A verdade sobre partos

A verdade sobre partos

Atualizado: Segunda-feira, 22 Novembro de 2010 as 1:50

Quando se pensa no parto, uma série de suposições vêm à cabeça das mães de primeira viagem. Dessa forma, muitas acreditam em diversos mitos sobre a gestação e a hora de dar à luz.

Decidimos esclarecer algumas dúvidas cruciais pra você. As respostas farão toda a diferença na hora de lidar com um dos momentos mais emocionantes na vida de qualquer mulher.

Chega de lendas. Confira 10 verdades sobre os partos que toda mulher deveria saber:

1. Não é como nos filmes

Nos longas, a bolsa de água rompe, todos entram em pânico, a mãe fica histérica, segura sua barriga, tem uma contração enorme instantaneamente e, então, chama um táxi. Na vida real, a bolsa de água normalmente rompe durante o parto e, se acontecer antes, não há razão para ir correndo e gritando para o hospital. O parto da vida real é muito difícil, mas não é uma emergência que demande gritos. Cada parto é especial, mas talvez não mais "especial" do que os partos míticos de Hollywood.

2. A data prevista deve ser encarada como o mês previsto

O ciclo completo de uma gravidez se dá com 37 a 42 semanas. A previsão é uma espécie de chute orientado, não um prazo fixo. A maioria dos bebês nasce antes ou depois da data; a maioria dos primogênitos chega, em média, com quatro dias de "atraso". Pode ser difícil fazer um planejamento para o mês inteiro, mas um dia é muito específico. Então, que tal se programar para uma quinzena de previsão?

3. No parto existem fases distintas com desafios diferentes

Dar à luz não é uma sensação contínua, constante: é mais como um processo dinâmico e rítmico. Partos precoces tendem a ser longos, mas normalmente mais fáceis de lidar que os ativos, que geralmente requerem muito mais foco e técnicas de enfrentamento da dor. Quando a parte de empurrar o bebê chega, o processo já é totalmente diferente e pode, na verdade, ser um desafio bem-vindo (agora você finalmente pode fazer algo!). Aprender sobre os estágios do parto ajuda você a se preparar para cada um deles, encontrando jeitos diferentes.

4. Uma epidural é apenas um dos vários jeitos de cooperar com o parto

Existe muito debate sobre quando tomar uma epidural é uma "boa" ou "má" ideia. A única resposta é: depende. Uma epidural precoce pode desacelerar as coisas, e assim fazer com que mais intervenções médicas sejam necessárias. Mas uma epidural dada após o trabalho de parto (quando a mãe está completamente exausta) pode realmente acelerar o processo e reduzir as chances de mais intervenções. Tente esquecer "bom" ou "mal" quando se trata de epidural; em vez disso, informe-se sobre os riscos e benefícios dos medicamentos e aprenda outras técnicas de lidar com a dor, então é só esperar para ver como o seu parto se desenrola.

5. A filosofia do seu médico importa. Muito.

Alguns médicos acreditam em gerenciar ativamente o parto, introduzindo tecnologia médica – de drogas no parto até monitoramento contínuo do feto – mesmo antes do necessário. Outros especialistas acreditam que o ato de dar à luz deveria ocorrer naturalmente e que a intervenção médica somente deveria ocorrer se algo imprevisto acontecesse. O modo que o seu parto será conduzido tem muito a ver com quem está conduzindo-o; converse com o seu médico sobre a filosofia dele em relação ao procedimento. Tenha certeza de que ela combina com a sua.

6. Seu médico não vai ficar com você na maior parte do parto

Essa geralmente é a maior surpresa do casal, mas isso é comum. Médicos e parteiras estarão acompanhando, aconselhando você sobre a hora de ir ao hospital e checarão o seu progresso periodicamente. Mas na maioria dos casos eles só aparecem no fim, para retirar o bebê – parteiras tendem a ficar presentes por mais tempo, mas isso depende. Por esse motivo, aulas sobre o parto e doulas - acompanhantes de parto profissionais - podem ser valiosos.

7. Partos induzidos têm duas vezes mais chances de terminarem em cesarianas

Expectativas de ter um filho em um ritmo surreal têm levado a um uso abusivo do Pitocin (oxigênio injetável), que dobra as chances de cesariana. Pitocin requer monitoramento, o que quer dizer que a mãe não poderá se mover durante o parto. Por outro lado, mudar de posição pode ajudar o progresso do procedimento e ajudar com a dor. Conclusão: Tente evitar a indução, ao menos que seja ela necessária por motivos médicos.

8. Ficar em casa no início do trabalho de parto pode reduzir as chances de cesariana

Salvo qualquer preocupação específica, não há razão para correr para o hospital na primeira ou mesmo 50ª contração. O trabalho de parto pode ser interrompido se você for encaminhada cedo demais. Um bom guia para seguir na primeira gravidez é 411: vá quando suas contrações tiverem intervalos de quatro minutos, um minuto de duração e já seguirem esse ritmo por uma hora. Fale sobre isso com sua parteira ou médico e ligue quando você souber que o trabalho de parto começou, mas permita a seu corpo um tempo em casa para realmente fazer com o processo comece.

9. Parto é um evento fisiológico normal

Sim, contrações podem ser muito intensas e o trabalho de parto pode parecer esmagador ou mesmo impossível, mas o fato é: nossos corpos foram construídos para fazer isso. Diferentemente de outros tipos de dor, o parto não indica que há algo errado ou quebrado. Existem algumas coisas que você pode fazer para sobreviver ao processo difícil: compareça às aulas de educação ao parto, tenha uma boa base de informação sobre o assunto e aprenda como o procedimento funciona.

10. Uma boa experiência de parto não tem a ver com o seu desempenho

Na verdade, não importa se você tomou a epidural ou não. O que faz do parto uma experiência positiva tem a ver com como você foi tratada nesse período vulnerável. Mulheres com expectativas realistas também tendem a ficarem mais satisfeitas com o parto. Isso não quer dizer que você tenha que ter expectativas baixas, mas que entenda o que você pode ou não controlar. Lembre-se que, uma vez que a ideia de parto "perfeito" não existe mais, o parto "imperfeito" pode se mostrar ótimo.

veja também