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Remendando odres e vestidos

Remendando odres e vestidos

Atualizado: Terça-feira, 3 Agosto de 2010 as 10:45

Existem certas coisas que, por mais que você queira, jamais se juntarão. A água e o óleo, o fogo e a água, o leite e o vinagre... Você pode fazer o que for, estes elementos não compactuarão do mesmo espaço. Jesus, certa vez, disse um provérbio muito interessante sobre a incompatibilidade, a vida falsa e... Remendos.

Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Mateus 9:16.

Jesus era entendido nestas coisas e foi de sua própria vida que facilmente extraiu este provérbio; aquele que “não tinha onde reclinar a cabeça” não devia desconhecer o que era remendos em vestes. Não só ele, mas qualquer pessoa sabe que, ao colocar um remendo novo em uma veste velha, leva-se a dois desastres, um estrutural e outro estético. Estrutural porque o remendo novo, logo na primeira lavada da roupa, encolheria, fazendo uma ruptura maior no tecido velho do que a anterior; e estético, pois, pelo fato de o remendo ser novo, o mesmo faria com que a roupa velha se mostrasse mais velha ainda.

Temos a tendência forte em querer remendar aquilo que não é remendável. Já vivi em minha própria vida, e vejo na vida de muitos, como temos a tendência forte em querer remendar aquilo que não é remendável. Não é possível receber uma forte palavra abençoadora, uma unção impactante, um louvor que quebranta todo o nosso ser, se a nossa vida ainda permanece sem transformação, emaranhada nas coisas do “velho homem”. Não acontece mudança, a transformação não é verdadeira. Não surte efeito, e o que era para “tapar o buraco” acaba rasgando-o mais ainda, mostrando e arregaçando a nossa realidade sem Deus e sem restauração. Existe muita gente por aí remendada. Remendos da falsa espiritualidade, da falsa adoração e louvor, da falsa santidade... Mas no final eles mesmos sabem que precisam de vestes novas, vestes limpas, vestes santas. E ao final, suas vidas, de tão puídas e desgastadas, irão se dissolver, deixando-os totalmente nus e envergonhados.

Logo em seguida, no versículo 17 de Mateus, Jesus completa esta maravilhosa verdade, finalizando assim:

Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.

O que é novo tem quer estar no que é novo. O vinho novo normalmente está em processo de fermentação e por isso se expande; colocá-lo em odres velhos é condená-lo à perda, pois estes irão se romper, não resistindo ao que é novo. O velho homem, a velha mente, os velhos costumes, a velha religião, as velhas amizades, a velha mentira e o sempre velho pecado não resistem à novidade de vida que Jesus nos comprou na cruz. Ou nos transformamos totalmente, abandonando de vez a nossa velha natureza para receber o vinho novo, o evangelho das boas novas, ou então continuaremos nos mesmos moldes, nos ressecando com o passar do tempo até rompermos em nossos conceitos errados de Deus. O novo não é novo, mas é o que já existe há tempos, é a palavra viva genuína, verdadeira e sem adulteração, sem achismos humanos e nem parcerias pecaminosas. Muitos se enganam achando que o que é de Deus muda-se de tempos em tempos. Deus não muda, nós é que temos que ser transformados Nele a cada dia, de glória em glória, como a luz da aurora que nasce até se tornar dia perfeito.

Uma roupa nova e um odre novo... É disso que precisamos. Testemunhar em todo tempo, com santidade, mudança de caráter e amor, e também como odres fortes e firmes, humildes, deixando fluir do nosso interior a vida de Deus através do Espírito Santo que habita em nós, mostrando conteúdo e conhecimento na Palavra e no compromisso com Deus.

Continue firme.

Com carinho,

Pr. Marcos Góes

Marcos Góes é pastor, cantor, compositor e capelão da United Chaplains State of New York. Já viajou por todos os estados do Brasil, além de Estados Unidos e Europa. Prega o evangelho, ministra o louvor e é conferencista em congressos de adoração. 

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