A chegada de um bebê pode comprometer o relacionamento do casal

A chegada de um bebê pode comprometer o relacionamento do casal

Atualizado: Terça-feira, 12 Julho de 2011 as 8:17

O casamento é o ápice de um processo de busca de privacidade e autonomia que homem e mulher foram construindo. Casados, passam a cuidar um do outro, desfrutando uma relação afetiva de exclusividade e, quando pensam em filho, imaginam que ele irá uni-los ainda mais.

Mas quando o bebê chega, surpresa! Trata-se de um ser que requer atenção direta e contínua. Não é raro que estas novidades acarretem dificuldades e momentos estressantes para ambos. O grande desafio do casal é superar a idealização e encarar a realidade de que filho dá trabalho e interfere em seus momentos mais íntimos. Para conseguir conservar o relacionamento e superar esta fase da melhor forma possível, é de grande importância que o casal divida as tarefas e arranje tempo para namorar.

A chegada de uma criança freqüentemente gera, também, ciúme entre irmãos. O bebê é o reizinho. É paparico dos pais de um lado e carinho dos avós e amigos do outro. Dessa forma para os irmãos o mundo começa a ruir, o irmão é concorrente direto na atenção, antes exclusiva por parte de todos.

No entanto, cabe aos pais que expliquem e abusem do diálogo para demonstrar que a importância da criança não diminui com a chegada de um bebê.

Os pais devem estar atentos às várias reações que o filho mais velho pode ter. A criança pode regredir, apresentando distúrbios de fala, sono, apetite, voltar a urinar na cama, pedir chupeta e mamadeira entre outros.

Envolver o filho mais velho com o irmãozinho fazendo ele participar, auxilia bastante. É importante preparar a criança para o que vai acontecer, que os pais irão à maternidade, que a mãe voltará com um bebê, como é um bebê e os cuidados que ele necessita.

Porém, se dialogar não surte o efeito esperado, é melhor procurar um profissional especializado no assunto.

Aprender a lidar com o ciúme, é fundamental para viver em sociedade, já que o ciúme na infância pode gerar grandes comprometimentos na vida adulta (problemas profissionais e pessoais).  

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