim! Jesus era cheio de graça. Vivia curando quem não merecia. Vivia perdoando quem merecia morrer. Vivia libertando quem merecia correntes. Jesus vivia.

Me parece que é isso que nos falta: viver a vida que Jesus viveu. Não apenas aquela de santidade, mas aquela que trazia vinho para a festa quando todo mundo o chamava de bebum. Aquela que antes de se preocupar com grandes realizações, chamava pro peixe na brasa. Aquela que não condenava a falta de fé, mas gentilmente dizia: "Ei, se você não acredita, pode tocar a ferida".

A verdade é que, um dia, todos daremos contas a Deus do que fizemos, dissemos ou deixamos de dizer. A verdade é que existe, sim, um inferno e um adversário esperando os inimigos da cruz de Cristo. A verdade é que todos precisam escolher um lado, porque o muro é mesmo do Pé Preto. Mas a verdade mais contundente de todas é que JESUS nos ama e nos prova seu amor a cada dia. Retribuir esse amor é opcional. Ser amado, não. Mesmo que você não retribua, ELE continua te amando.

Onde está escrita essa verdade? Em mim. Fique à vontade para ler-me todos os dias. E se alguma página estiver rasurada, não ligue, ELE ainda está escrevendo.

 

L. Rogério é fundador do projeto Escola de Adoração. Com um trabalho consolidado e reconhecido por muitos líderes evangélicos, o palestrante tem se consagrado como um discipulador na área da adoração comunitária. Com mais de 20 anos de ministério, o "Roger da Escola", como é conhecido, desenvolve um trabalho focado na apologética e ministra seminários e palestras sobre adoração, família e liderança, além de ser ministro da Palavra de Deus, tendo ministrado em diversas igrejas no Brasil e Estados Unidos. Formado em Análise de Sistemas e pós-graduado em Marketing e Comunicação Integrada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o palestrante desenvolveu uma didática muito peculiar para ensinar com humor e criatividade sem perder a seriedade e a essência dos temas propostos. Seu livro"Adoração para anônimos" (Editora Reflexão) é simplesmente desafiador. Nele, o autor propõe um redescobrimento das bases da genuína adoração em um convite a mergulhar-se nas profundezas da adoração através de uma espiritualidade sadia, coerente e totalmente cristocêntrica.

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