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Eu sou “imorrível”!

Eu sou “imorrível”!

Atualizado: Quinta-feira, 24 Maio de 2012 as 1:10

... Quem crê em mim, ainda que morra, viverá! João 11:25

Minha esposa Valéria conta que certa vez, quando tinha aproximadamente 10 anos, almoçava na casa do vovô Duduca e da vovó Lina, no bairro de Mato Alto, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, enquanto dois meninos, entre seis e cinco anos, brincavam. Corriam no quintal, cada um com o seu revólver de brinquedo, buscando acertar o outro no seu imaginário infantil como heróis de faroeste.

Por várias vezes, um deles acertava o outro, que “morria de brincadeirinha”. Mas este, sempre que era alvejado e ferido, continuava brincando. Até que o amigo, inconformado de tanto atirar e não ver resultados para as suas investidas, gritou e reclamou com o outro:

- Por que eu atiro e você nunca morre?

E o outro respondeu:

- Você não percebeu? Eu sou “imorrível”!

Brincadeiras com revólveres à parte (mesmo que sejam de plástico), pois há quem diga que aguçam a violência na formação do caráter da criança, esta história engraçada e verídica me trouxe à lembrança coisas interessantes e importantes que podem nos firmar ainda mais em nossa caminhada com Deus.

A morte, infelizmente, é algo que, como seres humanos, não conseguimos compreender. Não fomos feitos para entendê-la, e por isso é algo que nos aflige profundamente, causando, em alguns, profundo desespero, por se tratar como o fim de tudo.

Quando Jesus se mostra como a “ressurreição e a vida”, no texto de João 11, ele nos dá esperança de que há algo maravilhoso e bem além desta nossa expectativa de vida. Há saída, há como viver novamente, mesmo que tudo e todos à nossa volta nos considerem mortos. Há um novo caminho, razão, significado e uma nova chance de recomeçar do zero. Em Cristo podemos nos erguer em plenitude e cheios da vida Dele em nós. Podemos nos regozijar e ter alegria crendo, pela fé, que somente ressuscitados pela salvação através da cruz a nossa vida abatida e ferida já não é o fim, porque, através do seu sangue, somos “imorríveis”.

Ele nos deu vida... Efésios 2:1

Talvez seja por isso que o outro menino não queria morrer, pois além de ser o fim da brincadeira, seria também o fim daquele momento alegre com seu amigo. Acredito que ele já sentia, sem saber, que algum dia nós humanos poderíamos viver eternamente sem morrer, perpetuando assim a existência de uma vida feliz, com Cristo, mesmo em meio a tantas circunstâncias.

Eu quero ser “imorrível”! Você pode ser “imorrível”! E mesmo que este adjetivo pareça engraçado como fruto da criatividade de uma criança, ele se mostra real e perfeito para todos aqueles que já “passaram da morte para a vida” (João 5:24). São estes que, crendo assim, conseguem resistir aos tiros cheios das balas do pecado, mantendo-se sempre firmes como os inabaláveis e invencíveis da fé.

No final da brincadeira lá no quintal em Mato Alto, os dois meninos se abraçaram, sorriram e estão bem vivos até hoje.


Por Pr. Marcos Góes

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