Coluna - Marcelo José Seião

Coluna - Marcelo José Seião

Atualizado: Terça-feira, 27 Maio de 2008 as 12

Coluna - Marcelo José Seião

"Reflexões sobre a morte e morrer"

Todos os dias, sonhamos com grandes projetos, realizações e conquistas. Planejamos comprar a casa própria, o carro do momento, fazer uma faculdade que nos dê projeção e, é claro, casar com alguém muito especial.

No entanto, é interessante notar que sempre estamos nos preparando para um futuro totalmente incerto, mas nunca estamos preparados para aquilo que é inevitável, certeiro e determinado a todos nós: a morte.

Para o naturalista, a morte é a extinção da personalidade e da individualidade; para o existencialista, é o fim de tudo; todavia, para o cristão, é a porta de entrada para a vida eterna com Deus. Apesar disso, quando alguém querido está em profundas dores no hospital, não pensamos duas vezes em pedir a Deus que o cure.

Aliás, nessas horas, nem passa pelas nossas mentes limitadas que o plano de Deus seja conduzir o moribundo à Eternidade. Para alguns, isso pode parecer falta de fé! Mas quem disse que aqui é o melhor lugar para se estar? Então, às vezes, tenho a impressão de que somos existencialistas e naturalistas na prática e cristãos na teoria.

Certa vez, quando estudava no colégio Instituto Metodista de Petrópolis, a professora de religião veio nos contar que um dos nossos colegas havia falecido naquela manhã. Ela repetiu as últimas palavras dele a sua mãe: "Mãe, não chore, não! Eu estou indo me encontrar com Jesus". Começou a cantar um hino de adoração e expirou.

Há algum tempo, minha mãe me ligou, para me avisar que o Bispo da Igreja Metodista Wesleyana havia falecido. Antes da sua partida, muitos o visitaram para consolá-lo, não obstante eram eles que saíam consolados e abençoados. Cantando hinos e dizendo que estava indo se encontrar com Jesus, partiu gloriosamente.

Nessas experiências de morte, percebi que o mais importante não é quantos anos vivemos ou de que forma morremos - acidente, doença ou morte natural. Mas, sim, como vivemos, para que vivemos e para quem vivemos.

Paulo entendeu isso muito bem ao afirmar que "... se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor". Ora, como bem cantou o salmista: "Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos ". (Sl. 116. 15).

Estejamos sempre prontos e que Deus nos abençoe!

Marcelo José Seião é licenciado em Letras e está mestrando em Teologia e História pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Fez treinamento missionário na agência Jovens Com Uma Missão - JOCUM. Petropolitano, é casado com Tatiana Moura e  atua em Minas Gerais como conselheiro de jovens, professor da Escola Bíblica Dominical e pregador convidado.

Contato: [email protected]

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