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É... seria mais fácil

É... seria mais fácil

Atualizado: Quarta-feira, 16 Janeiro de 2013 as 8:49

É... eu sei. Seria muito mais fácil relacionar-se com um Deus que respondesse nossos questionamentos com a simplicidade de um "sim" ou um "não", prontamente, logo que perguntássemos: "É isso, Senhor?".

Aliás, seria muito mais fácil se, na verdade, Ele simplesmente respondesse. Às vezes, parece até brincadeira de mal gosto. Como, Alguém que chama à existência as coisas do nada se nega a responder um simples questionamento do tipo: "Por que, meu Deus?"

Eu sei, você pensa isso, mas não tem coragem de dizer, né? Deixa que eu digo por você.

Como pode um Ser que é eterno e tudo vê não nos dar pistas de uma saída rápida, indolor ou simplesmente de uma forma de se esconder do mundo?

Por que, mesmo depois de termos feito tudo certinho, como manda a cartilha, a coerência, a simplicidade, o curso natural da vida... por que, mesmo assim, dá tudo errado?

Por que, mesmo me expondo às vezes ao ridículo, acreditando inocentemente na boa vontade do ser humano, nas palavras de amor, nas promessas ao pôr-do-sol, naquilo que tinha tudo para dar certo... Por que? Por que mesmo assim estou tão frustrada?

E por que esse aperto na alma? Por que ao apagar a luz ele não desaparece? Amadurecimento? Pra quê? Eu não pedi isso! Eu só queria ser feliz.

Bem, eu jamais seria pretensioso o bastante para filosofar sobre esses questionamentos da vida que mais parecem flechas em chamas nos atingindo nos momentos mais inesperados, mas ouso propor uma resposta - e lhe peço, não fique triste com sua obviedade: "A vida é assim".

Lembra quando Jesus decidiu vir a esse mundo entregar-se por amor a nós? Percebeu que Ele, mesmo sendo Deus, decidiu submeter-se à essa mesma lei da vida. No Getsêmani, pediu para, se possível, não passar pela dor, mas ouviu um angustioso "não!". Perguntou por que Seu Pai o abandonara, e a resposta foi o silêncio. Fez tudo certinho, amou, perdoou, curou... mesmo assim, o rejeitaram. Expô-se ao ridículo em silêncio, e realmente não o ouviram. Mesmo assim, depois de tudo isso, triunfou!

E veja, triunfar é diferente de vencer. Venceram, aqueles que quiseram matá-lo e conseguiram. Venceu, quem quis lhe machucar e conseguiu. Venceu, quem lhe caluniou e tirou-lhe o prestígio. Venceu, quem prometeu sempre estar ao seu lado e lhe abandonou. 

Porém, triunfará, aquele que mesmo sendo humilhado, rejeitado, caluniado e abandonado permanecer em pé. Mesmo que abatido, mas não destruído. Mesmo que atribulado, mas não angustiado. Mesmo que perseguido, mas não desamparado. Mesmo que apoiado no pouco de esperança que restou, mas ansioso pelo raiar de um novo dia... esse triunfará!

Veja! O sol está nascendo... outra vez!

No amor do Pai,
 

L. Rogério é fundador do projeto Escola de Adoração. Com um trabalho consolidado e reconhecido por muitos líderes evangélicos, o palestrante tem se consagrado como um discipulador na área da adoração comunitária. Com mais de 20 anos de ministério, o "Roger da Escola", como é conhecido, desenvolve um trabalho focado na apologética e ministra seminários e palestras sobre adoração, família e liderança, além de ser ministro da Palavra de Deus, tendo ministrado em diversas igrejas no Brasil e Estados Unidos. Formado em Análise de Sistemas e pós-graduado em Marketing e Comunicação Integrada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o palestrante desenvolveu uma didática muito peculiar para ensinar com humor e criatividade sem perder a seriedade e a essência dos temas propostos. Seu livro"Adoração para anônimos" (Editora Reflexão) é simplesmente desafiador. Nele, o autor propõe um redescobrimento das bases da genuína adoração em um convite a mergulhar-se nas profundezas da adoração através de uma espiritualidade sadia, coerente e totalmente cristocêntrica.

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