Cautela ao mudar filhos de escola

Cautela ao mudar filhos de escola

Atualizado: Terça-feira, 29 Novembro de 2011 as 4:09

Mudança de endereço, de trabalho, de estado, enfim, qualquer que seja a transformação na vida dos pais, é para os filhos que a atenção deve ser voltada.  A tarefa de transferir os pequenos de escola não é fácil, é preciso cuidado na escolha, pesquisa e observação ao que é oferecido. Segundo a psicóloga Fabiana Maldonado, especializada em psicossomática, no caso dos bebês, os pais devem prestar atenção primeiro nas berçaristas, que estarão em contato direto com a criança. “Ela tem que ser acolhedora, ter o lado humano aflorado, já que será uma substituição da mãe durante o tempo que estará lá”, explica. Mas, no caso das crianças e pré-adolescentes, os pais devem levar em consideração a estrutura da escola e a opinião do filho. Para a psicóloga, eles “devem escutar e entender o que o filho busca naquele espaço. Se ele quer mais amigos, então vai gostar de uma escola maior”. Para a pedagoga Roseli Spalla, diretora da escola Multicultural – na zona norte de São Paulo –, muitas vezes são os pais que demoram mais para se adaptar a não estar o tempo todo com o filho. “Há casos em que a criança se acostuma, mas a mãe não. Ela fica com culpa, incomodada, sente que está negligenciando como mãe. Então, sentamos com ela e mostramos seu filho através das câmeras, além de deixá-la a par de tudo o que aconteceu durante o dia”, comenta. Porém, mesmo com toda a estrutura, todo o lado humano das berçaristas e professoras, é o filho quem indica se realmente está sendo bem tratado, se está gostando do espaço. Quando a criança começa a ter atitudes atípicas é um indício de que algo não está bem. “Uma mudança de comportamento muito brusca, como, por exemplo, a criança falava baixo e começa a gritar, é preocupante”, esclarece Fabiana.

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