Casar no Copacabana Palace é um desejo apoteótico

Casar no Copacabana Palace é um desejo apoteótico

Atualizado: Terça-feira, 9 Novembro de 2010 as 3:42

Os cariocas Roberta Môcho e Bruno Argetoja não sabem determinar qual foi o dia em que se conheceram, já que os pais do casal são amigos de infância. Aos poucos, perceberam que aquele sentimento que os unia era mais que amizade. Começaram a namorar e, com o passar dos anos, surgiu a vontade de subir ao altar. Uma história tão bonita merecia um desfecho de cinema, e não deu outra: a noiva escolheu um lugar mágico para se casar, o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Precavida, ela reservou os salões com quatro anos de antecedência – tempo recorde da lista de espera do estabelecimento. A cerimônia está marcada para o próximo dia 27 de novembro, ocasião em que eles completam 10 anos juntos.

O "castelo" de Roberta abriga os sonhos de outras noivas. Construído em 1923, o Copacabana Palace realiza cerca de 60 casamentos por ano em suas dependências, cerca de cinco por mês. O Copa, como é carinhosamente conhecido, possui treze salões que podem acomodar até duas mil pessoas - esse foi o número de convidados do maior casamento já realizado no local, do filho de um badalado advogado carioca.

Os lindos salões de festa

Por R$10 mil o aluguel, os Salões Frontais possuem janelas e portas amplas, elas dão acesso à varanda do hotel, que oferecem uma bela vista para a praia de Copacabana. As paredes são ornamentadas com paisagens tropicais pintadas à mão pela artista plástica Dominique Jardy, especialista em criações decorativas.

O Salão Nobre é o mais requisitado entre os 13 que compõem o segundo andar do Copa. O piso é revestido de mármore e o espaço conta com doze colunas e dois grandes lustres de cristal. A vista é para a varanda ou para a piscina, local onde o trânsito de celebridades costuma ser intenso durante o dia.

Ao final do Salão Nobre surge o imponente Golden Room, que recebeu esse nome por conta da cúpula dourada que desce do centro do teto. Tem um palco com chão iluminado à frente, como uma pista de dança. Ele é geralmente usado em parceria com o Salão Nobre, e o aluguel dos dois sai em torno de R$28 mil.

O local do Antigo Cassino, na parte posterior do hotel, foi reaberto em 2006 após uma minuciosa restauração que durou 14 meses e custou mais de R$10 milhões. Agora dá lugar a três salões conjugados, com pé direito de quatorze metros, cujo acesso pode ser exclusivo, feito por meio das escadarias revestidas de mármore Carrara (nos outros espaços, a entrada é feita pelo lobby do hotel). Para usar os salões, agora chamados de Copacabana, os noivos têm que desembolsar R$40 mil. >

Comida, bebida e serviços integrados >

Algumas obrigações constam do contrato para se fazer a festa no Copa. O serviço de alimentos e bebidas, por exemplo, tem que ser oferecido pelo hotel. O bufê do chef Francesco Carli custa em média R$220 por convidado. "Geralmente é oferecido um coquetel, uma mesa de frios, um jantar acompanhado de entradas e saladas, a sobremesa e as bebidas não alcoólicas", explica Eva Sequerra, gerente de Alimentos e Bebidas do Copacabana Palace. Para as bebidas alcoólicas, os clientes podem comprá-las do próprio hotel ou pagar uma taxa (a rolha) para trazê-las de fora.

A ideia é que a curtição dure o máximo possível, por isso, o bufê só é recolhido quando a festa termina. "O investimento é alto, então a gente quer que a festa seja longa. Se os convidados acharem que está incrível, a tendência é que eles queiram se casar aqui também", pondera Eva.

Outro serviço oferecido pelo próprio estabelecimento é o de segurança; o custo é de R$250 por cada profissional. Uma lista com três empresas de manobristas também é disponibilizada para que os noivos escolham o fornecedor. A decoração é feita sob a supervisão de um engenheiro disponibilizado pelo Copa, que acompanha a montagem e os detalhes estruturais.

Quanto vale o sonho?

Segundo a produtora e decoradora de evento Christina Lips, os noivos devem separar um orçamento a partir de R$ 250 mil para a realização de uma festa de arromba. "O Copa torna qualquer festa apoteótica. Pelos salões já passaram estrelas como Rita Hayworth e Ava Gardner", atesta Christina. Para Eva Sequerra, o mais importante é ter uma boa conversa prévia com o casal sobre o tamanho do evento – dependendo das escolhas, o valor final tende a cair.

Para ter o Copa como cenário da festa de casamento, o ideal é que os noivos comecem a organização com (pelo menos) um ano de atencedência. Assim mesmo, meses como maio, junho e setembro são os mais difíceis de serem reservados, justamente porque são os mais procurados.

"Maio é tradicionalmente o mês das noivas e eu ainda queria o dia 8, que simboliza o infinito. Tentei um ano antes e a data já estava reservada. Por sorte a noiva desistiu e eu realizei meu sonho de casar no Copa no dia exato que sempre quis", conta Wanda Grandhi, a apresentadora do Programa "Sem Destino" do canal a cabo Multishow, que se casou esse ano com o empresário Roberto Rezinski.

Uma vez marcada a data, é hora de começar a formatar a festa. "É muito comum as noivas optarem por fazer a cerimônia e a festa no Copacabana Palace", conta Eva. Ao alugar os salões para a comemoração, a noiva ganha duas cortesias valiosas: a suíte para a noite de núpcias e o acesso exclusivo para um salão menor, onde pode retocar a maquiagem, fazer fotos com os padrinhos e até ter um momento de maior privacidade para jantar.

Outro mimo oferecido é o garçom-sombra, profissional que acompanha discretamente o casal pela festa e cuida para que tudo seja providenciado de acordo com o desejo dos noivos e que a noite de sonhos seja perfeita.

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