Casamento, o lado B do disco

Casamento, o lado B do disco

Atualizado: Terça-feira, 4 Fevereiro de 2014 as 10:59

casamentoEu lembro que os discos de vinil tinham o lado B e o lado A. Era engraçado porque eu sempre ficava meio desconfiada pelo que ouviria no lado B. O lado B me dava menos expectativas, sei lá, eu sempre achava que as melhores músicas estariam no lado A.
 
A vida da gente tem tantos lados e fases, mas um grande marco é quando você muda seu estado civil de solteiro para casado – esse último o que eu entendo ser uma fonte de inspiração para o tão na moda “em um relacionamento sério com”. E aí você passa para o lado de lá... Pensando em relacionamento, o tempo de solteiro seria o lado A, e o de casado, o lado B.
 
Antes de se casar, a gente se entende por inteiro, tem atitudes e programas próprios, faz todas as nossas vontades e quase tudo que vem na telha. Não tem muita tarefa, responsabilidade com casa, dorme, come, assiste sessão da tarde, vai ao cinema, conversa até alta madrugada e curte com os amigos “adoidado” (super no bom sentido). Feliz e leve lado A!
 
Quando a gente se depara com o lado B, surpresa: mudança pra caramba! A gente tem que se adptar com tudo: contas, jeitos, casa, manias, marido, cheiros, trabalho, dia-a-dia e tudo mais que vem no pacote! Como mulher, achei trabalhoso esse processo de adaptação e levei um tempo pra me organizar. Parecia que o lado A tinha mesmo as melhores músicas.
 
Ainda bem que devido ao trabalho que as coisas dão – diga-se de passagem, tinha que colocar força pra levantar e trocar o disco de lado – a gente passa a valorizar cada minuto, cada segundo, e não desliga o som tão rápido. Até dá vontade em dias de pressão, mas já que me mexi e decidir mudar o lado, agora deixa tudo rolar...
 
Em tempos em que as pessoas simplesmente se desligam e rapidamente interrompem um processo que começou a rolar, eu levanto a mão para dizer: vale a pena esperar! Vale a pena ouvir as próximas músicas... Não jogue para o alto tudo aquilo que você tanto sonhou, não abra mão do seu coração, não abra mão de reaprender e de amar.
 
Por quê? Depois de seis anos de casamento (nem é tanto tempo assim), a gente aprende algumas coisas e reconhece o valor do tempo, das pessoas, da história. Descobre que por mais mudanças que este tempo representa, a gente tem sempre uma chance de mudar, crescer, se fazer melhor, amadurecer e recomeçar. Desistir e pensar em voltar atrás são opções longes de se considerar.
 
Fazer Deus o centro da minha vida é o que me impulsionou, me animou, me corrigiu e me trouxe feliz e segura em toda esta caminhada. Ela ainda é curta, mas já tem valido muito a pena! Escolher com Deus, caminhar com Ele e considerar a Sua Palavra, faz bem demais! Fica a dica... sempre dá tempo com Ele! Amar, amar e amar sempre foi uma primeira opção! Ser perdoada, perdoar, renunciar, mudar, abrir mão, amadurecer e crescer também fez parte. Tudo isso porque o nosso amor, vale a pena! 
 
 
- Daiene Bonetti
via Facebook
 

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