Casais grávidos estão cada vez mais presentes nos cursos pré-natais

Casais grávidos estão cada vez mais presentes nos cursos pré-natais

Atualizado: Quarta-feira, 15 Junho de 2011 as 10:15

É importante salientar que o curso é para “os pais”, ou seja, tanto as gestantes quanto os futuros papais. “Hoje em dia o ‘Curso de Gestantes’ já é chamado de ‘Curso de Apoio aos Casais Grávidos’, pois os homens têm sido cada vez mais participativos na questão”, explica Silvia Aline de Andrade, enfermeira obstetra e coordenadora dos cursos realizados no Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

Os homens, aliás, também são os mais aplicados, lembra a enfermeira. “Eles reclamam do horário, normalmente no domingo pela manhã, mas são os alunos mais atenciosos e participativos”, brinca.

O curso de apoio – dividido em duas partes, um mais focado na mãe e outro mais focado na criança – ajuda, principalmente, a diminuir a ansiedade gerada pela chegada da hora do parto. “Como o curso é realizado nos hospitais onde provavelmente se escolheu previamente para ser o local do parto, a ansiedade gerada pelo desconhecimento do ambiente, das técnicas e dos profissionais envolvidos acaba se dissipando aos poucos. Temos pesquisas e dados, coletados entre os anestesistas, por exemplo, que confirmam isso”, diz a profissional.

Aulas são focadas

O fato das aulas dos curso de apoio serem focadas e contarem com os profissionais da área – ao contrário dos livros que muitas vezes exageram nas informações e podem causar até mesmo maior ansiedade nas futuras mamães e papais – também ajuda. “Contamos com recursos audio-visuais e, o mais importante, a visita às instalações do hospital, ou seja, se tiverem dúvida já tiram essas questões da cabeça na hora”, diz Sílvia.

Para as mamães as questões principais abordadas vão desde como aliviar os desconfortos dos últimos três meses de gestação – normalmente o curso é realizado com grávidas a partir do sexto mês –, como reconhecer hora do parto (para aquelas que optaram pelo parto normal e o humanizado), e dicas para uma recuperação mais rápida após o nascimento.

Além disso as grávidas têm uma ideia geral do tempo que é preciso para chegar no hospital, o que devem ter nas malas que são levadas na hora do nascimento. Já os pais ficam sabendo quando é hora de estar presente e quando precisam “dar um tempo” durante o processo.

“A segunda parte do curso é mais focada nos bebês, como aprender a amamentar – posição, horários, dicas para a ‘pega’ do bebê –, dar banho e reconhecer alguns tipos de choro. Mas também tem a parte sobre saúde: explicações sobre as vacinas e os testes que precisam ser feitos, como o teste do ‘ Pezinho ’, do ‘ Olhinho ’ e da ‘ Orelhinha ’, por exemplo”, explica Sílvia.

“E é importante lembrar também que o contato com outras mães – de todas as idades e com todo tipo de vivência, diga-se de passsagem – também é importante. Trocar ideias e conviver com pessoas passando pela mesma situação é bastante rico para todos o participantes e traz muita tranquilidade para esse momento tão feliz”, conclui.

por Enio Rodrigo    

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