Boa forma começa na mente

Boa forma começa na mente

Atualizado: Quarta-feira, 18 Junho de 2008 as 12

Comida está sempre presente, mas sua função é nutrir o corpo e não as emoções

 

Lembre-se de grandes comemorações em que participou: casamentos, noivados, aniversários... Certamente, todos eles foram acompanhados de muita comida. Não são apenas eventos especiais, mas as reuniões cotidianas tendem a acontecer ao redor da mesa, como reuniões de negócio, reencontro de amigos e o café para colocar a conversa em dia. "A comida está tão presente em nossas vidas que muitas pessoas já têm impulsos automáticos como levar a comida à boca sem perceber, enquanto faz outra atividade", observa a psicóloga especializada em distúrbios alimentares, Tânia Evelise Eichholz, da Clínica Contato.

Além de tantas reuniões à mesa, a comida está presente nas propagandas, nos cartazes, nas lanchonetes em todo o lugar, despertando a fome com muita facilidade. "Cartazes com comida, estímulos olfativos, lanches que são oferecidos em embalagens coloridas cheias de estímulos visuais e outros alertas estimulam o nosso cérebro, criando a vontade de comer", explica a psicóloga.

As emoções também influenciam na alimentação, pois as pessoas têm muitas lembranças gustativas: o docinho da vovó, a comida da titia, o bombom do namorado... São alimentos que carregam emoções e, por isso, pessoas que estão deprimidas tendem a buscar neles a solução para seus problemas. "A comida tem valor nutricional para o corpo e não proporciona a cura da raiva, da solidão, do mal-estar do desemprego, da tristeza de não ser amado, da dor, do tédio. Quando procurado, o especialista pode identificar os sentimentos e reestruturar os mecanismos que fazem a pessoa buscar na comida uma solução", orienta dra. Tânia Evelise.

Com esse acompanhamento profissional, é possível obter melhores resultados em processos de perda de peso, pois se reconhece o que está por trás da mente, fazendo o corpo agir de certa forma. "A intervenção psicológica bem direcionada ajuda a compreender os estímulos e faz com a que pessoa controle o seu peso, desenvolvendo um novo comportamento, reeducando o organismo e superando as dietas", afirma.

O papel do psicólogo é importante também em casos de obesidade em que os pacientes fazem a cirurgia de redução do estômago. Sem compreender os motivos que levam a pessoa a comer, não será possível entender os padrões de obesidade e a vontade de comer, que sempre existirá, levará o paciente a um novo ganho de peso. "Se a pessoa usa a alimentação para suprir necessidades emocionais e não físicas, é necessário que haja intervenção", alerta a psicóloga.

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