Atenção ao usar o bebê-conforto fora do carro

Atenção ao usar o bebê-conforto fora do carro

Atualizado: Sexta-feira, 9 Julho de 2010 as 11:18

Na correria do dia a dia em que você precisa estar em muitos lugares, o bebê-conforto pode ser perfeito para levar seus filhos sem se preocupar com a segurança, certo? Nem sempre. Enquanto o bebê-conforto está preso no banco de trás do carro, é seguro. Mas é necessário redobrar o cuidado na hora de colocá-lo em outro lugar.

Uma pesquisa americana publicada na revista Pediatrics, da Associação Americana de Pediatria, mostra que aproximadamente nove mil bebês por ano são encaminhados ao hospital por causa de acidentes que acontecem fora do carro relacionados ao bebê-conforto. Uma das razões dos acidentes apontada pelo estudo é que os pais colocam os bebês em mesas e bancos, na altura dos olhos mas longe do chão, e acham que os filhos ainda não têm coordenação motora o suficiente para se mover e cair. O problema é que, muitas vezes, os bebês aprendem a ser virar de uma hora pra outra e pegam os pais de surpresa.

Os riscos da queda são muitos. "Se a criança cair do bebê-conforto pode ter fraturas pelo corpo e se bater a cabeça, traumatismo crânio-encefálico. Caso a queda seja de lado, ele cai sobre o braço e pode ter uma fratura localizada", diz Hamilton Robledo, chefe da pediatria do Hospital São Camilo Santana. Para ele, além dos pais evitarem colocar o acessório na altura dos olhos, não é recomendável que o bebê-conforto seja utilizado em crianças maiores de 4 meses, pois elas possuem maior mobilidade e mais chances de cair caso haja algum descuido.

Uma opção ao sair de casa é o carrinho de bebê, pois a criança precisaria fazer um movimento muito maior para conseguir se soltar, o que permite aos pais perceberem a tempo de evitar qualquer queda. "O bebê-conforto é frágil e não tem uma estrutura de sustentação. Se o bebê balançar ele cai para o lado. Outra forma mais segura seria a mãe adequar um espaço, colocar um edredom no chão e deixar a criança ali", diz o pediatra.

Por: Raquel Temistocles

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