5 medos que aterrorizam os pais

5 medos que aterrorizam os pais

Atualizado: Segunda-feira, 25 Outubro de 2010 as 3:39

Ter medo é natural de qualquer ser humano. É esse sentimento que, inclusive, ajuda a nos mantermos vivo. Afinal, a sua maior função é justamente preservar a vida, uma vez que a maioria das pessoas tem medo daquilo que colocaria de, alguma forma, a sua existência em risco. Contudo, tratando-se de pais e seus filhos, o medo toma outra proporção e pode passar do limite de instinto, tornando difícil saber o que é o "medo genuíno" daquele que não tem muito fundamento.

Muitas vezes, por exemplo, os pais se preocupam mais com o sequestro de crianças do que com o fato de elas andarem sem cinto de segurança no carro – embora os sequestros acontecem com bem menos frequencia do que os acidentes de carro. Isso demonstra que muitos medos sentidos por pais e mães estão, sim, descolados da realidade. Outros, porém, têm razão de ser. Segundo a neonatologista do hospital Pequeno Príncipe (PR), Rosana Garbers, acontece que "muitos pais, antes dos filhos, eram totalmente relapsos consigo mesmo. Com a chegada do bebê, tornam-se extremamente cuidadosos, até mais do que o normal". Para ajudar você a entender melhor até que ponto está sendo apenas cuidadoso ou já chegou no exagero, listarmos os medos mais comuns dos pais - veja se você se inclui aqui!

Asfixia

Não, não é preciso verificar várias vezes por noite se o bebê está respirando. Mas, por outro lado, eles podem, sim, se afogar com o próprio vômito ou saliva ou ainda se enrolarem de forma inadequada ao lençol. Para evitar esses problemas, o ideal é colocar o bebê para dormir de costas e manter-se atento. "Ir no quarto da criança a noite toda atrapalha o sono e faz com que os pais fiquem muito cansados. Basta prestar atenção aos barulhos", recomenda Márcia Kodaira , pediatra do Hospital e Maternidade Santa Catarina (SP).

Peso abaixo ou acima da média

"Depois que os bebês vão para casa o que os pais mais querem é que eles ganhem peso rapidamente. Desejam, a todo custo, filhos gordinhos. Para eles isso significa que tudo está indo bem", conta a neonatologista Rosana Garbers. Porém, quando eles crescem, o ganho de peso que era estimulado passa a ser visto como algo negativo – a obesidade infantil é tema recorrente e causa preocupação. Dessa forma, o mais certo é incentivar desde cedo a alimentação saudável (o que começa com a amamentação) e os exercícios físicos. Os pais precisam ainda limitar o consumo de alimentos como doces, ou aqueles processados e gordurosos.

Limpeza

Nesse caso, a maioria dos medos são infundados. Pode, sim, lavar o cabelo do bebê perto da moleira (ela não vai afundar). Os órgãos genitais também: aja com delicadeza, mas nunca deixe de limpa-los. Já o cordão umbilical precisa ser bem higienizado - e isso não fará com que ele caia antes do tempo. O corte das unhas, outro temor entre os pais, também não tem razão de existir. Basta cortar as unhas do bebê em um local bem iluminado, enquanto ele estiver dormindo, e segurá-lo de maneira firme. Prefira tesourinhas sem ponta e lixe em seguida, devagar, para que ele não se arranhe.

Quedas e acidentes

Bater a cabeça está no topo da lista. Que mãe ou pai não tem medo que o filho bata essa parte do corpo, mais do que qualquer outra, quando cai? A saída, afirma Rosana, é ligar para o pediatra, que é quem dirá, depois da descrição do pai, se é necessário levar a criança ao hospital ou não. Jamais deixe o bebê sozinho, mesmo antes que ele aprenda a se virar, no trocador ou na cama, por exemplo. Com relação aos acidentes (dentro e fora de casa), boa parte deles pode ser prevenida. Em resumo, para evitar acidentes, bebês e crianças precisam de monitoramento constante (não confundir com proibição de brincar!).

Atraso no desenvolvimento e timidez

Mais perceptível quando a criança vai para a escola, esses itens causam grande ansiedade nos pais. Por que será que o bebê do vizinho é maior que o meu? Quando minha filha vai tirar as fraldas? Todos as crianças da classe já lêem, menos o meu filho, e agora? Os pais esperam e cobram demais dos filhos e, por isso, se sentem frustrados muitas vezes. Para que a criança não fique "para trás", matriculam o filho em todos os cursos possíveis: inglês, natação, judô, ballet... Mas atenção: é preciso usar o bom senso e não se culpar tanto, nem colocar muitas responsabilidade sob as crianças pequenas.

Já a timidez costuma ser outra preocupação dos pais. Eles querem que o filho seja o mais enturmado da classe, o que tem mais amigos e vai a mais festinhas. Lidar com a introspecção da criança, de fato, é difícil e exige um exercício de entendimento da individualidade do outro. Muitos pais acham que a sua desenvoltura será herdada pela criança, o que nem sempre ocorre. É imprescindível aceitar a personalidade de cada um e, quando se tem mais de um filho, não esperar que os irmãos sejam uns como os outros. Cada criança tem o seu ritmo, não esqueça.

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