Agressividade, como lidar ?

Agressividade, como lidar ?

Atualizado: Sexta-feira, 16 Dezembro de 2011 as 1:16

Você responde educadamente a uma pessoa e ela solta mil palavras de grosseria. Você para e pensa: “Nossa, que culpa eu tenho se ela está de mal com a vida?” Mas esta provavelmente não é a real razão da reação tão indelicada para um simples diálogo.

Para a psicóloga Kátia Camargo Teixeira, há motivos específicos que fazem as pessoas descontarem no outro alguma grosseria recebida. “A pessoa tem medo de ser atacada caso venha reagir a uma agressão, então, ela guarda este sentimento, que aos poucos se acumula. Em determinado momento, ocorre a explosão, e o indivíduo descarrega em quem não pode reagir.”E o que fazer para evitar essa explosão? “Para não descontar no outro, o essencial é se conhecer e tomar atitudes mais adequadas, que resolvam a questão de forma educada com quem o incomoda”, explica Kátia.

Em contrapartida, segundo a psicóloga, para conseguir ser imune à grosseria de alguém, é preciso parar e analisar racionalmente. “Assim podemos verificar o porquê de nos sentirmos ofendidos e as necessidades do outro, para saber lidar com a agressão de maneira mais adequada.”

Um exemplo de reação agressiva “Existe uma história que é assim: Eu estava no carro e em determinado momento uma pessoa me fechou, fiquei muito bravo e fui atrás do sujeito que havia me dado a fechada. Quando prestei atenção, identifiquei que no outro carro estava a minha mãe, dirigindo apressada e com aparência bastante preocupada. Soube depois que estava indo socorrer meu pai. A agressividade sempre ocorre quando acreditamos que um direito nosso foi usurpado (no caso, meu direito ao uso da via pública), e sem levar em consideração a necessidade do outro. Quando este outro é considerado, a agressividade desaparece”, exemplifica Kátia.

Mesmo tendo racionalidade para analisar a atitude, é escolha de cada um deixar a grosseria alheia influenciar. “Se assistimos programas de televisão que mostram mais a violência, será natural não querermos sair de casa (chegando até mesmo a desenvolver agorafobia – distúrbio relacionado à crises de pânico). Mas, se por outro lado, frequentarmos uma igreja  e nos envolvemos em trabalhos comunitários, não nos isolaremos jamais”, finaliza a psicóloga.

Via Arca Universal  

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